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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Terceiro setor»

PAP0826 - Cultura Organizacional e Avaliação no Terceiro Sector
Resumo de PAP0826 - Cultura Organizacional e Avaliação no Terceiro Sector PAP0826 - Cultura Organizacional e Avaliação no Terceiro Sector
PAP0826 - Cultura Organizacional e Avaliação no Terceiro Sector

É no enquadramento de europeização das estruturas nacionais e de governação multinível que se articulam os diversos atores (públicos, privados e não lucrativos) implicados na concepção, implementação e avaliação de políticas e programas/projetos de intervenção social no nosso país. A crescente importância da avaliação nas organizações do terceiro sector (OTS) resulta dos novos desafios que estas enfrentam e dos efeitos da sua nova relação com o Estado e outras entidades financiadoras. Num contexto de projetificação das políticas sociais, a avaliação surge como elemento indispensável na contratualização entre Estado e terceiro sector tendo em vista a implementação de programas sociais. Inerentemente associada ao controlo exercido pelas entidades de financiamento, a avaliação acaba frequentemente por ser vista como mera obrigação contratual a cumprir para prestar contas do financiamento recebido e não como um instrumento de aprendizagem, capacitação e mudança organizacional. Nesta comunicação será feito um primeiro mapeamento da produção de conhecimento sobre avaliação nas organizações do terceiro sector, a nível nacional e internacional, e serão apresentados os primeiros resultados empíricos de um estudo conduzido pela autora no âmbito da sua dissertação de Doutoramento. Propõe-se discutir as pressões para o desenvolvimento de processos de avaliação nas OTS e suas especificidades, e conhecer as práticas de avaliação vigentes, compreendendo em que medida elas se têm vindo ou não a constituir em instrumentos de governação e gestão estratégica dessas organizações e perscrutando o papel que as entidades financiadoras ou tutelares desempenham na construção de processos de avaliação potenciadores da aprendizagem organizacional. Pretende-se testar até que ponto as fragilidades que caracterizam as OTS portuguesas – elevada dependência relativamente às entidades financiadoras, gestão imediatista, falta de recursos, etc. – fazem prevalecer modelos de avaliação tecnocráticos e não participativos, orientados para a prestação de contas ascendente a entidades financiadoras e agências reguladoras e obstaculizam a emergência de modelos de avaliação mais participativos e potenciadores da capacitação e desenvolvimento organizacional.
  • LOPES, Mónica Catarina do Adro CV de LOPES, Mónica Catarina do Adro
Mónica Lopes é Mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia da
Universidade de Coimbra e frequenta, actualmente, o programa de
doutoramento em Sociologia pela mesma Faculdade. Enquanto
investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES), tem participado em
diversos projectos de investigação/avaliação relacionados com
políticas e práticas de igualdade entre mulheres e homens,
responsabilidade social das organizações e organizações da sociedade
civil. Os seus interesses de investigação incluem avaliação de
políticas públicas, terceiro sector, políticas sociais e relações
sociais de sexo, políticas de conciliação trabalho/família, mercado de
trabalho e maternidade/paternidade.

PAP0943 - Gestão do voluntariado no terceiro sector português: pistas preliminares de reflexão
Resumo de PAP0943 - Gestão do voluntariado no terceiro sector português: pistas preliminares de reflexão PAP0943 - Gestão do voluntariado no terceiro sector português: pistas preliminares de reflexão
PAP0943 - Gestão do voluntariado no terceiro sector português: pistas preliminares de reflexão

O conceito de voluntariado caracteriza-se por uma forte fluidez, divergindo consoante o país, as tradições nacionais e locais. Como fenómeno plurifacetado (Delicado et al, 2002), sustentado por uma diversidade teórica acresce à sua indefinição a preocupação com a sua gestão, nomeadamente os processo e ferramentas aplicados nas organizações do terceiro sector. A investigação académica acerca desta temática é ainda incipiente, sendo notória a predominância dos modelos gestionários assente na lógica de Gestão de Recursos Humanos das organizações do sector público e privado. Tendo como base um conjunto de estratégias que contribuem para a integração e permanência dos voluntários nas organizações do terceiro sector, tais como: i) uma estrutura hierárquica reduzida; ii) uma boa gestão comunicacional; iii) estilos de liderança e iv) modalidades de governação democráticas e potenciadoras da participação dos seus diversos "stakeholders" (Santos, 2007; Teodósio, 2002), pretendemos discutir o processo de gestão do voluntariado promovido pelas organizações do terceiro sector em Portugal. Esta comunicação surge enquadrada num projecto de investigação a decorrer sobre “Empreendedorismo Social em Portugal: as políticas, as organizações e as práticas de educação/formação”, que tem subjacente uma abordagem do Plano de Voluntariado (La Caixa, 2007) enquanto processo e ferramenta de gestão do voluntariado na dimensão organizacional, obrigatória de acordo com a legislação nacional e que pretende formalizar (não burocratizar) um compromisso entre a organização e o voluntário, assente num conjunto de direitos e deveres, traduzido na identificação de processos gestionários e responsabilidades recíprocas. Os resultados que serão apresentados nesta comunicação baseiam-se nos dados obtidos a partir de um inquérito por questionário aplicado a 89 organizações do terceiro sector português entre Maio e Julho de 2011. A análise dos dados aponta, em traços gerais, para os seguintes resultados preliminares: i) ausência de definição e implementação de um Plano de voluntariado a montante, como processo gestionário do voluntariado, por cerca de metade das organizações alvo de objecto de estudo; ii) no caso das organizações que declararam definir um Plano de voluntariado, regista-se uma preocupação significativa com a primeira fase do ciclo do Plano de voluntariado, que foca a integração e respectiva formação dos voluntários na e pela organização, em detrimento da operacionalização da fase intermédia e final do mesmo ciclo, no qual é primordial o acompanhamento e formação contínua, a avaliação de desempenho e a gestão de desvinculação dos voluntários da organização. Na comunicação pretendemos aprofundar o(s) significado(s) associado(s) a estes resultados e contribuir, deste modo, para o debate teórico em torno das práticas gestionárias das organizações do terceiro sector sobre o voluntariado.
  • PARENTE, Cristina CV de PARENTE, Cristina
  • MARCOS, Vanessa CV de MARCOS, Vanessa
  • AMADOR, Cláudia CV de AMADOR, Cláudia
Cristina Parente
Socióloga, professora auxiliar com agregação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e investigadora do Instituto de Sociologia da FLUP (IS-FLUP). Doutorada e licenciada em Sociologia, mestre em Políticas e Gestão de Recursos Humanos, vem exercendo desde 1990 funções de docência, orientação científica, responsabilidade executiva gestionária da secção de Formação e Educação Contínua e de Comunicação externa no DS-FLUP. Coordenou a linha de investigação Trabalho, Emprego, Profissões e Organizações (TEPO) - do IS-FLUP, onde desenvolve actividades quer como investigadora, quer como coordenadora e responsável científica de projectos sobre as temáticas da gestão de recursos humanos e da formação de adultos, da sociologia empresarial e da economia social. Desde 2010, que assume as funções de editora da nova série working papers (2º série) do IS-FLUP. Desenvolve actividades de formadora, de consultora metodológica e avaliadora de projectos de intervenção social e organizacional.

Vanessa Marcos
Doutoranda em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto sobre a problemática da sustentabilidade e profissionalização das ONGD portuguesas. Mestrado em Desenvolvimento e Relações Internacionais pela Universidade de Aalborg, Dinamarca, com estágio curricular em Moçambique e em Portugal, integrada numa ONGD nacional. Licenciatura em Relações Internacionais - ramo Cultural e Político pela Universidade do Minho. Efetuou um estágio profissional no Instituto de Estudos Estratégicos de Cracóvia, Polónia. Integrou projectos na área da Cooperação para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau e em Direitos Humanos na Guatemala. Tem realizado formações gerais sobre voluntariado e voluntariado empresarial. Investigadora sobre empreendedorismo social pelo Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras/UP, em parceria com a Associação para o Empreendedorismo Social e a Sustentabilidade do Terceiro Sector (A3S) e o Dinamia-CET/ISCTE-IUL e financiado pela FCT.
Cláudia Amador
Licenciada em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto desde 2008. Mestre em Sociologia, desde 2010, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. A Dissertação de Mestrado focou a lógica de articulação entre o Estado, o mercado e a comunidade na prestação de cuidados na velhice. Fez parte de uma equipa deinvestigação da A3S no âmbito do Projecto Dangerous Liaisons - The connection between prostitution and drug abuse promovida pela Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal. Voluntária em Organizações Não Governamentais de Cooperação para o Desenvolvimento (ONGD) no desenvolvimento de projectos de intervenção social e humanitária. Integra a equipa de investigação do projeto Empreendedorismo Social em Portugal do Instituto de Sociologia da FLUP.

PAP0133 - Ideologia gerencialista e instabilidade no terceiro setor
Resumo de PAP0133 - Ideologia gerencialista e instabilidade no terceiro setor PAP0133 - Ideologia gerencialista e instabilidade no terceiro setor
PAP0133 - Ideologia gerencialista e instabilidade no terceiro setor

O terceiro setor, formado por organizações privadas de interesse público, cresce em tamanho e relevância no Brasil. Há uma ligação histórica dessas organizações com a benemerência, o humanismo e a luta por direitos. Entretanto, o crescimento dessa população organizacional tem gerado competição por recursos, com a consequente busca por sistemas e modelos gerenciais que possam viabilizar a sobrevivência de cada organização via vantagens comparativas associadas à eficácia, eficiência, efetividade e posicionamento de marca. Neste contexto, nota-se uma crescente adoção de modelos importados do segundo setor – privado de interesse privado. Entre os elementos importados, destacam-se modelos de gestão movidos pela ideologia gerencialista, orientada por uma racionalidade finalística e marcada por processos de hipercompetição, aceleração, quantofrenia e precarização das condições de trabalho. Também se investe no culto à excelência e na mobilização psíquica do sujeito como formas de se manipular a pessoa como recurso estratégico da organização. Tal ideologia conflita com a racionalidade substantiva, baseada em valores e ética, geralmente ligada à fundação e à manutenção de organizações do terceiro setor. Desenvolveu-se pesquisa qualitativa, baseada em entrevistas com profissionais do terceiro setor, para fazer emergir, por meio da análise de conteúdo e do discurso, a percepção dessas pessoas sobre o fenômeno em questão. Os resultados mostram que a ideologia gerencialista foi, pelo menos nos casos estudados, assimilada pelo trabalhador; que as relações de trabalho estão se precarizando em nome da rentabilidade financeira dos investimentos na organização; que as estratégias de defesa e adesão implicam sofrimento subjetivo e que há distanciamento crescente do terceiro setor de sua identidade histórica de esfera de agenciamento marcada por uma racionalidade substantiva.
  • SALIMON, Mário Ibraim CV de SALIMON, Mário Ibraim
Graduado em comunicação e mestrado em administração pela UnB, Mário Salimon trabalhou inicialmente como repórter e crítico de artes, música e cinema. Posteriormente, assumiu postos de coordenação e consultoria de comunicação em organismos internacionais e fundações como o UNICEF, UNESCO,IICA, UNDCP e AVINA. Em anos recentes, dedicou-se aos estudos relacionados à gestão da estratégia e ao gerencialismo no Terceiro Setor, além de manter suas carreiras de consultor, cinedocumentarista e compositor.

PAP1065 - O empreendedorismo social em Portugal na estratégia de combate à pobreza e exclusão social (1995-2011)
Resumo de PAP1065 - O empreendedorismo social em Portugal na estratégia de combate à pobreza e exclusão social (1995-2011) PAP1065 - O empreendedorismo social em Portugal na estratégia de combate à pobreza e exclusão social (1995-2011)
PAP1065 - O empreendedorismo social em Portugal na estratégia de combate à pobreza e exclusão social (1995-2011)

A presente comunicação resulta da reflexão de um dos eixos analíticos do projecto de investigação designado “Empreendedorismo Social em Portugal: as políticas, as organizações e as práticas de educação/formação” (PTDC/CS-SOC/100186/2008). Este eixo pretende analisar o enquadramento político-legal direccionado para a promoção directa ou indirecta do empreendedorismo social e da economia social no terceiro sector português, sector que tem vindo a assumir um papel preponderante na resposta aos diferentes problemas associados ao desemprego e à exclusão social. Propomo-nos perspectivar o sector à luz da problemática do empreendedorismo social, emergente a partir da década de 1990 do século XX, uma vez que tem suscitado e enformado um conjunto de debates sobre novas abordagens de combate à pobreza e à exclusão social, fundamentando-se na capacitação e no desenvolvimento comunitário, na ênfase à sustentabilidade das iniciativas e na orientação primordial da missão social em detrimento da acumulação do capital. Acrescem a este fenómeno, conceitos como economia social e sector não lucrativo que, ao longo do tempo, têm desempenhado um papel complementar e/ou alternativo às incapacidades de resposta quer do Estado quer do mercado às velhas e novas necessidades sociais. Neste sentido, a comunicação visa analisar a forma como o terceiro sector tem sido dinamizado a partir dos eixos teóricos privilegiados, com base na sistematização das políticas sociais nacionais criadas nas últimas duas décadas, no sentido de captar os públicos privilegiados, o papel atribuído aos actores do terceiro sector e o enfoque às dimensões por nós isoladas do empreendedorismo social. Proceder-se-á ainda à identificação dos principais obstáculos inventariados por um conjunto de actores-chave do terceiro sector entrevistados no âmbito do projecto citado e que remetem para o grau de dependência estatal, o isomorfismo institucional e as dificuldades em dar respostas continuadas e profícuas aos públicos com quem trabalham. Ora, esperamos contribuir para uma reflexão alargada sobre como o empreendedorismo social e a economia social podem constituir-se, demarcando-se das tradicionais soluções de forte pendor assistencialista, enquanto estratégias possíveis, legítimas e viáveis de resposta à exclusão, através do fomento de iniciativas sustentáveis, da criação de capital social, da capacitação das comunidades, do desenvolvimento local, da consolidação democrática por via do incremento à participação e à cidadania activa.
  • SANTOS, Mónica CV de SANTOS, Mónica
  •  GUERRA, Paula CV - Não disponível 
Mónica Santos, licenciada e mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia de Coimbra. Investigadora integrada do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia com projecto intitulado “As trajetórias profissionais dos licenciados em Direito: análise dos tipos de percursos e identidades sociais e profissionais e sociais” (SFRH/BD/75312/2010). Tem participado em diversos projectos de investigação nas áreas da inserção profissional de licenciados, das escolhas profissionais e escolares e do empreendedorismo social. Co-autora do livro “Licenciados, precariedade e família” (2009), Porto: Estratégias Criativas. Os seus interesses de investigação centram-se na Sociologia do trabalho e das profissões e na sociologia da educação.

PAP0205 - Perfis de empreendedorismo social: pistas de reflexão a partir de organizações do terceiro sector nacionais
Resumo de PAP0205 - Perfis de empreendedorismo social: pistas de reflexão a partir de organizações do terceiro sector nacionais PAP0205 - Perfis de empreendedorismo social: pistas de reflexão a partir de organizações do terceiro sector nacionais
PAP0205 - Perfis de empreendedorismo social: pistas de reflexão a partir de organizações do terceiro sector nacionais

A temática do empreendedorismo social emergiu nos debates teóricos internacionais na década de 90 do século XX, sendo alvo de uma diversidade conceptual, alimentada quer pelos contributos das abordagens anglo-saxónicas quer das escolas que marcam o contexto europeu e latino-americano. Partindo dos contributos teóricos das diferentes abordagens ao empreendedorismo social, construímos um modelo analítico que apresenta como variável independente os perfis de empreendedorismo social em organizações do terceiro sector em Portugal, retendo como variáveis dependentes explicativas: os modelos de gestão (financeiros, de pessoas e do capital social) e os modelos de organização do trabalho (controlo, delegação e níveis de participação, coordenação do trabalho e trabalho em equipa). Com o intuito de identificar os perfis de empreendedorismo social das organizações em análise assumimos um conjunto de pressupostos teóricos indicadores de uma tendência positiva para o empreendedorismo social, a saber: i) aceder a fontes de financiamento diversificadas e alternativas aos fundos estatais; ii) promover uma gestão integrada quer dos trabalhadores remunerados quer dos seus voluntários; iii) pautar-se por uma orientação estratégica e actuar com ferramentas de planeamento que comportem modelos participativos; iv) adoptar modelos de controlo e de coordenação do trabalho baseados no trabalho em equipa e na delegação de responsabilidades. A partir de uma metodologia de análise extensiva observamos 89 organizações do terceiro sector português, onde aplicamos um inquérito por questionário aos respectivos dirigentes entre Maio e Julho de 2011. As informações recolhidas foram alvo de análise multivariada combinatória, com recurso à análise de clusters hierárquica (como técnica exploratória) e a partir da análise preliminar dos dados podemos enunciar duas conclusões chave . A primeira é que as organizações do terceiro sector tendem a manifestar uma natureza híbrida dos perfis de empreendedorismo social, não se encontrando organizações que pontuem positivamente em todos os indicadores seleccionados, ao contrário do que acontece com 15 organizações que não apresentam qualquer indicador de empreendedorismo social. Em segundo lugar, destacamos a predominância de perfis de expressão moderada de empreendedorismo económico (52), seguidas dos perfis com forte expressão de empreendedorismo económico e gestionários ou organizacional (22).
  • PARENTE, Cristina CV de PARENTE, Cristina
  •  LOPES, Alexandra CV - Não disponível 
  • MARCOS, Vanessa CV de MARCOS, Vanessa
Cristina Parente
Socióloga, professora auxiliar com agregação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e investigadora do Instituto de Sociologia da FLUP (IS-FLUP). Doutorada e licenciada em Sociologia, mestre em Políticas e Gestão de Recursos Humanos, vem exercendo desde 1990 funções de docência, orientação científica, responsabilidade executiva gestionária da secção de Formação e Educação Contínua e de Comunicação externa no DS-FLUP. Coordenou a linha de investigação Trabalho, Emprego, Profissões e Organizações (TEPO) - do IS-FLUP, onde desenvolve actividades quer como investigadora, quer como coordenadora e responsável científica de projectos sobre as temáticas da gestão de recursos humanos e da formação de adultos, da sociologia empresarial e da economia social. Desde 2010, que assume as funções de editora da nova série working papers (2º série) do IS-FLUP. Desenvolve actividades de formadora, de consultora metodológica e avaliadora de projectos de intervenção social e organizacional.

Vanessa Marcos
Doutoranda em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto sobre a problemática da sustentabilidade e profissionalização das ONGD portuguesas. Mestrado em Desenvolvimento e Relações Internacionais pela Universidade de Aalborg, Dinamarca, com estágio curricular em Moçambique e em Portugal, integrada numa ONGD nacional. Licenciatura em Relações Internacionais - ramo Cultural e Político pela Universidade do Minho. Efetuou um estágio profissional no Instituto de Estudos Estratégicos de Cracóvia, Polónia. Integrou projectos na área da Cooperação para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau e em Direitos Humanos na Guatemala. Tem realizado formações gerais sobre voluntariado e voluntariado empresarial. Investigadora sobre empreendedorismo social pelo Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras/UP, em parceria com a Associação para o Empreendedorismo Social e a Sustentabilidade do Terceiro Sector (A3S) e o Dinamia-CET/ISCTE-IUL e financiado pela FCT.