PAP0078 - As principais tipologias de explorações agrícolas na União Europeia
Este trabalho tem como principal objectivo
caracterizar e segmentar as explorações
agrícolas dos vinte e sete Estados Membros que
compõem actualmente a União Europeia (UE). Para
esse efeito, com base numa amostra das
explorações da Rede de Informação e
Contabilidades Agrícolas das explorações da UE
foi possível mediante técnicas de análise de
cluster de casos e de cluster de explorações,
segmentar as explorações. Os resultados
evidenciam a existência de quatro grupos de
explorações na UE que se distinguem entre si
pelas suas características estruturais,
nomeadamente, pela sua SAU, pelo output total,
pela percentagem de trabalho contratado e mão-
de-obra total; ii) pelas suas características
financeiras, i.e., pelo seu activo total e pelo
cash-flow das empresas da UE; e iii) pela sua
orientação produtiva e importância dos
subsídios nas explorações. Estes resultados
sugerem assim a definição de uma Política
Agrícola Comum diferenciada e adaptada aos
quatro clusters de países existentes. Sugere-
se ainda o desenvolvimento de tipologias de
explorações na UE com uma base de dados mais
robusta envolvendo as diferentes regiões da UE
que compõem os diferentes países de forma a
serem obtidas tipologias de explorações de
diferentes regiões europeias.
Maria José Palma Lampreia dos Santos
Prof. Auxiliar Faculdade de Economia e Gestão
Universidade Lusófona do Porto
Doutora em Economia
Investigadora do CEPESE
Áreas de Investigação: Economia Agrícola: Eficiência, Políticas Agrícolas
PAP0696 - Práticas laborais em Conselhos de Empresa Europeus em tempo de crise. Exemplos a partir dos setores metalúrgico, químico e financeiro
Este trabalho
resulta de um
projeto de
investigação sobre o
impacto sectorial de
Conselhos de Empresa
Europeus (CEEs) –
instituições de
informação e
consulta nas
empresas/grupos de
empresas de dimensão
comunitária (ao
abrigo das Diretivas
94/45/CE e
2009/38/CE) – em
Portugal. Tem sido
mais recorrente
identificar
obstáculos à
constituição e
funcionamento de
CEEs do que realçar
as suas conquistas,
traduzidas na
capacitação de boas
práticas. Em
contexto de crise
económica não
surpreende que esses
obstáculos
verificados no plano
das práticas
laborais quotidianas
possam ser mais
notórios.
Partindo de um
estudo realizado
junto de
representantes de
trabalhadores em
CEEs de três
sectores
(metalúrgico,
químico e
financeiro) e de
três multinacionais
(Autoeuropa, Air
Liquide e Banco
Espírito Santo) –
procura-se, no
entanto, salientar
alguns dos
contributos para uma
boa implementação de
formas de democracia
laboral nas
multinacionais, em
especial como forma
de superar
impedimentos de
facto e de jure ao
modus operandi dos
CEEs.
Após a identificação
de algumas das
principais
transformações
associadas à
Diretiva 2009/38/CE
(que entrou
formalmente em vigor
em Junho de 2011,
substituindo a
Diretiva 94/45/CE),
bem como à exposição
de algumas das
tipologias
associadas ao
funcionamento dos
CEEs (que vão de um
grau mínimo a um
grau máximo da
valorização da
participação laboral
no âmbito das
multinacionais),
procede-se a um
breve enquadramento
sectorial da
constituição de CEEs
em Portugal, nos
sectores
metalúrgico, químico
e financeiro. Por
fim, expõe-se a
visão dos
representantes de
trabalhadores em
CEEs desses
sectores,
conferindo-se
destaque especial a
três multinacionais
que se têm destacado
pela sua capacidade
não só de lidar com
a crise económica
internacional, como
pelo modo como têm
sabido valorizar os
mecanismos de
informação de
consulta de
trabalhadores.