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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Sociologia pragmática»

PAP1085 - Animação Sociocultural: imprecisões e ambiguidades de uma ocupação profissional
Resumo de PAP1085 - Animação Sociocultural: imprecisões e ambiguidades de uma ocupação profissional PAP1085 - Animação Sociocultural: imprecisões e ambiguidades de uma ocupação profissional
PAP1085 - Animação Sociocultural: imprecisões e ambiguidades de uma ocupação profissional

O presente artigo – surgido no âmbito do projecto de doutoramento “Animação Sociocultural, Actores e Controvérsias Públicas”, a decorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa – tem como objectivo dar conta das problemáticas suscitadas no seio da Animação Sociocultural, problemáticas relacionadas com a definição do conceito de “Animação Sociocultural”, com as “licenças” e o “mandato” (Hughes, 1993), com o “poder profissional” (Freidson, 1986 e 1994), com a “jurisdição profissional” (Abbott, 1988) e com o “estatuto profissional”. Ao mesmo tempo, procura-se dar conta da pluralidade de justificações e/ou críticas apresentadas pelos seus protagonistas (Animadores Socioculturais com formação superior, estudantes finalistas de cursos superiores de Animação Sociocultural, professores desses mesmos cursos e dirigentes das associações que representam os Animadores Socioculturais) para as posições que vão assumindo nas controvérsias públicas em que se envolvem em torno dessas mesmas problemáticas. O trabalho de recolha exploratória de informação – através de documentos e através de entrevistas – com o propósito de perceber, por um lado, as posições que os vários protagonistas da Animação Sociocultural assumem face às problemáticas enunciadas e, por outro lado, os meios utilizados para dar expressão a essas mesmas posições, deixou clara a diversidade de posições que estes assumem, bem como a diversidade de meios utilizados para a sua expressão pública (jornais, revistas, fóruns de discussão, blogues, congressos, encontros, entre outros). Desta maneira, à luz da perspectiva da Sociologia Pragmática (Thévenot, 2006) – perspectiva que considera a acção como o produto de um encontro entre as situações/contextos /acontecimentos e as formas como os actores nelas se envolvem em determinados regimes –, tudo indica que a acção dos Animadores é orientada num regime de envolvimento em público, onde se realçam as questões da justiça e do bem comum. Verificado, pois, o seu envolvimento em controvérsias públicas em torno de situações problemáticas de justiça suscitadas pela Animação Sociocultural, importa perceber que dispositivos servem de base às justificações da sua acção e/ou à produção de juízos críticos sobre acção dos outros. Os dados resultantes do trabalho exploratório indicam que esses dispositivos resultam de “diferentes mundos” (cités) justificativos (Boltanski e Thévenot, 1991; Bolthanski e Chiapello, 1999, Boltanski, 2001), especialmente do mundo cívico, parecendo ser este o regime de acção justificativo mais presente e em que o bem colectivo, a promoção da participação na vida da cidade e a igualdade constituem as formas de expressão privilegiadas. Mas não deixam também de resultar do mundo industrial e, ao mesmo tempo, do mundo inspirado e do mundo assente numa lógica de projectos.
  • BAPTISTA, António Manuel Rodrigues Ricardo CV de BAPTISTA, António Manuel Rodrigues Ricardo
NOTA BIOGRÁFICA
• António Manuel Rodrigues Ricardo Baptista, aricardo1959@gmail.com.
• Formação académica: Doutorando em Sociologia, Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Diploma de Estudos Avançados em
Sociologia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de
Lisboa (Novembro de 2010). Mestrado em Sociologia, Faculdade de Ciências Sociais
e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Janeiro de 2010). Pós-Graduação em
Sociologia. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de
Lisboa (Agosto de 2008). Licenciatura em Sociologia, ISCTE – Instituto Superior de
Ciências do Trabalho e da Empresa (Julho de 1985).
• Experiência profissional após a licenciatura até ao presente: áreas do emprego, da
educação e da formação profissional.
• Áreas de investigação: trabalho, organizações e profissões.

PAP0902 - Para uma sociologia da condição adepta (de futebol) em Portugal
Resumo de PAP0902 - Para uma sociologia da condição adepta (de futebol) em Portugal PAP0902 - Para uma sociologia da condição adepta (de futebol) em Portugal
PAP0902 - Para uma sociologia da condição adepta (de futebol) em Portugal

Num texto já do presente ano (2011) intitulado “Le douzième homme”, Christian Bromberger demora-se na identificação e análise de adeptos de perfis variados: os “ultras” e os “oficiais” (respeitáveis, comedidos, avessos à violência). Este exercício ao mesmo tempo encontra e desencontra um dos pressupostos que, em trabalho com alguns anos (2008), nos levou até à condição adepta (de futebol) em Portugal. Se, com Bromberger, a considerámos enquanto espaço plural, nos tipos, perfis, práticas, normatividades, quadros de interacção e representações que compreende, contra este autor, rechaçámos (ao menos parcialmente) a cedência normativa que consiste em fechá-la em torno dos “verdadeiros adeptos”, sejam ultras ou oficiais ou doutro género qualquer, apreendendo-a através dum indicador de intensidade da afinidade clubista e da tipologia de vinculação clubista que esse indicador permitiu construir. Na comunicação ora proposta visa-se revisitar criticamente este dispositivo e a forma teórica que o baliza, não prescindindo de aprofundar o princípio de construção de objecto sociológico que esteve na sua origem: o de que a restituição das realidades sociais não deve rasurar a pluralidade que as constitui. A comunicação abrir-se-á pois a dois momentos diferenciados mas sequenciais: 1) um primeiro de natureza analítica, em que se informará e discutirá as propriedades lógicas e empíricas do artefacto teórico-metodológico aplicado na pesquisa citada; 2) um segundo de natureza conjectural, em que, entroncando nos desenvolvimentos recentes que a sociologia à escala individual conheceu e nas novas possibilidades de objectivação que rompem da sociologia pragmática, se equacionará um conjunto de hipóteses que desafiam a pesquisa no domínio da sociologia da condição adepta. Na verdade, estará em causa (diga-se: mais complementarmente do que alternativamente) dar conta das diferenças e clivagens que atravessam essa condição “dentro” de cada sujeito vinculado e nos “investimentos de forma” para que é compelido. Trata-se, noutros termos, de trazer para o centro da objectivação sociológica da “condição adepta” nada mais nada menos do que o segmento da sociologia contemporânea mais promissora que até agora dela se manteve alheada. Com isso vincando, finalmente, uma posição de amplo alcance: todos os objectos sociológicos, seja qual for o domínio empírico que os abranja, têm necessariamente de se submeter à teoria sociológica geral e aos respectivos progressos.
  • NUNES, João Sedas CV de NUNES, João Sedas
  • CHAVES, Miguel CV de CHAVES, Miguel
João Sedas Nunes, doutorou-se em Sociologia da Cultura em 2008 com uma tese sobre Culturas Adeptas do Futebol. É docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, investigador do CESNOVA e director da revista Forum Sociológico. As suas áreas de especialização recobrem diferentes polaridades empíricas: sociologia da inserção profissional e do trabalho; sociologia do futebol; sociologia da juventude e sociologia da cultura.
Miguel Chaves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador do CESNOVA. Enquanto investigador dedicou parte do seu percurso ao estudo da exclusão social, do desvio e da marginalidade, tendo produzido vários textos sobre estas matérias, dos quais se destaca o livro Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico. Actualmente, desenvolve e coordena vários estudos centrados na inserção profissional e nos estilos de vida de jovens altamente qualificados, tendo neste âmbito publicado o livro Confrontos com o Trabalho entre Jovens Advogados: as Novas configurações da Inserção Profissional, bem como diversos artigos.