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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Taberna»

PAP0276 - Sociabilidades masculinas na taberna-café
Resumo de PAP0276 - Sociabilidades masculinas na taberna-café PAP0276 - Sociabilidades masculinas na taberna-café
PAP0276 - Sociabilidades masculinas na taberna-café

A comunicação baseia-se na investigação efectuada para a dissertação de Doutoramento em Sociologia das Classes e dos Movimentos Sociais (ISCTE,2009). O objeto de estudo incide nos estabelecimentos de venda e consumo de bebidas que designámos por tabernas-café situadas no concelho de Montemor-o-Novo, Alto Alentejo, e enquadra-se em duas áreas de estudo: a de género e a de estratificação social. O estudo de caso incide em 138 estabelecimentos (universo total deste tipo de estabelecimentos no concelho referido) sobre os quais utilizámos técnicas de observação direta e indireta e construímos tipologias. Aprofundámos a análise relativamente aos clientes numa amostra de 4 tipos diferentes de tabernas-café. A investigação incidiu nos estabelecimentos, gerentes e clientes, tendo sido para isso, criadas fichas de caracterização. Situamos a taberna-café como quadro de interação (AFCosta), inserido num espaço/tempo de lazer intermediário entre o trabalho e a família, marcado por sociabilidades semi- públicas, configurações e diversas formas de apropriação, que se cruzam na permanência e na mudança, na tradição e na modernidade. Analisámos os investimentos sociabilitários e relacionais produzidos e reproduzidos pelos agentes, conhecendo as propriedades estruturais dos diversos lugares onde se desenvolvem as diversas sociabilidades, representações e práticas materializadas em actividades de tempo livre/lazer, ou mesmo noutras que se situam na esfera económica das relações sociais de produção e do universo ideológico e político. Na taberna-café - espaço acentuadamente masculino com múltiplas funções - o gesto, o corpo e a linguagem deixam as suas marcas, num quadro em que o consumo de bebidas alcoólicas ocupa um lugar relevante. Como nota conclusiva constatámos que, se é verdade que a taberna passou muitas vezes a café, administrativamente, por transformações físicas, de clientela, de consumo, ou apenas na representação que os seus gerentes possuem dela, por efeito da massificação, globalização e textualização da sociedade, também é verdadeiro que o café se tabernizou incorporando consumos, práticas, funções e sociabilidades características das tabernas.
  • VILLA-LOBOS, Maria José CV de VILLA-LOBOS, Maria José
Maria José Cabral Barata Laboreiro de Villa-Lobos. Email: mjose.vilalobos@eslfb.pt

Doutora em Sociologia das Classes e dos Movimentos Sociais, ISCTE, 2009. Licenciada em Sociologia e Mestre em Culturas Regionais Portuguesas – FCSH.

Formadora de Educação e Formação de Adultos e do Processo RVCC – Nível Secundário, do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Luís de Freitas Branco.
Formadora de professores no Centro de Formação das Escolas do Concelho de Oeiras.
Interesses de Investigação – Estudos de Género Masculino; Igualdade de Género; Educação e Formação de Adultos.

Publicações
(2011) - “Cultura e Identidade Masculina na Taberna Café”. Memória e Cultura Visual Actas do III Congresso Internacional, Fernando Cruz (Org.), AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural. Maia.
(2011) - “Atitudes perante a doença: estudo de caso”. Saúde, Cultura e Sociedade, Actas do VI Congresso Internacional, Fernando Cruz (Org.), AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural, Maia, 2011.
(2005) - “A taberna como pólo de desenvolvimento sociocultural”, III Congresso Internacional de Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural, AGIR.
(2004) “A pesquisa de terreno na taberna: a interacção investigadora /agentes”,
V Congresso Português de Sociologia, Associação Portuguesa de Sociologia (A.P.S.).
(2002) - “O “O eixo da herança numa aldeia da Serra da Estrela”, IV Congresso Português de Sociologia - Passados recentes, futuros próximos, Associação Portuguesa de Sociologia (A.P.S.).
(2001) - “A Taberna entre a tradição e a modernidade: uma aproximação à análise deste território como espaço de relações de inclusão e de exclusão produzidas pelos seus utilizadores”, Forum Sociológico - Olhares sobre a Modernidade, Instituto de Estudos e Divulgação Sociológica, nº5/6 (2ª série) Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
(1999) - “Atitudes perante a Morte numa aldeia da Beira-Baixa”, Forum Sociológico,
Do Corpo e da Alma, Instituto de Estudos e Divulgação Sociológica, nº 1/2
(2ª série) Departamento de Sociologia da FCSH da UNL.