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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Sociedade»

PAP0009 - A ARTE
Resumo de PAP0009 - A  ARTE  PAP0009 - A  ARTE
PAP0009 - A ARTE

Pierfranco Malizia, LUMSA, Roma A ARTE “SOCIAL” Notas sobre os quadros sociais da criatividade artística RESUMO Este trabalho parte de um tema de base e de uma hipótese; o tema consiste na idéia segundo a qual – sem aliás nada tirar ao sistema “competências-capacidades- genialidades” que fazem de um artista um artista, ou seja, a individualidade, a subjetividade do artista e da sua criatividade,ecc., a hipótese consiste no fato que seja possível individuar os quadros sociais que, tanto a apriori quanto a posteriori, ora mais evidentemente ora mais ocultamente tais, orientam e influenciam a criatividade artística (uma enésima ação social “efervescente”, come diria Durkheim) e a arte em geral. No âmbito de tal hipótese, os quadros sociais aqui propostos são: a) fatores estruturais de contexto (ou seja, situações sociais “totalizantes” como a anomia e a morfogênese entendida, precisamente como cenários complexos que vêm a descompor uma situação existente, estimulando a mudança e a criatividade; b) fatores ligados aos “círculos sociais” (artísticos, nesse caso) e relativos sistemas de relação e interação sociais como os mundos artísticos (Becker); c) os condicionamentos provenientes das tradições, essa espécie de “memória coletiva canonizada” , de “modelos estabilizados de crenças, valores etc.” as quais de qualquer forma podem orientar de fato o pensamento/ação do artista; d) fatores ligados ao sistema da indústria cultural e da totalidade das relações estabilizadas que em diferentes maneiras e com diversas modalidades dele derivam . Como se pode deduzir, trata-se somente de alguns dos possíveis quadros sociais que podem vir a ter significado no âmbito do discurso que aqui se sustenta; se entende que o quanto acenado possa, de toda forma, trazer confirmações para a hipótese inicial e que reflexões, mesmo se não totalmente concluídas como essas, sem nada tirar às tantas diferentes modalidades de estudo dos fenômenos artísticos, pretendem ser enriquecedoras ao debate e à reflexão sobre a própria arte.
  • MALIZIA, Pierfranco CV de MALIZIA, Pierfranco
Pierfranco Malizia Mestre em Filosofia e em Letras,Phd. em Sociologia da cultura na Universidade “La Sapienza” de Roma,è professor de Sociologia na Universidade LUMSA de Roma e Diretor do Curso de pos-graduaçao em Comunicação e Diretor do Centro de pesquisa em comunicação: é tamben visiting professor de Teoria contemporaneas da comunicaçã no ISCEM de Lisboa. Atùa principalmente nas areas das trasformaçoes sociais,da produçao cultural e da comunicaçao.

PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.
Resumo de PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira. PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.
PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.

Resumo: A presente comunicação centra-se na problemática do reconhecimento e validação das aprendizagens experienciais dos adultos (RVAE) numa perspetiva educativa-formativa. Estas novas práticas pedagógicas, resultantes do Processo de Reconhecimento, Certificação e Validação de Competências (RVCC), decorrem num período de mudanças muito significativas na dinâmica global. É inevitável que as diversas correntes do saber se esforcem para dar respostas aos novos desafios da humanidade, num período de crise e, em simultâneo, de luta pelas novas oportunidades. Vivemos, assim, num terreno de tensões e contradições, onde as crises e reconfigurações que atravessamos hoje na sociedade portuguesa necessitam de reflexão e de apostas em investimentos pessoais e necessidade de novas qualificações académicas. Os novos enquadramentos legislativos integrados no paradigma de Educação/Formação ao Longo da Vida valorizam as aprendizagens informais e não-formais dos adultos, decorrentes dos seus percursos pessoais, sociais e profissionais. A presente investigação tem como principal objetivo a análise do sistema de ação que enforma (cf. no sentido da sociologia formal de Simmel) as práticas de adultos que, não tendo concluído a Escolaridade Básica Obrigatória (3º Ciclo do Ensino Básico), recorrem às ofertas de educação e formação de compensação, mais concretamente as propostas a nível do Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), nos Centros de Novas Oportunidades (CNOS= 5), na Região Autónoma da Madeira (R.A.M.) A referida investigação permite a identificação de dimensões de análise do nosso objeto de estudo e, ao mesmo tempo, faz emergir diversas pistas de investigação a desenvolver no futuro no campo da Educação e Formação de Adultos e a sua integração no Sistema Educativo. Palavras-Chave: Educação – Formação de Adultos; Sociedade; Novas Oportunidades; Processo de Reconhecimento Certificação e Validação de Competências.
  • PEREIRA, Maria Manuela Vieira Teixeira CV de PEREIRA, Maria Manuela Vieira Teixeira
Maria Manuela Vieira Teixeira Pereira

Afiliação institucional - Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Àrea de formação - Ciências da Educação
Interesses de investigação - Educação/Formação de Adultos (Processo de Reconhecimento, Certificação e Validação de Competências)

PAP0317 - A noção de “saúde mental” e a funcionalidade político-científica da psiquiatria contemporânea: uma problematização
Resumo de PAP0317 - A noção de “saúde mental” e a funcionalidade político-científica da psiquiatria contemporânea: uma problematização PAP0317 - A noção de “saúde mental” e a funcionalidade político-científica da psiquiatria contemporânea: uma problematização
PAP0317 - A noção de “saúde mental” e a funcionalidade político-científica da psiquiatria contemporânea: uma problematização

Esta comunicação, diretamente relacionada à minha pesquisa de doutorado em curso, tem como objetivo questionar a funcionalidade político-científica da psiquiatria de orientação biológica contemporânea. Em um primeiro momento, a partir da reflexão de Michel Foucault no curso "Os Anormais" [1974-1975], trata-se de evidenciar como o poder médico-psiquiátrico alcançou, ainda no século XIX, a noção de virtualidade da patologia. Examina-se, desse modo, como a psiquiatria, em seu processo de “desalienização”, pôde tornar patológicas diversas condutas sem referir-se à alienação propriamente dita. Assim, com a difusão do poder médico-psiquiátrico sobre o não patológico, ressaltamos, por meio da noção foucaultiana de biopolítica, a importância da vida biológica e da saúde dos indivíduos e da população como problemas de poder e governo. Considerado então o valor político do dado biológico, trata-se de problematizar e questionar como – e de acordo com quais mecanismos de poder – a psiquiatria contemporânea de orientação biológica e a Organização Mundial da Saúde (OMS) podem operar uma significativa mudança de paradigma com a incorporação do elemento mental no conceito de saúde. Essa expressiva transformação de paradigma destinada à incitação da “saúde mental” – de fundamental importância para essa comunicação – encontra-se oficializada no Relatório Mundial da Saúde de 2001, da OMS, e sublinhada já no título do documento, a saber: "Saúde Mental: nova concepção, nova esperança". A partir da indicação a respeito da substituição do conceito moderno de “doença mental” pelo contemporâneo de “saúde mental”, a finalidade dessa comunicação é problematizar o poder médico-psiquiátrico contemporâneo da seguinte forma: i) qual pode ser a lógica de um paradoxo que amplia a nomenclatura do patológico (como atesta o DSM-IV [1994] – "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais", da Associação Americana de Psiquiatria) e reforça simultaneamente a necessidade de “saúde mental”; ii) de que maneira a intensificação da saúde e a eliminação do sofrimento podem afetar, modular e moldar a experiência do indivíduo contemporâneo; iii) como, por meio da noção de saúde e a pretexto de incentivá-la, a vigilância e o controle científicos da psiquiatria podem criar formas de subjetivação dos indivíduos, determinando o modo de se viver em sociedade.
  • CORBANEZI, Elton Rogério CV de CORBANEZI, Elton Rogério
Elton Rogério Corbanezi. Possui Graduação em Ciências Sociais (bacharelado e licenciatura) pela Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (FFC/Unesp) e Mestrado em Sociologia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH/Unicamp). Foi bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) em Iniciação Científica e no Mestrado, com pesquisa em Michel Foucault, Friedrich Nietzsche e Machado de Assis, em relação aos seguintes temas: racionalidade médica, psiquiatria, loucura, razão, modernidade, literatura e sociedade. Atualmente é doutorando em Sociologia pelo IFCH/Unicamp e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com pesquisa sobre a depressão e os processos de subjetivação provocados pelos dispositivos psiquiátricos contemporâneos.

PAP1380 - AS CIÊNCIAS SOCIAIS DO VISUAL E OS MÉTODOS GEONEOLÓGICOS
Resumo de PAP1380 - AS CIÊNCIAS SOCIAIS DO VISUAL E OS MÉTODOS GEONEOLÓGICOS PAP1380 - AS CIÊNCIAS SOCIAIS DO VISUAL E OS MÉTODOS GEONEOLÓGICOS
PAP1380 - AS CIÊNCIAS SOCIAIS DO VISUAL E OS MÉTODOS GEONEOLÓGICOS

A Sociologia e Antropologia Visuais registaram um desenvolvimento notável nos últimos anos. Em particular, os métodos de recolha, análise e interpretação de fontes visuais propõem novos cursos e percursos para o investigador. No entanto, a incomensurável mudança epistemológica recente deriva da emergência das metodologias visuais nunca dantes vistas, utilizando instrumentos digitais, transmedia e em rede. Neste texto, para além da apresentação de um estudo de públicos num museu de arte, pretende-se mostrar e demonstrar algumas das cumplicidades e permeabilidades entre as Ciências Sociais do visual e os utensílios experimentais digitais para a pesquisa, que englobaremos no conceito federador ‘Metodologia GeoNeológica’. Par isoo, o projecto intitulado Comunicação Pública da Arte-CPA visou 2 direcções principais da pesquisa: 1) Uma reflexão sociológica, através da qual foi efectuado um diagnóstico de situação sobre a CPA em museus de arte físicos e virtuais. No respectivo campo empírico, foi testada, entre outros conceitos, a ideia de museabilidade (i.e., as condições contextuais, económicas, sócio-culturais e politicas da musealização, no interior de uma dada sociedade). A musealização significa o conjunto de estratégias de apresentação de obras de arte, pelos profissionais do museu, a um público de não-especialistas. Algumas questões iniciais nesta perspectiva foram as seguintes: 2) Uma parte mais prática e pedagógica do projecto visa a aplicação de um sistema digital de aprendizagem e investigação informais para as artes, a usar em museus ou em outras instituições culturais, baseado em hipermédia apresentando novas interfaces, como uma mesa interactiva multitoque para consulta e comentários das obras de um artista. Nesta perspectiva, foi realizado um Questionário Interactivo Multitoque e um jogo cultural nomeado Jogo das Tricotomias, na referida exposição da artista Joana Vasconcelos em 2010.
  • ANDRADE, Pedro de CV de ANDRADE, Pedro de
Professor na FBAUL. Investigador do CECL, FCSH-UNL e no CECS, ICS da Univ. do Minho. Coordenador do projecto de pesquisa 'Comunicação Pública da Arte: o caso dos museus de arte locais/globais', entre outros projetos apoiado pela FCT e por outras instituições nacionais e internacionais. Membro do Conselho Editorial da Revista de Comunicação e Linguagens. Membro do Comité de Rédaction da revista LORETO, Ministère de la Culture e Université Libre de Bruxelles. Director da revista Atalaia. Autor de diversas obras e eventos nas áreas da Sociologia, cinema, artes visuais e digitais e no ciberespaço/cibertempo. Obras recentes: 2011a, Sabores e saberes do beber: consumos de lazer, poder e cultura em cafés, tabernas e bares Portugueses, Ed. Univ. Estadual da Paraíba, Brasil. 2011b, Sociologia Semântico-Lógica da Web 2.0/3.0 na sociedade da investigação: significados e discursos quotidianos em blogs, wikis, mundos/museus virtuais e redes sociais semântico-lógicas, Lisboa, Ed. Caleidoscópio. 2011c, Novas autorias / leitorias / actorias: escrita comum, literacias híbridas e anti-vigilâncias na Web 2.0, Ed.Caleid. 2011d, Novela GeoNeológica nº 1: um caso de Literatura Transmediática, Caleid.

PAP1199 - Algumas reflexões sobre o papel do Estado na sociedade
Resumo de PAP1199 - Algumas reflexões sobre o papel do Estado na sociedade PAP1199 - Algumas reflexões sobre o papel do Estado na sociedade
PAP1199 - Algumas reflexões sobre o papel do Estado na sociedade

Entre os anos 30 e 60 o Estado impulsionou o desenvolvimento econômico e social através de um investimento forte em despesas sociais, (Bresser Pereira, 1997; Bajoit, 2006; Palier, 2008). A partir dos anos 70 com a crise do Estado social, a que se segue, nos anos 1980, a queda do crescimento nos países centrais e o colapso dos regimes estadistas do bloco soviético, a responsabilidade das reformas econômicas foi canalizada para o mercado (Bresser Pereira, 1997). Entretanto, a crise financeira de 2008 colocou em evidência as consequências de se prescindir do Estado. Deste modo, cabe ao Estado neutralizar ou mitigar os mecanismos de poder dentro do mercado, por isso, o Estado é o elemento indispensável à neutralização da tendência dos mercados reais a serem penetrados por oligopólios e monopólios (Reis, 2006:184). Portanto, a questão central é a necessidade de uma reflexão sobre o papel que o Estado deve desempenhar na sociedade. Logo, é imprescendível repensar a sua reconstrução (Bresser Pereira, 1997), contra a ideia de um Estado mínimo (Palier, 2008), que se faz alterando a sua função de Estado-prestador para a de um Estado-serviço (Soulet, 2006) entre as várias metamorfoses que podem ser consideradas. A partir do levantamento bibliográfico o estudo busca compreender como o Estado - como fator de desenvolvimento econômico e social, fundamental ao desenvolvimento de um país, - poderá contribuir para melhorar as condições de bem-estar social através da sua atuação enquanto agente regulador e fomentador da economia. Todavia, tais desafios só serão possíveis quando o Estado resgatar sua autonomia, reconstruir suas bases, para um Estado forte, ativo, regulador, indutor, interventor, mas, sobretudo coordenador da economia.
  • MAIA, Maria de Fátima Rocha CV de MAIA, Maria de Fátima Rocha
Maria de Fátima Rocha MAIA, mestre em economia – CEDEPLAR/UFMG – Brasil, doutoranda em sociologia econômica do trabalho e das organizações - FCSH/UNL. Profª deptº de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros – Brasil. Linhas de pesquisa - Economia Regional; Economia Social e Desenvolvimento; Políticas Públicas e Responsabilidade Social.
Capítulos de livros publicados: Algumas Considerações do Comportamento Recente do Setor Têxtil: um Enfoque em Alguns Municípios Norte Mineiros; Responsabilidade social empresarial no Estado de Minas Gerais - Brasil: breves considerações; Universidades e desenvolvimento regional: Contribuições da Unimontes no Norte de Minas Gerais.
Artigos completos publicados em periódicos: Desigualdades Sociais no Norte de Minas e o Papel das Empresas no Enfrentamento das Questões Sociais; Ética e auto interesse.



PAP1317 - As identidades e a “política dos tempos sociais”
Resumo de PAP1317 - As identidades e a “política dos tempos sociais” PAP1317 - As identidades e a “política dos tempos sociais”
PAP1317 - As identidades e a “política dos tempos sociais”

A análise sobre as identidades e os modos de vida nos tempos atuais embate constantemente no exercício e na validade da democracia como regime político aberto à participação e à expressão das autenticidades. Podemos afirmar, aliás, que a democracia, designadamente na modalidade participativa, constitui hoje, em plena experiência de uma séria de rupturas, um ponto central de preocupação na teoria social. Dois elementos centrais indispensáveis a este debate, com necessidade subsequente de intervenção, dizem respeito ao espaço e ao tempo. Apesar de terem tido um estatuto algo camuflado no âmbito da teoria social, o espaço e o tempo coexistiram como objectos de extremo relevo nos modos de abordar, interpretar e agir sobre o mundo social. Ambos constituem objectos de política, pois além de condicionarem as acões individuais, institucionais e colectivas, implicam tomadas de decisão que residem em relações de poder entre indivíduos, grupos, classes e instituições sociais. Esta comunicação visa apresentar uma análise crítica das temporalidades sociais actuais, perspectivando um reposicionamento da relevância do conceito de “politica de Tempo”, tanto ao nível da interpretação como da intervenção sobre a trajectória do mundo social presente, nacional e transnacional. Sobretudo, pretende-se mostrar a relevância da análise do modo como a(s) politica(s) lidam com o tempo e se reflectem nas identidades individuais e colectivas, lidas sob a perspectiva do presente e do (seu) futuro.
  • ARAÚJO, Emilia Rodrigues CV de ARAÚJO, Emilia Rodrigues
Emília Rodrigues Araújo
Universidade do Minho. departamento de sociologia e centro de estudos de comunicação e sociedade
Sociologia, com interesses atuais na área da sociologia do tempo, sociologia política e das mobilidades.

PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro
Resumo de PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro
PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro

Interessa-nos examinar, a partir do debate Sociedade, Crise e Reconfiguração, o processo de rediscussão e de reconfiguração acerca da adoção da matriz energética nuclear, com especial atenção ao cenário brasileiro, após o acidente nuclear no Japão (2011). O assunto voltou a pautar não somente as agendas midiáticas, mas também as políticas, econômicas, científicas e sociais, e de diferentes formas o mundo voltou a compartilhar uma série de incertezas e questionamentos que podem, para muitos, caracterizar uma “crise” no setor nuclear. Nesse contexto, a sociedade do risco (de acidentes nucleares) configura-se como um assunto a ser debatido atrelado à discussão de possíveis perigos para a saúde humana e de contaminação ao meio ambiente. À luz da literatura de Beck e Giddens, sobretudo pela ideia de “sociedade de risco” (1997), e Jasanoff (2003) através do conceito de “co-produção”, dentre outros autores do campo da sociologia do risco, da sociologia ambiental e sociologia da ciência e tecnologia, procuramos discutir como a incerteza e a complexidade de definição e controle dos riscos (sejam eles naturais, tecnológicos ou de outra natureza) se tornam elementos chave em momentos de tomada de decisões que não são somente tecnológicas, mas também sociais e políticas, próprias da interface ciência, tecnologia e sociedade. Uma relação constituída de agentes heterogêneos, com participações e percepções distintas de risco que se combinam e se transformam. Neste estudo, queremos mostrar e analisar como tais incertezas estão perpassando, sobretudo, a esfera de formulação de políticas públicas brasileira, que dentre várias ações tem, em um momento de redefinição do Programa Nuclear Brasileiro, pensado e proposto medidas que tornem mais efetiva a participação pública por meio de plebiscito em momentos decisórios e medidas de compensação para possíveis vítimas de desastres relacionados. Por isso mesmo este estudo busca discutir como as fronteiras entre ideias de segurança e risco e argumentos para investir ou não na energia nuclear transitam, muitas vezes de forma tênue e vulnerável, por entre diferentes influências, não somente critérios científicos, mas também, políticos, econômicos, sociais, bem como aspectos éticos. Dentre algumas perguntas norteadoras do estudo, de caráter qualitativo-exploratório, estão: que atores e quais argumentos têm participado dessa discussão? Como os conceitos de “crise” e “risco” têm sido empregados no debate? Como se observa o gerenciamento/governança de risco nesses casos?
  • CAMELO, Ana Paula CV de CAMELO, Ana Paula
  • MONTEIRO, Marko S. CV de MONTEIRO, Marko S.
Ana Paula Camelo é bacharel em Comunicação Social (2009) na modalidade Jornalismo e mestre em Divulgação Científica e Cultural (2011). Atualmente é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica no Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - São Paulo/Brasil, além de bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Suas pesquisas abarcam os seguintes temas: práticas de comunicação e divulgação científica; meio ambiente e C&T; sociedade do risco; e sociologia da ciência e da tecnologia.
Marko Synésio Alves Monteiro possui graduação em Antropologia (1997), mestrado em Antropologia Social (2000) e Doutorado em Ciências Sociais (2005), todos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Realizou estágio de pós-doutorado na University of Texas at Austin, junto ao programa de Ciência, Tecnologia e Sociedade (2008), e no Departamento de Política Científica e Tecnológica da UNICAMP (2010). Suas pesquisas abarcam os seguintes temas: antropologia da ciência e da tecnologia; culturas visuais da ciência; gênero, masculinidades e mídia; biotecnologias e o corpo; visualidade do corpo na ciência e na medicina. Atualmente é professor no Departamento de Política Científica e Tecnológica (UNICAMP).

PAP1077 - Entre o “défice” e o “diálogo”: uma proposta de análise para diversas modalidades de promoção de cultura científica
Resumo de PAP1077 - Entre o “défice” e o “diálogo”: uma proposta de análise para diversas modalidades de promoção de cultura científica PAP1077 - Entre o “défice” e o “diálogo”: uma proposta de análise para diversas modalidades de promoção de cultura científica
PAP1077 - Entre o “défice” e o “diálogo”: uma proposta de análise para diversas modalidades de promoção de cultura científica

Fruto dos processos de mudança em curso no domínio das ciências e da sua relação com outras esferas sociais, nos últimos anos tem vindo a registar-se uma crescente atenção à questão da promoção da cultura científica das populações. Tal é patente tanto no plano da reflexão teórico-analítica sobre os processos de educação científica e de comunicação pública da ciência, como no que toca ao desenvolvimento de acções específicas neste domínio (de que são exemplo múltiplos projectos de ensino experimental das ciências, exposições científicas, dias de “portas abertas” em laboratórios, colóquios dirigidos a audiências alargadas, cafés de ciência, entre outros). Qualquer que seja o plano considerado, a noção de cultura científica tende a ser alvo de entendimentos bastante diversificados, como diversas são também as modalidades adoptadas no que respeita à sua promoção junto de públicos não especializados. Na bibliografia de referência é frequente encontrar-se alusão à oposição entre duas abordagens fundamentais: por um lado, o chamado “modelo do défice”, que grosso modo pressupõe a transmissão didáctica e discursiva de conhecimentos científicos, numa perspectiva internalista das ciências, em actividades dirigidas a públicos considerados como homogéneos e despojados de saberes relevantes; e, por outro, o que se pode designar como o “modelo do diálogo”, que apela a uma transformação de tais actividades (e da própria forma de entender a relação dos cidadãos com a ciência). Tendo por base uma análise teórica aprofundada destes modelos e dos debates em torno de noções como literacia científica, compreensão pública da ciência ou diálogo entre ciência e sociedade, bem como a observação de várias acções concretas neste domínio, o que agora se apresenta é uma tipologia para análise deste tipo de actividades, particularmente atenta à diversidade dos seus enquadramentos e modos de concretização. Considera-se que esta pode constituir não só um instrumento relevante para a análise de intervenções públicas nesta área, como também suscitar o debate em torno da multiplicidade e eventual complementaridade das opções que podem estar aqui em causa (e que tendem a ficar algo obscurecidas quando se enuncia cada um daqueles dois modelos de forma agregada). De modo a ilustrar a operacionalização daquela tipologia são tomadas em consideração algumas das actividades desenvolvidas em Portugal no âmbito do programa Ciência Viva, nas suas várias vertentes.
  • CONCEIÇÃO, Cristina Palma CV de CONCEIÇÃO, Cristina Palma
Cristina Palma Conceição, investigadora no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, onde também leciona. É doutorada em Sociologia, interessando-se em particular por questões no domínio da sociologia da ciência e comunicação pública da ciência.

PAP0726 - Estado democratico de direito, globalização e neoliberalismo na América Latina
Resumo de PAP0726 - Estado democratico de direito, globalização e neoliberalismo na América Latina PAP0726 - Estado democratico de direito, globalização e neoliberalismo na América Latina
PAP0726 - Estado democratico de direito, globalização e neoliberalismo na América Latina

Nesta comunicação, pretendemos discutir o Estado democrático de direito na sua versão mais recente, isto é, neoliberal. Trata-se de analisar o processo contraditório de redemocratização da America Latina e do Caribe, ocorrido nos meados da década de 1980. Assim, a nossa hipotese central é a de que o neoliberalismo que domina a America Latina desde o inicio da década de 80 possibilitou certa democratizaçao da região. Esse processo será analisado como necessário para o estabelecimento do Estado democratico- neoliberal, o qual não é senão o corrolario das politicas neoliberais e da implementação de maquiladoras deslocadas do Norte. Isso como resposta à crise do fim dos anos sesenta no centro do capitalismo em particular. Com efeito, no contexto de reconceitualização e/ou de ampliação da cidadania no chamado Terceiro- mundo, ocorreu a neoliberalização dos Estados latino-americanos e caribenhos. Portanto, tentaremos, num primeiro momento, contextualizar o processo de redemocratização da região. Num segundo momento, procuraremos mostrar como, num movimento dialético, o neoliberalismo, tanto propiciou a volta da democracia, o surgimento da sociedade civil, e a recolocação da defesa da cidadania nas pautas políticas na America Latina, quanto contribuiu para a sua derrota. Num terceiro momento, queremos mostrar como enquanto occoria este processo, no centro do capitalismo continuava a ser observado um minimo de “ welfare state”, até as ofensivas radicais mais recentes da logica neolibéral- capitalista nas politicas governamentais em momentos de crise profunda do sistema capitalista. Discutiremos com enfãse as categorias de cidadania, liberalismo e democracia nos marcos da sociabilidade capitalista-racista-machista. Pois acreditamos que é neste ambito que devem ser apreendidos os debates sobre: Globalização, Política e Cidadania, e as Crises globais que rodam o mundo hoje e que se expressam nas atuais “ revoltas sociais” nos países do chamado Norte em particular e no mundo em geral.
  • DESROSIERS, Michaëlle CV de DESROSIERS, Michaëlle
Michaëlle Desrosiers possui graduação em Serviço Social pela Universidade do Estado de Haiti (UEH, Port-au-Prince, Haïti) e é mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE, Pernambuco, Brasil). É doutoranda em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, São Paulo, Brasil) e professora do departamento de Serviço social da UEH. Ela vem trabalhando desde a graduação a questão de gênero, da educaçâo diferenciada segundo o sexo e a dominação masculina e os direitos das mulheres. Presentemente, as suas linhas de pesquisa são: trabalho, gênero, raça e lutas feministas além de interessar-se pela cidadania, democracia e neoliberalismo na contemporaneidade capitalista. Ela trabalhou na intervenção feminista em violencia contra mulheres de 2003 à 2007 assim como publicou varios artigos no jornal feminista Ayiti-fanm entre 2004 e 2007. Publicou em revistas hatiana e estrangeira sobre a questâo das mulheres haitianas e a formação social haitiana. O seu atual tema de pesquisa é: As operarias das zonas francas no Haiti e as organizaçôes feministas ditas progressistas no Haïti contemporâneo.

PAP1081 - Novos actores em cena: os “Indignados” na Europa e em Portugal. Processos, identidades e estratégias nas formas emergentes de acção colectiva.
Resumo de PAP1081 - Novos actores em cena: os “Indignados” na Europa e em Portugal. Processos, identidades e estratégias nas formas emergentes de acção colectiva. PAP1081 - Novos actores em cena: os “Indignados” na Europa e em Portugal. Processos, identidades e estratégias nas formas emergentes de acção colectiva.
PAP1081 - Novos actores em cena: os “Indignados” na Europa e em Portugal. Processos, identidades e estratégias nas formas emergentes de acção colectiva.

O contexto europeu é assolado por uma crise profunda, de traços estruturais, e cujas manifestações atingem os campos económico, político e social. Simultaneamente tem vindo a dar mostras inequívocas da emergência de novos actores colectivos que apresentam traços distintivos, tanto no que diz respeito aos modos de acção adoptados como ao afastamento relativamente às dinâmicas institucionais tradicionais. A conformação destes ocorre num contexto conturbado de mudanças que revela as dificuldades, das sociedades modernas, em acomodarem os processos de modernização: o crescimento do desemprego, o desmantelamento do Estado Social, a “ditadura dos mercados”, a segmentação do mercado de trabalho, entre outros factores. O contexto europeu e a sua tradição do Estado Social são afectados pela proliferação das ideologias de mercado e pelas novas políticas de produção. Os desafios impostos pela nova ordem são tanto difíceis de ultrapassar como indesejáveis. A exigência de soluções é premente, contudo as respostas institucionais – principalmente dos sindicatos – têm ficado aquém das expectativas. Não obstante, não podemos afirmar que são inexistentes as iniciativas para combater o cenário de crise. A sociedade civil tem vindo a revelar um dinamismo e capacidade de auto-organização surpreendentes, tornando-se locus de emergência de actores políticos e de processos de dinâmicas contenciosas (contentious dynamics). O nosso objectivo é identificar e analisar os processos subjacentes às recentes mobilizações no espaço europeu, mais conhecidas como o movimento dos “Indignados”. Este nasceu em Madrid mas disseminou-se rapidamente por outros países, muito graças à forte componente de cyberactivismo que permitiu a construção de novas identidades e gerar novos tipos de solidariedade. Ao analisar o contexto de mobilização internacional, temos também por objectivo demonstrar de que forma este interage com o contexto de mobilização português, decorrente em grande medida da tendência de precarização das relações laborais. Dadas as limitações apontadas tanto à perspectiva da Mobilização de Recursos como ao paradigma Europeu (abordagens da Identidade), no que concerne a análise destas formas de acção colectiva com traços inovadores, optámos – na análise a que nos propomos – por combinar outras opções teóricas, como a análise das dinâmicas contenciosas e os elementos fornecidos pelas abordagens de autores como Ernesto Laclau e Chantal Mouffe.
  • FONSECA, Dora CV de FONSECA, Dora
Dora Fonseca. É licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. É aluna do programa de Doutoramento em Sociologia: Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e do Centro de Estudos Sociais. Desenvolve a sua investigação nas áreas da sociologia do trabalho, sindicalismo e movimentos sociais e tem publicado vários trabalhos a propósito desses temas.

PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP)
Resumo de PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP)
PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP)

Nas últimas décadas tem-se vindo a observar profundas transformações nos mais diversos contextos, dando origem a novas dimensões culturais. As mudanças de paradigma são o resultado da crescente globalização e interdependência internacional nos finais do século XX. Desta forma, é fundamental implementar novas e criativas soluções no sector cultural, como o recurso às novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Neste sentido, a presente investigação, pretende desconstruir o impacto das mesmas nas instituições culturais, concretamente no caso dos museus, que se deparam com mudanças paradigmáticas ao nível conceptual, impulsionando a emergência de novas tendências de consumo e acessibilidade, nomeadamente através da sua virtualização. Surge assim uma nova concepção do espaço museológico, como forma de ultrapassar as dificuldades de comunicação com o seu consumidor, única e exclusivamente associada à virtualização do seu espaço físico - museu virtual - que se caracteriza pela divulgação de “informações mais detalhadas sobre o seu acervo e, muitas vezes, através de visitas virtuais” (Oliveira e Silva). O museu virtual é ainda caracterizado por Deloche (2001) como um museu ubíquo, sem fronteiras, e como “um espaço paralelo e complementar que privilegia a medição da relação do utilizador com o património” (Oliveira e Silva: 7). O Museu da RTP é um exemplo desta mudança no contexto museológico português, notando-se um investimento e esforço por parte da instituição em adaptar–se às tendências do consumidor contemporâneo. É de salientar que esta instituição é de carácter estatal, pelo que enfatiza a valorização de reorganização do sector cultural por parte do Estado português, no sentido de actualizar e dinamizar as suas instituições. Em suma, esta investigação centra-se na virtualização do Museu da RTP, procurando identificar as motivações que levam o público a aceder (ou não) a esta plataforma e de que forma esta mudança conceptual contribui para o desenvolvimento do consumo cultural no contexto museológico português.
  • ALVES, Sofia Branquinho CV de ALVES, Sofia Branquinho
  •  ALVES, Tânia Patrícia Lima CV - Não disponível 
Sofia Branquinho Alves, Research Analyst na Sonae Sierra, Portugal. Licenciada em Comunicação Social – especialização em Comunicação Cultural (ESE- Instituto Politécnico de Setúbal) e Mestranda em Comunicação Social – especialização em Comunicação Estratégica (ISCSP – Universidade Técnica de Lisboa). Iniciou o seu percurso como estagiária na AYR - Consulting, empresa de consultoria na área da inovação estratégica (tendências & consumer research), onde também desempenhou funções de Coolhunting. Colaborou na edição do livro “Tendências e Gestão da Inovação” e publicou um artigo na área do consumo: “Museu Virtual da RTP”. Em 2011, começou a estagiar no departamento de Market Intelligence, da empresa Sonae Sierra (Portugal), onde desempenhou funções na área do Market Research, Competitive Intelligence & Scouting. Em 2012, integrou a equipa de Data Analysis & Reporting, no mesmo departamento, onde exerce atualmente funções.

PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade
Resumo de PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade
PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade

Retoma-se o projecto de Doutoramento da autora “Projectos de Climatização: actores sociais e dissensões ambientais”e com recurso à Teoria da Modernização Ecológica (TME), procura-se neste artigo produzir uma avaliação crítica da importância do conforto térmico do indivíduo, enquanto utilizador de edifícios de serviços e a partir do qual se perscrutam potenciais de participação que envolvem a mobilização de diferentes saberes. De entre os diversos aspectos, salienta-se a) o papel da eficiência energética na qualidade de vida dos ocupantes de edifícios de serviços e b) a contribuição do conforto térmico do indivíduo para o crescimento da economia de um país. Tais aspectos são decorrentes da mudança climática global a acontecer e constituem-se em parâmetros para uma análise sistêmica das relações de interdependência entre a sociedade e a natureza, bem como sobre os modos de apropriação e de transformação desta, dos impactes e dos danos causados nos ambientes de forte fragilidade. Conclui-se então neste artigo que medidas relacionadas com a eficiência energética são por isso componentes importantes de acções a empreender, estão previstas no Programa Europeu para as Alterações Climáticas (ECCP), permitem uma melhor gestão dos recursos naturais, salvaguardam a vida das gerações vindouras e na lide com os desafios climáticos, exigem um olhar aglutinador que envolva as diferentes áreas do saber, onde deve existir a contribuição de uma expertise das ciências, assim como o dever da existência de diálogo, que sabemos de antemão ser difícil e desafiador. Palavras-chave: Teoria da Modernização Ecológica, Trabalho, Sociedade, Conforto térmico
  • MENDONÇA, Ana Soares Mendes CV de MENDONÇA, Ana Soares Mendes
Ana Soares Mendes Mendonça, de nacionalidade Portuguesa, nascida a 11 de Março de 1962, exerce a actividade profissional como engenheira mecânica na área de Climatização e Qualidade do ar interior, com o contacto electrónico asmendonca@sapo.pt.
Formação académica:
- licenciatura na área de Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), Pós-Graduação em Sociologia na área de Território, Cidades e Ambiente, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas em Lisboa (FCSH) em Lisboa, Mestrado em Sociologia, na área de Território, Cidades e Ambiente sobre o tema «O risco na Qualidade do Ar em espaços interiores», pela FCSH em Lisboa, sob a orientação do Prof. Doutor João Lutas Craveiro, doutoranda na área de Território, Cidades e Ambiente sobre o tema «Projectos de climatização: actores sociais e dissenções ambientais», pela FCSH, sob a orientação do Prof. Doutor João Lutas Craveiro e do Prof. Doutor Jorge Saraiva do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Formação científica:
- apresentação de artigos em diversas conferências, nomeadamente no VII Congresso de Sociologia, na 5ª Conferência Internacional de Ciências Sociais, na Conferência ECER 2012, na X Conferência de Psicologia Ambiental, no V Congresso Ibérico e III Congresso Ibero-Americano de Ciências e Técnicas do Frio, e no 1º Congresso de Ambiente e Sociedade que decorreu em Lisboa.

PAP0232 - O “public engagement” nos actuais projectos desenvolvidos na área Ciência na Sociedade da União Europeia
Resumo de PAP0232 - O “public engagement” nos actuais projectos desenvolvidos na área Ciência na Sociedade da União Europeia PAP0232 - O “public engagement” nos actuais projectos desenvolvidos na área Ciência na Sociedade da União Europeia
PAP0232 - O “public engagement” nos actuais projectos desenvolvidos na área Ciência na Sociedade da União Europeia

O objectivo deste trabalho é apresentar os resultados de um primeiro estudo acerca do modo como o "engagement" é abordado nos projectos actualmente em curso financiados pelo 7º Programa-Quadro (FP7) da Comissão Europeia, na área Ciência na Sociedade (SIS). Em 2010, foram identificados dezasseis projectos voltados para a comunicação científica, em especial a participação pública na ciência, a partir da perspectiva do “engagement”. Após a selecção dos projectos em curso, os líderes dos projectos foram entrevistados por e-mail acerca dos seguintes temas: 1) o público a que se destinavam; 2) o significado de “engagement” na ciência; 3) por que o público deve envolver-se na ciência; 4) as técnicas utilizadas e que visam promover o “engagement” e 5) as expectativas em relação ao público. Os entrevistados tiveram que responder as questões a partir do projecto que coordenavam. Dos dezasseis líderes de projecto, nove responderam às perguntas. A partir das respostas, observou-se que, embora o modelo do “engagement” pareça estar disseminado entre os actuais projectos desenvolvidos na área Ciência na Sociedade, consoante o projecto, o “engagement” não tem o mesmo sentido e nem é necessariamente visto enquanto modelo de comunicação pública da ciência. De facto, o uso corrente do termo “engagement”, às vezes parece servir muito mais como recurso retórico do que propriamente referir-se a iniciativas comprometidas com um certo modelo de participação pública, visto como alternativo ao antigo modelo do défice. Num certo sentido, isto ratifica algumas afirmações de alguns autores sobre a maioria das iniciativas estabelecidas em torno da noção de engagement serem meras recriações da perspectiva do défice. A análise das respostas também considerou o modo como a ciência e o público são abordados, especialmente os valores e o que se espera da relação entre a ciência e o público. Para isso, utilizou-se como referência o Quadro Analítico dos Modelos de Comunicação Científica, de Brian Trench (2008).
  • CARVALHO, Monica CV de CARVALHO, Monica
Investigadora do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa (Porto)
Doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade federal do Rio de Janeiro
Interesses de investigação: Comunicação da ciência; comunicação da saúde; risco; ciência e público

PAP0934 - Os espaços das agriculturas urbanas na Grande Lisboa: trajectórias transversais à cidade
Resumo de PAP0934 - Os espaços das agriculturas urbanas na Grande Lisboa: trajectórias transversais à cidade PAP0934 - Os espaços das agriculturas urbanas na Grande Lisboa: trajectórias transversais à cidade
PAP0934 - Os espaços das agriculturas urbanas na Grande Lisboa: trajectórias transversais à cidade

Nos últimos 15 anos o tema das Agriculturas Urbanas (AU’s) adquiriu grande relevância, bem como reconhecimento social e político pelas suas potencialidades socioeconómicas e ambientais, para diferentes actores: governos locais, regionais e nacionais; agências de cooperação internacional; movimentos sociais; organizações do chamado terceiro sector e centros de investigação científica. Apesar de ser uma prática milenar, o recente contexto sociopolítico formado em torno da problemática das AU’s, tem provocado a necessidade de se revisitar diferentes tradições do pensamento sociológico e da história social sobre a cidade e os fenómenos urbanos. Alguns destes fenómenos actuais se sobrepõem às dimensões de agriculturas urbanas pós 1970 em diferentes contextos dos hemisférios norte e sul, lançando o desafio para uma construção conceitual holística e para o aprimoramento de quadros analíticos que rompam com uma abordagem simplista e dicotómica. O contexto português, considerado periférico em relação aos demais países da União Europeia e semi-periférico no quadro do sistema mundial, torna-se metodologicamente (e epistemologicamente) estratégico para se discutir as práticas vividas no território que estão fora das “best practice”. As experiências portuguesas sugerem diferentes discussões contemporâneas a partir da escala urbana, circunscritas no território da Cidade, ao exemplo do Direito à Cidade e suas premissas, a questão da soberania alimentar e a incorporação de políticas de agriculturas urbanas no discurso das cidades sustentáveis (PNUD – Programa Habitat II). Considerando este contexto propomos uma analise critica sobre a distribuição socio-espacial das políticas públicas de hortas urbanas criadas e surgidas nos últimos anos, em particular na Grande Lisboa, onde a ocupação do espaço urbano pela sociedade e o cultivo de hortas são transversais à sua história, numa trajectória que compreende urbanização e práticas de agricultura. A análise desses dois espaços – o das hortas institucionalizadas e o das hortas não planeadas – sugere outros elementos para possíveis compreensões da sociedade urbana contemporânea. Para além do paradigma da cidade (i)legal, esta análise aponta para os elementos que reflectem as vivências formadas no território e que despertam valores associados aos espaços de produção, ao direito à moradia e ao conjunto de elementos situados ao seu entorno e à própria cidade. Palavras-chave: agriculturas urbanas, Área Metropolitana de Lisboa, políticas públicas, espaço urbano não planeado e sociedade.
  •  LUIZ, Juliana CV - Não disponível 
  •  VERONEZ, Leonardo CV - Não disponível