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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Trabalho»

PAP0624 - Entrevista como técnica em terreno das reformas da justiça
Resumo de PAP0624 -  Entrevista como técnica em terreno das reformas da justiça PAP0624 -  Entrevista como técnica em terreno das reformas da justiça
PAP0624 - Entrevista como técnica em terreno das reformas da justiça

A justiça e os tribunais têm sido objecto de constantes reformas. Algumas compõem-se por alterações legislativas que afectam apenas os códigos, outras afectam a sua estrutura e funcionamento interno. Esta comunicação aborda os aspectos práticos de uma investigação na Comarca Piloto Lisboa-Noroeste, no Palácio da Justiça de Sintra em pleno processo de intervenção e outra na Comarca de Lisboa no Palácio da Justiça de Lisboa em que foi anunciado o alargamento do novo mapa judiciário. A atenção aqui é dada o efeito que teve nas entrevistas, assim como as constantes adaptações necessárias à utilização desta técnica. A singularidade da justiça apresenta algumas adaptações em relação a outros campos, nomeadamente na questão do segredo de justiça e no direito à reserva de funcionários e magistrados. O principal desafio não é o que perguntar, mas como perguntar sem quebrar estas duas regras.
  • CAMALHÃO, Serafim CV de CAMALHÃO, Serafim
Serafim Leopoldo Ferreira Camalhão Mestre em Sociologia do Trabalho, das Organizações, do Trabalho e do Emprego no I.S.C.T.E e a frequentar o Programa Doutoral em Sociologia no I.S.C.T.E. IUL. Especializou-se na área da Sociologia do Trabalho e das Organizações, com especial atenção no funcionamento dos tribunais. A par deste aspecto sempre manteve um grande interesse no campo da metodologia. Presentemente outra área que o cativa, é lançar uma Sociologia da Deficiência.

PAP0319 - (Ir)responsabilidade Social Empresarial (de Género): uma perspetiva reportada ao fenómeno do femícídio em Juárez, no México
Resumo de PAP0319 - (Ir)responsabilidade Social Empresarial (de Género): uma perspetiva reportada ao fenómeno do femícídio em Juárez, no México  PAP0319 - (Ir)responsabilidade Social Empresarial (de Género): uma perspetiva reportada ao fenómeno do femícídio em Juárez, no México
PAP0319 - (Ir)responsabilidade Social Empresarial (de Género): uma perspetiva reportada ao fenómeno do femícídio em Juárez, no México

A Cidade de Juárez, no México, é a cidade mais industrializada de toda a América do Norte e onde se concentra o maior número de empresas estrangeiras. Considerada por muitos a cidade mais perigosa do mundo é, também, aquela onde ocorrem mais mortes de mulheres por razões misóginas (femicídio), muitas das quais eram trabalhadoras das indústrias maquiladoras ali existentes. As empresas estrangeiras, sobretudo as norte-americanas, dos EU, terão contribuído positivamente para o crescimento económico e demográfico do México e daquela zona, mas, por outro lado, parece haver uma relação entre o aumento da criminalidade por razões misóginas e o trabalho das mulheres nas maquiladoras, que pode resultar do confronto de culturas e hábitos locais, enraizados na população mexicana, com os que são transportados do exterior com as empresas. As empresas estrangeiras, ao instalarem-se em países menos desenvolvidos do que o da origem, raramente levam em conta os impactos sociais e culturais que daí podem resultar, nomeadamente, quando estão em causa questões de género, que afetam principalmente as mulheres. Neste paper, partindo do exemplo de Juárez, chamamos à atenção para a crescente cosmopolitização das empresas e tendência para a exploração à escala global do trabalho feminino dos países menos desenvolvidos e do Terceiro Mundo e da necessidade de responsabilizar essas empresas e exigir que adotem medidas de Responsabilidade Social Empresarial de Género (RSEG), que possam evitar uma nova vaga mundial de desigualdades e, nomeadamente, impedir o aumento (global) da violência de género contra as mulheres dos países menos desenvolvidos e do Terceiro Mundo.
  • FERREIRA, José Eduardo Catalão Garrido CV de FERREIRA, José Eduardo Catalão Garrido
José Catalão Ferreira, doutorando do programa de doutoramento em "Direito, Justiça e Cidadania no Século XXI" da Faculdade de Direito, Faculdade de economia e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, licenciado em Sociologia pela Faculdade de economia da Universidade de Coimbra, pós-graduado em Sociologia, em Economia Social e em Direito. Os temas de interesse são a economia social, a inclusão e exclusão social, as diferenças de género e tudo o que esteja relacionado com as organizações, o trabalho e emprego. Fez a dissertação de mestrado sobre o tema do empreendedorismo e as medidas de apoio à criação do próprio emprego e está em investigação para a tese de doutoramento com o título "Trabalho Procura Direito(s): da (des)coletivização à individualização do(s) direito(s) associados ao trabalho e emprego

PAP0556 - A FORMAÇÃO PARA O TRABALHO EM SAÚDE E O DEBATE SOBRE AS NOVAS COMPETÊNCIAS
Resumo de PAP0556 - A FORMAÇÃO PARA O TRABALHO EM SAÚDE E O DEBATE SOBRE AS NOVAS COMPETÊNCIAS 
PAP0556 - A FORMAÇÃO PARA O TRABALHO EM SAÚDE E O DEBATE SOBRE AS NOVAS COMPETÊNCIAS

Os anos noventa do século XX configuram-se como espaço de ruptura do modelo de organização e institucionalização do sistema de saúde brasileiro. A saúde é entendida como um direito com base nos princípios da integralidade, universalidade e equidade. Em tempos de ajustes macro-econômicos e politicas neoliberais ocorreu, no pais, a reforma democrática consubstanciada na Constituição Federal de 1988, espaço privilegiado para o protagonismo de vários movimentos sociais. Neste espaço, o movimento sanitário, exerceu uma contra-hegemonia política e cultural, ensejando a implantação de um modelo de saúde baseado no ideais da Reforma Sanitária, conseguindo incorporar legalmente parte de sua proposta na legislação do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste cenário de modificações, reorganização, reestruturação do trabalho em saúde e redefinição do seu objeto, novas exigências são postas para os trabalhadores em saúde, e amplia-se o debate em relação a uma formação voltada para a construção de novas competências que não se restrinja ao aspecto técnico-instrumental, mas que possibilite uma ampliação e construção de competências organizacionais, comunicativas, comportamentais sociais, intelectuais e técnicas. Adotando a perspectiva histórico/crítica e a visão de totalidade na abordagem da relação entre Educação, Trabalho e Saúde, esta pesquisa objetivou analisar o processo de formação dos enfermeiros participantes do Centro de Educação Permanente em Saúde (CEPS) em Aracaju/SE/Brasil, desenvolvido com base na reestruturação organizacional do modelo de saúde e da política de qualificação empreendida no período de 2002 a 2006, conforme princípios orientadores da Política de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde. A abordagem qualitativa por meio estudo de caso possibilitou a consulta de diferentes fontes bibliográficas (revisão da literatura) e documentais como: o relatório de gestão, projeto político pedagógico do Curso de Especialização Integrado em Saúde Coletiva (EISC). O acesso aos respondentes da pesquisa ocorreu com a realização de dezessete entrevistas semi-estruturadas com os enfermeiros que participaram da EISC. Especial destaque foi atribuído à pedagogia do fator de exposição, utilizada no CEPS, significando um modo de ver e intervir, uma possibilidade pedagógica real e coerente de se exercer uma ação educacional política problematizadora da realidade, visando à transformação das práticas com base nos conteúdos trabalhados. Os resultados descobr
  •  BORGES, J.Lusitânia de J CV - Não disponível 
  •  CRUZ, Maria Helena Santana CV - Não disponível 

PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho
Resumo de PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho
PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho

GT A imigração Africana na Europa nos últimos vinte anos: desafios e constrangimentos No âmbito da temática em referência, propomo-nos efectuar uma breve caracterização da Imigração Africana para Portugal desde o início dos anos noventa aos nossos dias; Privilegiamos nesta análise a imigração africana originária dos Países de Língua Oficial Portuguesa (Cabo Verde, Angola, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Moçambique) com o objetivo de melhorar o conhecimento relativo a estes imigrantes, identificando os países de que são originários, quantificando ainda estes imigrantes e caracterizando-os em função do sexo, grupo etário, qualificações e actividades exercidas. A análise a apresentar alicerça-se nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Permite evidenciar uma progressiva diminuição do número de imigrantes africanos dos países em referência, devendo-se este facto por um lado à naturalização de um número muito substancial destes imigrantes no período em análise e por outro lado ao facto de se viver em Portugal um período muito conturbado e difícil consubstanciado em elevadas taxas de desemprego sobretudo nos grupos mais vulneráveis da população em idade ativa (jovens, mulheres e trabalhadores pouco qualificados, integrando-se neste último grupo a maior parte dos imigrantes de origem africana); ao mesmo tempo, nalguns destes Países Africanos assiste-se a um período de crescimento sem precedentes (evidenciando-se o caso de Angola). Não obstante os Imigrantes Africanos oriundos de Países de Língua Oficial Portuguesa correspondem no seu conjunto a cerca de cento e quinze mil indivíduos (correspondendo a aproximadamente 25% do total de imigrantes em Portugal). As comunidades de Cabo Verde e de Angola são as que assumem maior expressão, seguindo-se respetivamente Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Moçambique. A nível de estrutura do trabalho apresentado, após contextualizar os movimentos migratórios na dinâmica demográfica portuguesa, identificamos algumas especificidades da Imigração Africana em Portugal no âmbito dos aspetos já referidos. Palavras-chave: Imigrantes Africanos, mercado de trabalho.
  •  SANTOS, José Rebelo dos CV - Não disponível 
  • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
  •  REGO, Conceição CV - Não disponível 
Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.

PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.
Resumo de PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos. PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.
PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.

A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos. Resumo No Brasil, muitos estudos buscam analisar a questão da migração. Alguns temas apresentam-se como centrais em diversas pesquisas, como, por exemplo, a questão das relações de etnicidade, os conflitos étnicos, o processo de imigração. Outros são menos abordados, tais como a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho, a questão dos refugiados e dos autorizados. Quanto às metodologias, a predominância é de trabalhos de cunho qualitativo. Há um número bem menor de trabalhos quantitativos, quando comparados aos qualitativos. A cifra de pesquisadores que trabalham integrando as duas metodologias é ainda mais reduzida. Com o intuito de sanar tais falhas, a proposta geral desse artigo é apresentar uma análise cross-section da inserção de imigrantes portugueses no mercado de trabalho brasileiro, durante o período de 1960 a 2010. Os objetivos específicos são: identificar as características sóciodemográficas de tais imigrantes; verificar as regiões e os estados de destino de maior concentração de portugueses; e analisar as situações deles no país hospedeiro a partir dos tipos de autorizações de trabalho a eles concedidas, os ramos de atividades e as ocupações. Para isso, utilizo os dados da RAIS (Relatório Anual de Informações Sociais), os censos demográficos de 1960 a 2000 e os dados da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego e, no que se refere à discussão teórica, o debate gira em torno da Sociologia econômica da migração. O intuito é de mostrar as controvérsias, mas, principalmente, a complementaridade entre as abordagens de cunho mais estrutural e as de mais individual. O estudo está dividido em quatro seções, além da introdução, das considerações finais e das referências bibliográficas. Na primeira seção, introduzo o debate teórico que busca explicar os modos de integração dos imigrantes na sociedade de destino. Nele, apresento as diferentes formas possíveis de integração no mercado de trabalho em que os imigrantes internacionais podem, em alguns casos, devem experimentar. Na segunda seção, o fim é apresentar os dados e a metodologia de análise. Na terceira, identifico a distribuição espacial dos imigrantes ao longo do tempo, bem como o perfil sócio-demográfico desses imigrantes. A intenção é identificar as variáveis estruturais (mais ligadas ao tempo e ao espaço) e as individuais (mais ligadas aos perfis) que afetam a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho e suas alteração (ou não) no tempo. A quarta e última seção refere-se análise dos dados, buscando compreender a situação dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro ao longo das últimas 5 décadas.
  • VILELA, Elaine M. CV de VILELA, Elaine M.
Elaine Meire Vilela é professora de Sociologia do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Seus temas de pesquisa são, principalmente: imigração internacional, mercado de trabalho e estratificação social. Seus estudos tem como foco métodos quantitativos, especialmente, e qualitativos de análise.

Elaine Meire Vilela
Professora Adjunta - UFMG
Departamento de Sociologia e Antropologia
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Tel: ++ 55 31 3409 6302
elainevilela@fafich.ufmg.br

PAP1147 - A inserção profissional pela via do empreendedorismo
Resumo de PAP1147 - A inserção profissional pela via do empreendedorismo PAP1147 - A inserção profissional pela via do empreendedorismo
PAP1147 - A inserção profissional pela via do empreendedorismo

GT “Inserção de diplomados do ensino superior: relações objectivas e subjectivas com o trabalho” As recentes orientações em termos de políticas públicas de ensino no âmbito europeu privilegiam recomendações concernentes à “educação empreendedora”, disseminando no sistema educativo, desde o primeiro ciclo do ensino básico até à universidade, iniciativas dedicadas ao desenvolvimento de atributos e competências empreendedoras. Tais competências, nessas perspectivas, são consideradas essenciais tanto para a aprendizagem ao longo da vida quanto para a empregabilidade como para fomentar a satisfação pessoal, a inclusão social e a cidadania ativa. Uma vez que essa orientação política tem sido apresentada como alternativa para o processo de transição para a vida ativa, este estudo pretende analisar os percursos de inserção profissional de um grupo específico de jovens diplomados nas diversas áreas científicas: aqueles se distinguem por protagonizarem trajetórias empreendedoras. Este artigo mobiliza os dados quantitativos de uma pesquisa realizada pelo Observatório da Inserção Profissional dos Diplomados da Universidade Nova de Lisboa com alunos que concluíram licenciatura, mestrado e doutorado em 2004/05 e em 2008/09, visando predominantemente a caracterização da situação da inserção profissional um ano após a conclusão dos graus. Pretende-se descrever as principais dimensões (origens sociais, sexo, posições alcançadas, percurso de formação escolar e acadêmica, rede de relações familiares) que permitem a caracterização e a diferenciação daqueles que percorrem trajetórias empreendedoras. Tendo em vista que boa parte das tendências recentes observadas no ensino superior são inspiradas em processos políticos concertados em escala supra-nacional, cumpre investigar, em um nível micro, o modo como as agendas dos organismos multilaterais e as políticas de ensino são retraduzidas no universo das instituições de ensino superior bem como as complexas relações existentes entre determinadas orientações e os diversos aspectos, objetivos e subjetivos, inerentes ao processo de inserção profissional.
  •  ALMEIDA, Rachel de Castro CV - Não disponível 

PAP0207 - A negociação colectiva em Portugal: dinâmicas de investigação e resultados empíricos
Resumo de PAP0207 - A negociação colectiva em Portugal: dinâmicas de investigação e resultados empíricos PAP0207 - A negociação colectiva em Portugal: dinâmicas de investigação e resultados empíricos
PAP0207 - A negociação colectiva em Portugal: dinâmicas de investigação e resultados empíricos

A partir da condução do presente trabalho de investigação pretendeu-se interrogar e reconstituir os processos de negociação colectiva em Portugal, bem como as alterações que têm ocorrido ao longo dos últimos anos - decorrentes das mudanças que têm acontecido em termos de relações profissionais – as quais parecem reflectir as alterações ocorrida em termos de peso que alguns sectores de actividade têm ganho. Procura-se também verificar se os modelos negociais adoptados têm influenciado os resultados ou se as estratégias que os actores mobilizam acabam por ser mais decisivas que estes modelos para os conteúdos resultantes da negociação. A negociação colectiva enquanto objecto empírico tem um conjunto de dimensões que lhe estão associadas e que foram analisadas ao longo desta investigação. Em primeiro lugar podemos considerar o papel regulador que esta tem, já que estabelece um conjunto de regras e princípios para determinados grupos profissionais ou sectores. A entrevista foi um dos instrumentos de recolha de informação utilizado para sustentar e perceber aspectos mais profundos, sendo que o alvo, neste caso foram os actores chave que desempenham o papel central nestes processos e que por vezes poderão não estar presentes ou actores que tenham estado presentes em situações particulares, durante estes processos, onde a necessidade por características do processo negocial ou dos próprios negociadores o tenha justificado. Os sectores que serviram de objecto a esta investigação foram determinados a partir de três critérios: a contribuição do cada sector em volume de emprego; a exposição do sector à concorrência internacional (sectores competitivos, sectores sensíveis) e a modernização tecnológica e organizacional que estes sectores têm realizado ou estão a realizar.
  • FERNANDES, Paulo CV de FERNANDES, Paulo
Paulo Jorge Martins Fernandes, docente na ESCE do Instituto Politécnico de Setúbal, Sociologia e com um Mestrado em sociologia do Trabalho, Organizações e Emprego, áreas de investigação/trabalho negociação colectiva, relações laborais, sindicalismo, etc.
Saudações académicas.

PAP0155 - ANALISANDO A DIVERSIDADE NO TRABALHO DOCENTE: DIMENSÕES DE GÊNERO/CLASSE NO ENSINO SUPERIOR
Resumo de PAP0155 - ANALISANDO A DIVERSIDADE NO TRABALHO DOCENTE: DIMENSÕES DE GÊNERO/CLASSE NO ENSINO SUPERIOR  PAP0155 - ANALISANDO A DIVERSIDADE NO TRABALHO DOCENTE: DIMENSÕES DE GÊNERO/CLASSE NO ENSINO SUPERIOR
PAP0155 - ANALISANDO A DIVERSIDADE NO TRABALHO DOCENTE: DIMENSÕES DE GÊNERO/CLASSE NO ENSINO SUPERIOR

Esta pesquisa analisa as relações de gênero, os fatores que impulsionam docentes mulheres e homens a seguir no exercício do trabalho na Universidade Federal de Sergipe (Brasil), as experiências vividas, as mensagens que obtêm no cotidiano, como possibilidade de se repensar a dimensão formativa, os desafios enfrentados no contexto do ensino superior. Antecipou-se a hipótese de que as relações de gênero no trabalho docente no contexto de uma universidade federal ensejam o tratamento das diferenças para a construção de um mundo igual, o que implica a ética da alteridade. Considerou-se que gênero é mais do que uma identidade aprendida imersa nas instituições sociais. Os sujeitos são subjetivados simultaneamente por uma multiplicidade de processos, em suas existências particulares. A opção metodológica recaiu sobre a pesquisa qualitativa de inspiração etnográfica, visando obter saberes de professores (não limitados a conteúdos que dependeriam de um conhecimento especializado) abrangendo uma diversidade de questões/problemas sobre o trabalho produtivo-reprodutivo. Pretendeu-se compreender a persistência de assimetrias entre os gêneros com reflexos na vida familiar e profissional, entre outros domínios. Consultaram-se diferentes fontes de informação, priorizando-se a entrevista semi-estruturada com 16 professores (10 mulheres e seis homens) de várias áreas do conhecimento nos três campi. O grupo docente universitário é mais elitizado, personifica muitos avanços recentemente alcançados nas relações de gênero mais igualitárias, mas também expressa conflitos e contradições intrínsecas a qualquer processo de mudança social. As trajetórias de formação e trabalho das/os docentes mostram-se diversificadas no início de suas carreiras. As concepções mais igualitárias, no espaço das relações de gênero no ensino superior estariam diretamente relacionadas, na ação feminina, à ampliação do universo de escolhas e ao maior investimento na própria qualificação e na vida profissional.
  •  CRUZ, Maria Helena Santana CV - Não disponível 

PAP0383 - Aprendizagem do longo da vida e transições educativas e profissionais: os diplomados de ensino superior em tempos de incerteza
Resumo de PAP0383 - Aprendizagem do longo da vida e transições educativas e profissionais:  os diplomados de ensino superior em tempos de incerteza PAP0383 - Aprendizagem do longo da vida e transições educativas e profissionais:  os diplomados de ensino superior em tempos de incerteza
PAP0383 - Aprendizagem do longo da vida e transições educativas e profissionais: os diplomados de ensino superior em tempos de incerteza

A centralidade das dinâmicas de aprendizagem ao longo da vida tem vindo a ser progressivamente afirmada e reconhecida na contemporaneidade, quer no plano das orientações de política educativa quer ao nível das práticas e representações dos indivíduos. Neste contexto, se tradicionalmente a um período de educação e formação nas idades mais jovens se seguia o exercício de uma atividade profissional na qual se progredia progressivamente durante a idade adulta, nas sociedades de aprendizagem ao longo da vida as transições entre educação, trabalho e emprego parecem ser cada vez mais frequentes traduzindo-se em trajetórias incertas e imprevisíveis. Assim sendo, as biografias configuram-se crescentemente como sucessões de transições de diferentes tipos, ao mesmo tempo que os adultos são cada vez mais envolvidos (e incentivados a envolverem-se) em situações e processos educativos. Na comunicação proposta, pretende-se aprofundar a reflexão em torno destas dimensões que consideramos essenciais para caracterizar as transformações sociais das últimas décadas, privilegiando a análise das transições dos diplomados de ensino superior em Portugal. Para tal, numa primeira etapa mobilizam-se dados empíricos de estudos centrados na inserção profissional destes diplomados que têm vindo a ser realizados em diversas instituições de ensino superior focando-se, sobretudo, nos licenciados, mas também em alguns casos em pós- graduados. Numa segunda etapa, apresentam-se dados resultantes de um questionário respondido em Novembro de 2010 por uma amostra representativa de licenciados da Universidade de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa que terminaram os respectivos cursos em 2004/05. Esta inquirição enquadra-se num projeto de investigação em equipa que vem sendo desenvolvido com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (referência PTDC/CS-SOC/104744/2008). Com base nos dados empíricos analisados na comunicação, procura-se aprofundar a reflexão em torno de algumas interrogações das quais destacamos as seguintes: Que estratégias constroem os sujeitos no que respeita às articulações entre os seus percursos académicos e as suas trajetórias de trabalho/emprego? Como se articulam dinâmicas de aprendizagem em contexto académico e em contexto profissional? Que relevância tem a precariedade de emprego na satisfação com a situação profissional e na procura de formação pós-graduada?
  • ALVES, Mariana Gaio CV de ALVES, Mariana Gaio
Mariana Gaio Alves é licenciada em Sociologia pelo ISCTE (1992) e concluiu Mestrado (1997) e Doutoramento (2004) em Ciências de Educação na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL). É atualmente Professora Auxiliar na FCT/UNL e investigadora na UIED (Unidade de Investigação Educação e Desenvolvimento) na mesma Faculdade. É membro das Comissões Coordenadoras do centro de investigação UIED e do Programa Doutoral em Ciências de Educação em Associação entre FCT/UNL, FCSH/UNL e ISPA. Lecciona unidades curriculares de Mestrados em Ensino e de Programa Doutoral, designadamente Sociologia da Educação, Organização dos Sistemas Educativos e Educação e Formação de Adultos.

PAP0999 - Desigualdades de género no mercado de trabalho português – a satisfação laboral enquanto possível indicador
Resumo de PAP0999 - Desigualdades de género no mercado de trabalho português – a satisfação laboral enquanto possível indicador PAP0999 - Desigualdades de género no mercado de trabalho português – a satisfação laboral enquanto possível indicador
PAP0999 - Desigualdades de género no mercado de trabalho português – a satisfação laboral enquanto possível indicador

A deslocação das questões de género para a esfera dos direitos públicos abriu todo um novo conjunto de possibilidades e também de debates, consubstanciados no estabelecimento das primeiras disciplinas de estudos sobre as mulheres. Esta fase foi marcada por uma série de alterações que concorreram não só para a emancipação das mulheres como também para o próprio questionamento das desigualdades de género baseado numa assimetria de poder. Transformações ao nível das relações familiares, ao nível educativo e tecnológico que permitiram a problematização das desigualdades em termos de papéis de género distintos e socialmente construídos e reproduzidos. A esfera do trabalho é uma arena privilegiada para a análise das desigualdades de género. A relativamente recente entrada massificada das mulheres no mercado de trabalho, as condições em que a sua entrada se processou, as representações e valores associados ao feminino e as questões da conciliação da vida familiar com a profissional contribuíram para delinear os contornos da participação das mulheres no mercado de trabalho. Muitos trabalhos têm sido desenvolvidos nesta área tentando explicar a por vezes difícil relação das mulheres como o mercado de trabalho. Com a presente análise pretende-se explorar uma outra dimensão da problemática laboral: a satisfação no trabalho enquanto espelho de desigualdades de género reificadas nas práticas e nas percepções dos homens e das mulheres. A satisfação laboral, para além de ser um campo de análise autónomo, pode afigurar-se também como um terreno de pesquisa importante para compreender os mecanismos que subjazem aos diferenciais objectivos e para perceber até que ponto os papéis de género estão ou não enraizados nas estruturas mentais não só dos homens como também das mulheres.
  • DIAS, Ana Lúcia Teixeira CV de DIAS, Ana Lúcia Teixeira
Ana LúciaTeixeiraDias
Doutorandaem Sociologia e Mestre emProspecção e Análise de Dados;Investigadora do ObservatórioNacional de Violência e Género e do CESNOVA (FCSH-UNL), onde temdesenvolvidoprojectos de investigaçãonasáreasdosestudos de género.


PAP1501 - ENSINO SUPERIOR E GÉNERO: DIPLOMADOS E MERCADO DE TRABALHO
Resumo de PAP1501 - ENSINO SUPERIOR E GÉNERO: DIPLOMADOS E MERCADO DE TRABALHO PAP1501 - ENSINO SUPERIOR E GÉNERO: DIPLOMADOS E MERCADO DE TRABALHO
PAP1501 - ENSINO SUPERIOR E GÉNERO: DIPLOMADOS E MERCADO DE TRABALHO

A inserção profissional dos jovens diplomados continua a ser uma preocupação, muito em particular em momentos como o actual em que a taxa de desemprego tende a subir, e em que os diplomados do ensino superior encontram dificuldades acrescidas no acesso ao mercado de trabalho europeu. E se são as mulheres que apresentam taxas de conclusão do ensino superior mais elevadas, inversamente são elas que têm maiores dificuldades em ingressar no mundo do trabalho. Partindo do pressuposto que as políticas de promoção a igualdade de género têm nos últimos anos sido reforçadas, com particular destaque no âmbito da UE27, estamos perante algumas constatações reveladoras de diferenças de género no conhecimento assim como nas trajectórias académicas e carreiras. Com recurso à metodologia da análise de clusters, será desenvolvido um estudo comparativo em países da UE27, com vista à identificação dos factores com maior significância para a compreensão das formas de segregação no acesso ao mercado de trabalho.As relações de poder subjacentes à problemática do género assim como o produto do trabalho colectivo de socialização difusa e contínua corporiza em habitus claramente diferenciados, de acordo com P. Bourdieu (1990), leva-nos a admitir que as áreas de formação preferencialmente escolhidas pelas mulheres são as que denotam menor procura no mercado de trabalho.
  • BALTAZAR, Maria da Saudade CV de BALTAZAR, Maria da Saudade
  • CALEIRO, António CV de CALEIRO, António
  •  REGO, Conceição CV - Não disponível 
MARIA DA SAUDADE BALTAZAR é professora auxiliar, com nomeação definitiva, do Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e investigadora integrada no CESNOVA – FCSH da UNLisboa e colaboradora do CISA-AS da UÉvora. Licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora, em 1990, Mestre em Sociologia pelo ISCSP - Universidade Técnica de Lisboa, em 1994 e Doutorada em Sociologia pela Universidade de Évora, em 2002. É Auditora de Defesa Nacional (IDN/Curso 2006). Tem diversas publicações sobre as áreas a que correspondem os seus principais interesses de investigação: Segurança, Defesa e Forças Armadas; Desenvolvimento; Planeamento (metodologia e instrumentos de intervenção). Tem coordenado e constituído várias equipas de investigação de projetos nacionais e internacionais sobre desenvolvimento regional e local, prospetiva, planeamento, intervenção comunitária e relações civil-militares. Tem uma vasta experiência no acompanhamento e apoio técnico a projetos de intervenção comunitária. Tem exercido diversos cargos de gestão na Universidade de Évora, entre os quais Diretora de vários cursos e do Departamento de Sociologia.
António B.R. Caleiro, é professor auxiliar no Departamento de Economia da Universidade de Évora. Licenciou-se em Economia, na Universidade de Évora, em 1988, concluiu o curso de Mestrado em Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, em 1993, e realizou o seu Doutoramento em Economia, no Instituto Universitário Europeu (Florença), em 2001. A sua visão multi-disciplinar, facilmente identificável no âmbito das suas publicações, tem conduzido o autor a realizar investigação em diversos temas, incluindo alguns associados às interfaces Economia-Demografia, Economia-Política e Economia-Sociologia.

PAP0300 - ENTRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO: UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DO COTIDIANO PEDAGÓGICO DE ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS TÉCNICOS DO INSTITUTO FEDERAL
Resumo de PAP0300 - ENTRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO: UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DO COTIDIANO PEDAGÓGICO DE ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS TÉCNICOS DO INSTITUTO FEDERAL PAP0300 - ENTRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO: UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DO COTIDIANO PEDAGÓGICO DE ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS TÉCNICOS DO INSTITUTO FEDERAL
PAP0300 - ENTRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO: UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DO COTIDIANO PEDAGÓGICO DE ALUNOS E ALUNAS DOS CURSOS TÉCNICOS DO INSTITUTO FEDERAL

O presente trabalho trata das expectativas que jovens estudantes brasileiros têm de ingressar pela primeira vez no mercado de trabalho ou de obter melhor colocação profissional. O mercado de trabalho, atualmente, sinaliza abertura de vagas ao mesmo tempo em que há a promessa de que os melhores qualificados não ficarão à mercê do desemprego. Para tanto, muitos jovens procuram as instituições de educação profissional crentes de que após o curso estarão empregados dignamente. Entre as instituições de ensino mais procuradas, estão as que pertencem à Rede Federal de Educação Profissional. A pesquisa situa-se no Instituto Federal de Sergipe, uma escola centenária, localizada no Nordeste brasileiro. Nela, por meio de grupos focais e de entrevistas colhemos depoimentos de alunos e alunas dos cursos técnicos Eletrônica e Eletrotécnica. Deles, procuramos perceber, além de suas expectativas, como se dá a formação acadêmico-profissional, como se relacionam com os professores e com os colegas, como interagem com as novas tecnologias, como se veem homens e mulheres trabalhadores da indústria etc. Evidentemente, aparecem na pesquisa dois grandes binarismos, a saber: escola – empresa e homem – mulher. O primeiro trata da aproximação existente entre a instituição e o mercado de trabalho, afinal a própria formação pedagógica conta com estágio e visitas técnicas. Apesar de parecerem integrados, não raro ocorrem distorções entre o que é ensinado e o que é cobrado na empresa. O segundo binarismo aparece fortemente marcado pelas relações de gênero presentes na escola, nas indústrias e na sociedade de modo geral. Apesar de serem todos jovens buscando melhor qualificação para o mercado, o fato de estarem nos cursos de Eletrônica e de Eletrotécnica levou-nos a perceber, inevitavelmente, que se trata de cursos em que há a predominância de rapazes. Mais que isto, levou-nos também a perceber que as fábricas continuam empregando muito mais os homens do que as mulheres. O trabalho, presente nessa comunicação, está voltado para a educação profissional, para o mercado de trabalho e para as relações de gênero. Assim, sua base teórica está composta de Charlot (2005; 2007), Demo (1998), Hirata (2003), Butler (2003) entre outros. Suas entrevistas e grupos focais foram estudadas a partir da análise de discurso numa perspectiva foucaultiana (FOUCAULT, 1998). Os resultados apontam para uma necessária reflexão acerca das relações entre mercado de trabalho e educação profissional. O cenário brasileiro, bem como dos países ibero-americanos, exige novos posicionamentos diante das demandas trabalhistas que muitas vezes camuflam com novas roupagens velhos e repetidos problemas que oprimem os trabalhadores. Apesar de Portugal e Brasil terem distintas culturas, possivelmente, a realidade educação e trabalho em que se inserem os jovens brasileiros tem pontos de contato com a realidade dos jovens portugueses.
  • SANTOS, Elza Ferreira CV de SANTOS, Elza Ferreira
Elza Ferreira Santos
Professora do Instituto Federal de Sergipe - IFS
Licenciada em Letras Vernáculas pela U. Federal de Sergipe - UFS;
Mestra em Ciências da Educação pela U. Lusófona de Humanidades e Tecnologias - ULHT
Doutoranda em Educação pela U. Federal de Sergipe e Bolsista da CAPES/CNPQ de estágio de doutoramento na ULHT de janeiro a julho de 2012.
Líder do Grupo de Pesquisa Educação profissional, Gênero e Tecnologia IFS/CNPQ
SANTOS, E. F. (2009) Mulheres entre o Lar e a Escola: os porquês do Magistério. São Paulo Annablume.

PAP0449 - Entre a escola e a família: usos do computador Magalhães
Resumo de PAP0449 - Entre a escola e a família: usos do computador Magalhães PAP0449 - Entre a escola e a família: usos do computador Magalhães
PAP0449 - Entre a escola e a família: usos do computador Magalhães

A distribuição de computadores portáteis às crianças do 1º ciclo do ensino básico, em Portugal, constituiu uma medida política que, no seguimento de outras, teve como desígnios democratizar o acesso às tecnologias de informação e comunicação (TIC) e, assim, promover a utilização destas nos processos de ensino-aprendizagem, preparando precocemente as novas gerações para a sociedade do conhecimento. Contudo, a ideia de que as TIC, por si sós, podem ser geradoras de mudança e progresso, presente em muitos discursos sobre a sociedade da informação, parece padecer de algum determinismo tecnológico que tem vindo a ser denunciado pela evidência empírica (Lyon, 1992). No campo da educação, estudos têm revelado que a aplicação simples das TIC, sem nada modificar as práticas de ensino, não traz mudanças significativas aos sistemas educativos e pode agravar desigualdades de aprendizagem iniciais (Eurydice, 2001; Miranda, 2007). Ao distribuir computadores às famílias, o programa e.escolinha veio amplificar o potencial alcance deste tipo de iniciativas, colocando questões relativas ao processo de integração das novas tecnologias no espaço escolar, como também no espaço familiar, e, em particular, em relação à articulação entre estes dois contextos. A sociologia da educação tem dado conta de obstáculos estruturais e dificuldades de interacção na relação escola-família (Dubet, 1997; Montandon e Perrenoud, 2001; Silva, 2003) que poderão contribuir para compreender a forma como a medida política em causa está a ser apropriada pelos actores sociais. Com o objectivo de investigar os usos e efeitos do computador Magalhães no 1º ciclo do ensino básico no quadro da relação escola-família, temos em curso um estudo de caso numa Escola Básica Integrada de Ponta Delgada (Açores), baseado em métodos extensivos (inquérito a pais, alunos e professores) e intensivos (entrevistas a pais e professores e registos etnográficos de uma turma). Entre os resultados já apurados (Diogo, Gomes e Barreto, 2010), foi possível constatar que o computador Magalhães tem sido muito mais amplamente utilizado em casa do que na escola, quer pela frequência do uso, quer pela amplitude do tipo de utilizações que lhe é dado. Trata-se de resultados que não são surpreendentes, na medida em que estão em consonância com os encontrados noutros trabalhos em relação ao uso das TIC em geral (Almeida, Alves e Delicado, 2008; Fluckinger, 2007). Nesta comunicação iremos centrar-nos na exploração de pistas para a compreensão desta constatação, incidindo, especialmente, na hipótese relativa aos modos de articulação e colaboração estabelecidos entre escola e família. Para o efeito, serão mobilizados dados provenientes de inquéritos por questionário, entrevistas e registos etnográficos realizados na comunidade escolar onde o estudo decorre.
  •  DIOGO, Ana CV - Não disponível 
  •  GOMES, Carlos CV - Não disponível 

PAP0215 - Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa
Resumo de PAP0215 - Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa PAP0215 - Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa
PAP0215 - Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa

Este estudo pretende contribuir para o entendimento do potencial formativo de uma grande empresa, através da metodologia do estudo de caso organizacional. Com vista à problematização em redor das relações estratégicas entre formação e trabalho, o estudo traça o retrato estrutural e cultural da organização, procurando explicitar os modelos e conceitos de organização do trabalho, através da análise e caracterização das relações entre o sistema de produção e os dispositivos de formação da empresa. A investigação parte de uma tese: a formação em contexto profissional desempenha um papel fundamental, não só no âmbito da formação profissional contínua, mas também no campo da educação de adultos, uma vez que as suas componentes técnica, profissional e comportamental intervêm no processo de educação e, por inerência, de socialização ao longo da vida. Na sequência de uma relação prévia (externa, mas continuada) da investigadora com a empresa, foi estabelecido um protocolo de colaboração com a investigadora e o Instituto da Educação, viabilizando a metodologia de trabalho escolhida, o estudo de caso, através do qual se pretende fazer uma aproximação à realidade formativa, sobretudo através da observação in loco das acções internas de formação do Centro de Treino da Produção. Este Centro fundamenta-se na assunção de que é preciso aproveitar as competências, o “knowhow” dos trabalhadores da própria empresa para garantir uma formação adequada aos que ali trabalham, numa lógica contínua, centralizadora e “de dentro para dentro”. Assim, a metodologia de estudo visa “conhecer por dentro” para fazer uma análise sobre a relação dinâmica entre a formação e os objectivos estratégicos da empresa, mas também de que modo a relação formação/trabalho define e caracteriza a empresa. A problematização que se procura fazer passa por observar as dinâmicas e lógicas dominantes da formação, por reporte ao paradigma dos “saberes da acção”, que cada vez mais se instala nestes contextos formativos, através de processos de transformação da experiência em saber explícito e transferível, no reforço da importância e da formatividade da experiência e das situações de trabalho. As grandes empresas sentem estas mudanças e promovem-nas, entendendo que a sua capacidade de adaptação e crescimento está refém da capacidade de adaptação e crescimento da sua massa humana, o que dependerá, em grande parte, das estratégias de formação contínua que a organização levar a cabo.
  • RODRIGUES, Sandra Pratas CV de RODRIGUES, Sandra Pratas
Sandra Pratas Rodrigues é doutoranda em Formação de Adultos, pelo Instituto da Educação da Universidade de Lisboa, é bolseira pela FCT e faz parte do grupo de investigação de Formação de Adultos, da Área de Políticas de Educação e Formação daquele Instituto. A sua área de interesse principal é a Educação e Formação de Adultos, em que tem desenvolvido trabalho, quer no terreno através da integração de equipas de criação e implementação de ofertas formativas para adultos em diversas entidades públicas (ANEFA, DGFV, ANQ e IEFP), quer através de publicações, ao longo dos últimos 12 anos. Das suas publicações destacam-se o Guia de Operacionalização para os Cursos EFA, publicado pela ANQ (2009), o artigo “Educar, Formar, Qualificar”, inserido no livro Formação de Adultos: Desafios, Articulações e Oportunidades em tempo de Crise, organizado e publicado pela Universidade dos Açores e o artigo “Formação e Trabalho: o caso da Autoeuropa”, a publicar brevemente pelo ISCTE, na sequência do II Simposium Nacional sobre Formação e Desenvolvimento Organizacional.

PAP0947 - Mapeando e explicando as disparidades de aspirações profissionais entre diplomados do ensino superior
Resumo de PAP0947 - Mapeando e explicando as disparidades de aspirações profissionais entre diplomados do ensino superior PAP0947 - Mapeando e explicando as disparidades de aspirações profissionais entre diplomados do ensino superior
PAP0947 - Mapeando e explicando as disparidades de aspirações profissionais entre diplomados do ensino superior

Destinada ao GT proposto: “Inserção de diplomados do ensino superior: relações objectivas e subjectivas com o trabalho” Entroncando dados resultantes da aplicação de um amplo inquérito extensivo à inserção profissional dos licenciados da Universidade de Lisboa e da Universidade de Lisboa no ano de 2004/05 num modelo de análise que tem como objectivo promover a articulação conceptual das dimensões objectivas e subjectivas inerentes ao processo de inserção, esta comunicação incidirá nas aspirações profissionais dos diplomados do ensino superior. Especificamente, pretende responder a quatro questões: haverá aspirações profissionais enraizadas em (quase) toda a população observada? De que aspirações se tratam? Inversamente, clivar-se-ão diferentes aspirações no interior desse mesmo universo? E, em caso afirmativo, qual o efeito que as diferentes situações profissionais exercem sobre essas disparidades aspiracionais? Responder a estas interrogações permitirá restituir a constelação de aspirações profissionais que pontificam no seio do universo estudado, ao mesmo tempo que facultará a possibilidade de testar a hipótese, já antes explorada pelos autores, de que o peso relativo conferido às “aspirações profissionais” se encontra associado às “situações profissionais concretas” que os indivíduos experimentam, tendo estas um significativo impacto na formação daquelas. Tal dever-se-á à convergência de dois movimentos simultâneos mas paradoxais: ao mesmo tempo que os indivíduos exacerbam, em termos relativos, as aspirações que, por não serem concretizadas na sua situação profissional, lhes provocam maiores sentimentos de insuficiência, de frustração ou até de sofrimento, tendem também a ajustar, em grande medida de forma infra-consciente, as suas aspirações à sua situação profissional presente (ou àquela que crêem poder conquistar no futuro), processo bem documentado pela sociologia de inspiração bourdiana. É pois no balanço entre estes dois movimentos que propomos analisar a relação entre a “realidade profissional concreta” e o desenvolvimento dos quadros volitivos na esfera profissional. Accionar este enfoque analítico e cotejá-lo nos dados empíricos, tem a virtude de permitir identificar e mapear as aspirações profissionais dos diplomados do ensino superior e dar passos significativos na investigação dos processos sociogenéticos que subjazem à sua constituição, destacando, analiticamente, aquele que consideramos ser um dos seus aspectos centrais – a “situação profissional concreta” com que os graduados se deparam num dado momento da sua trajectória.
  • CHAVES, Miguel CV de CHAVES, Miguel
Miguel Chaves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador do CESNOVA. Enquanto investigador dedicou parte do seu percurso ao estudo da exclusão social, do desvio e da marginalidade, tendo produzido vários textos sobre estas matérias, dos quais se destaca o livro Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico. Actualmente, desenvolve e coordena vários estudos centrados na inserção profissional e nos estilos de vida de jovens altamente qualificados, tendo neste âmbito publicado o livro Confrontos com o Trabalho entre Jovens Advogados: as Novas configurações da Inserção Profissional, bem como diversos artigos.

PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?
Resumo de PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso? PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?
PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?

A imigração brasileira para Portugal já não pode mais ser considerada um fenômeno novo, seja porque lá se vão quase quatro décadas desde quando se considera seu início (meados dos anos 70), seja porque quantitativamente representam a maior comunidade estrangeira em Portugal, seja porque nos últimos anos vários estudos e investigações tem mapeado de forma exaustiva e cuidadosa a realidade dessa população. Contudo, isso não significa que não sejam possíveis novas problematizações acerca desse tema; principalmente no que diz respeito as questões de gênero, que sistematicamente tem sido ou desconsiderada ou invizibilizada. O imaginário em relação a mulher brasileira em Portugal é bastante consolidado, as brasileiras gozam de uma identificação própria, não sendo confundidas com outros grupos de imigrantes (Padilla, Fernandes, Gomes 2010) - como acontece por exemplo com romenas, ucranianas e moldavas que, em geral, são classificadas como mulheres imigrantes do leste europeu. Contudo esse imaginário está montado em cima das relações coloniais entre Portugal e Brasil, que confere ao Brasil, e por consequência seu povo, uma posição subalterna. De forma que o lugar reservado as mulheres brasileiras em Portugal é também um lugar de inferioridade. Assim, os discursos – midiáticos, oficiais – acerca das imigrantes brasileiras em geral essencializam, racializam e estigamatizam essas mulheres, uma vez que associam-nas tanto à sexualidade, ao erótico e ao exuberante, como a submissão e docilidade, alegria. A partir dessas colocações objetiva-se analisar como esse imaginário atuam nos processos de a inserção das mulheres brasileiras na sociedade portuguesa, em especial no mercado de trabalho. Para tanto entrevistou-se e analisou-se o discursos 15 de mulheres brasileiras imigrantes que trabalham em Portugal, bem como algumas matérias veiculadas pela mídia portuguesa. Observa-se que a ambiguidade desse discurso que ao mesmo tempo em que hiperssexualiza a mulher brasileira, também ressalta características que são socialmente reconhecidas – como a simpatia e a docilidade – age principalmente no sentido de justificar a inserção precária e segregada da mulher brasileira em Portugal, contribuindo para sua marginalização. Cria-se um mecanismos perverso, que por um lado diferenciam as mulheres brasileiras das demais imigrantes, através desses atributos que são positivamente aceitos na sociedade – alegria, sensualidade, beleza – que dificulta que essas mulheres identifiquem que os mecanismos que as aprisionam em uma imagem sexualizada e subalterna.
  • FRANÇA, Thais CV de FRANÇA, Thais
Thais França.
Doutoranda do Programa de Relações de Trabalho, Desigualdaes Sociais e Sindicalismos do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra - Portugal. Mestra pelo programa Erasmus Mundos em Work, Organizational and Personnel Psychology - WOP-P pela Universidade de Bolonha - Itália (2008). Gradução em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará - Brasil (2004). Tem experiência na área de Psicologia e Sociologia, com ênfase em Psicologia Social e do Trabalho , atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, feminismos, trabalho, precarização, migrações.

PAP1133 - Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada
Resumo de PAP1133 - Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada PAP1133 - Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada
PAP1133 - Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada

TÍTULO: Mutações do trabalho e da pobreza na modernidade avançada. Palavras – Chave: Trabalho; Mercado de trabalho; Pobreza; Processos de marginalização social. O tema nuclear da comunicação é o das relações entre trabalho, desigualdades sociais e pobreza. A argumentação constrói-se a partir de revisão bibliográfica sobre o tema e de investigações anteriores levadas a cabo pelos autores. Organiza-se em duas partes: na primeira discutem-se as mutações que o trabalho tem conhecido sobretudo nas últimas quatro décadas, tanto ao nível das suas manifestações empíricas como do seu valor simbólico e poder estruturante dos percursos biográficos; na segunda, a sua relação com a pobreza e a marginalização social na modernidade avançada. Faz-se de início um breve percurso pelo modo como foi assumindo, ao longo da Modernidade, o papel de estratégia de normalização e de ética da disciplina, adquirindo um elevado estatuto socioeconómico e politiconormativo. Em seguida, e com base na revisão de investigações que têm procurado equacionar o que está a acontecer ao trabalho e em indicadores da sua caraterização fornecidos por vários organismos, analisam-se as transformações por que tem passado, sistematizando-as em três linhas: a da sua rarefação, a da sua segmentação e fragmentação do estatuto do trabalhador e a da relação do trabalho com a construção da experiência biográfica dos atores. As mutações a que aludimos não se impõem sem resistência, mantendo-se atualmente respostas que tendem a prolongar os papéis e a ética tradicional do trabalho. É deste modo que contextualizamos a procura de algumas novas jazidas de emprego, bem como as politicas implementadas, em Portugal como em grande parte dos países da União Europeia, para a promoção do emprego e de apoio aos desempregados. Ainda que se insista na manutenção desta lógica, os dados de variadas investigações mostram que as transformações em curso no mercado de trabalho constituem mecanismos de aprofundamento das desigualdades e de clivagens sociais. Analisamos algumas leituras que têm sido propostas para o esclarecimento destes mecanismos. Em suma, a problematização que perpassa toda a comunicação é a das consequências já detetáveis destas mutações, conduzindo-nos a questões como a de saber se podemos continuar a considerá-lo como o grande integrador da experiência pessoal e social, ou se o papel da atividade profissional nos processos de socialização e de construção das identidades deve ser relativizado, ou ainda, e mais geralmente, saber se o trabalho se cumpre ainda como forma de realização de si ou se, pelo contrário, se arrisca a ser potenciador de desigualdades e de marginalização social.
  • SILVESTRE, Agostinho Rodrigues CV de SILVESTRE, Agostinho Rodrigues
  •  FERNANDES, Luís CV - Não disponível 
Agostinho Rodrigues Silvestre
Assistente social. Mestre em Psicologia do Comportamento Desviante pela FPCEUP, onde frequenta o programa Doutoral em Psicologia. É docente na Universidade Portucalense. É há 17 anos diretor executivo da Agência de desenvolvimento integrado de Lordelo do ouro (ADILO), no âmbito da qual tem concebido e coordenado vários projetos de intervenção social e comunitária. Presidente da associação Norte Vida. Desenvolve investigação sobre trabalho e processos de marginalização social extrema.

PAP1121 - O OUTRO LADO DO PRAZER: um estudo de caso das travestis que atuam nos pontos de prostituição do Centro do bairro de Campo Grande (R.J.– BR)
Resumo de PAP1121 - O OUTRO LADO DO PRAZER: um estudo de caso das travestis que atuam nos pontos de prostituição do Centro do bairro de Campo Grande (R.J.– BR) PAP1121 - O OUTRO LADO DO PRAZER: um estudo de caso das travestis que atuam nos pontos de prostituição do Centro do bairro de Campo Grande (R.J.– BR)
PAP1121 - O OUTRO LADO DO PRAZER: um estudo de caso das travestis que atuam nos pontos de prostituição do Centro do bairro de Campo Grande (R.J.– BR)

Trata-se do estudo de caso de um grupo de travestis, profissionais do sexo, de um determinado ponto do centro do bairro de Campo Grande, Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro (Brasil), o qual proporcionou a construção de uma amostragem para a identificação e possível análise dos aspectos sociais, que fazem parte do cotidiano deste grupo de trabalhadores. Este retrata um perfil de profissionais que se confrontam com a realidade perversa do mercado de trabalho, a qual se agrava pelas questões de ordem cultural e de identidade sexual dessas trabalhadoras, que por vezes pouco se reconhecem como trabalhadores ou mesmo indivíduos portadores de direitos. Partindo do debate sobre identidades e sua relação com a construção de espaços societários, este ensaio, promove uma reflexão sobre o papel social e mercadológico desenvolvido pelas travestis, apontando a necessidade e a importância de sua existência como trabalhador alienado e desprotegido para o processo de acumulação capitalista, retratando o binômio exclusão x aceitação, que é referido da sociedade para a travesti, da travesti para outra travesti e do trabalhador para a travesti. Para tal a análise, conta com um arcabouço teórico apoiado em literaturas, filmes e reportagens que versam sobre a temática, esboçando seu caráter qualitativo e exploratório, uma vez que, não consegue analisar os dados de forma quantificada, ela se define por meio dentre os discursos coletados, ao passo que explora quando visa obter-se mais informações sobre um determinado assunto, como no caso do presente estudo. Desta forma foi possível pautar o debate sobre a travesti na sociedade e no mercado de trabalho, bem como o processo de construção de identidade destas travestis como trabalhadoras e como homossexuais, articulado com as lutas sociais e ações públicas implantadas no cenário nacional e estadual de defesa e reconhecimento da cidadania deste segmento da sociedade.
  • SOARES, Maurício Caetano M. CV de SOARES, Maurício Caetano M.
  •  FERREIRA, Silvia da S. CV - Não disponível 
Maurício Caetano Matias Soares
Graduado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Mestre em Política socail pela Universidade Federal Fluminense atua como asssitente social na área da saúde há 9 anos e há 10 anos realiza pesquisas na área da súde voltadas para atuação profissional frente as políticas sociais de saúde brasileira e avaliação das políticas sociais brasileira frente ao acesso a elas como efetivação de direito através do Nucleo de Pesquisa de Questão Social, Serviço Social e Polítca Social da Escola de Serviço Social da UFRJ e faz parte como membro do corpo docente do centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM/RJ).

PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade
Resumo de PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade
PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade

Retoma-se o projecto de Doutoramento da autora “Projectos de Climatização: actores sociais e dissensões ambientais”e com recurso à Teoria da Modernização Ecológica (TME), procura-se neste artigo produzir uma avaliação crítica da importância do conforto térmico do indivíduo, enquanto utilizador de edifícios de serviços e a partir do qual se perscrutam potenciais de participação que envolvem a mobilização de diferentes saberes. De entre os diversos aspectos, salienta-se a) o papel da eficiência energética na qualidade de vida dos ocupantes de edifícios de serviços e b) a contribuição do conforto térmico do indivíduo para o crescimento da economia de um país. Tais aspectos são decorrentes da mudança climática global a acontecer e constituem-se em parâmetros para uma análise sistêmica das relações de interdependência entre a sociedade e a natureza, bem como sobre os modos de apropriação e de transformação desta, dos impactes e dos danos causados nos ambientes de forte fragilidade. Conclui-se então neste artigo que medidas relacionadas com a eficiência energética são por isso componentes importantes de acções a empreender, estão previstas no Programa Europeu para as Alterações Climáticas (ECCP), permitem uma melhor gestão dos recursos naturais, salvaguardam a vida das gerações vindouras e na lide com os desafios climáticos, exigem um olhar aglutinador que envolva as diferentes áreas do saber, onde deve existir a contribuição de uma expertise das ciências, assim como o dever da existência de diálogo, que sabemos de antemão ser difícil e desafiador. Palavras-chave: Teoria da Modernização Ecológica, Trabalho, Sociedade, Conforto térmico
  • MENDONÇA, Ana Soares Mendes CV de MENDONÇA, Ana Soares Mendes
Ana Soares Mendes Mendonça, de nacionalidade Portuguesa, nascida a 11 de Março de 1962, exerce a actividade profissional como engenheira mecânica na área de Climatização e Qualidade do ar interior, com o contacto electrónico asmendonca@sapo.pt.
Formação académica:
- licenciatura na área de Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), Pós-Graduação em Sociologia na área de Território, Cidades e Ambiente, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas em Lisboa (FCSH) em Lisboa, Mestrado em Sociologia, na área de Território, Cidades e Ambiente sobre o tema «O risco na Qualidade do Ar em espaços interiores», pela FCSH em Lisboa, sob a orientação do Prof. Doutor João Lutas Craveiro, doutoranda na área de Território, Cidades e Ambiente sobre o tema «Projectos de climatização: actores sociais e dissenções ambientais», pela FCSH, sob a orientação do Prof. Doutor João Lutas Craveiro e do Prof. Doutor Jorge Saraiva do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Formação científica:
- apresentação de artigos em diversas conferências, nomeadamente no VII Congresso de Sociologia, na 5ª Conferência Internacional de Ciências Sociais, na Conferência ECER 2012, na X Conferência de Psicologia Ambiental, no V Congresso Ibérico e III Congresso Ibero-Americano de Ciências e Técnicas do Frio, e no 1º Congresso de Ambiente e Sociedade que decorreu em Lisboa.

PAP0704 - O lugar do trabalho na vida dos diplomados do ensino superior em processo de inserção profissional
Resumo de PAP0704 - O lugar do trabalho na vida dos diplomados do ensino superior em processo de inserção profissional PAP0704 - O lugar do trabalho na vida dos diplomados do ensino superior em processo de inserção profissional
PAP0704 - O lugar do trabalho na vida dos diplomados do ensino superior em processo de inserção profissional

Grupo de Trabalho: Inserção de diplomados do ensino superior: relações objectivas e subjectivas com o trabalho A inserção profissional dos diplomados do ensino superior tem sido alvo de estudos europeus e nacionais devido à complexificação dos percursos profissionais, caracterizados, no presente momento, por configurações diversas. Os diplomados constituem uma população heterogénea, pois diferem nos percursos de inserção profissional de acordo com os recursos que podem mobilizar e as formações académicas que detêm. Atendendo às diferenças que os caracterizam, assim como as oportunidades do mercado de trabalho, as suas trajectórias podem ser lineares e socialmente ascendentes ou intermitentes, pautadas por períodos de precariedade e ou desemprego. Nas sociedades contemporâneas, a importância atribuída pelos indivíduos ao trabalho remunerado tem sido reconhecida, no campo sociológico, visto que os inscreve na estrutura social, legitima socialmente as fases biográficas e permite concretizar aspirações. Mas não se pode ignorar o actual contexto de maiores dificuldades económicas, que pode influenciar a percepção do valor do trabalho, inflacionando-o ou diminuindo-o, e condicionar comportamentos que traduzem o lugar preponderante do trabalho na vida, devido ao investimento temporal que exige e a monopolização que pode exercer sobre os restantes tempos sociais. O trabalho, enquanto esfera da vida social, não pode ser desligado de outras dimensões da vida, pois os indivíduos caracterizam-se por uma múltipla pertença social, que se traduz em investimentos simultâneos na esfera da família, redes de sociabilidade, práticas religiosas, associativas, políticas e culturais e actividades artísticas e desportivas. Assim, ao longo das trajectórias profissionais, os diplomados podem ver as suas práticas influenciadas pelo lugar que o trabalho ocupa na vida: forma de realização pessoal, resultado de condicionalismo económico-financeiro e social ou acesso a recursos para investir nas outras dimensões da vida social a que atribuem maior importância. Mas a maior centralidade atribuída ao trabalho na vida pode não ser sinónimo da sua preponderância face às outras esferas sociais, da mesma forma, que o maior investimento no trabalho pode não ser sinónimo da sua maior centralidade, mas sim ser resultado de constrangimentos financeiros que impelem a um maior investimento temporal no trabalho. Com a presente comunicação, no âmbito do programa de doutoramento em Sociologia na FCSH/UNL, com o apoio da FCT, pretende-se apresentar parte do estudo em curso sobre a percepção que os diplomados do ensino superior em processo de inserção profissional têm do lugar que o trabalho ocupa na vida e de que forma interfere com as outras dimensões da vida social, recorrendo aos dados do projecto «Percursos de inserção dos licenciados», do CESNOVA.
  • CABRAL, Arlinda Manuela dos Santos CV de CABRAL, Arlinda Manuela dos Santos
Licenciada em Ciências da Educação – especialização Gestão da Formação e mestre em Sociologia, é actualmente doutoranda em Sociologia no CESNOVA, com o apoio da FCT. Foi Coordenadora do Gabinete de Gestão de Projectos/Centro de Formação Avançada da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) do Instituto Politécnico de Lisboa, Pró-Reitora para a Graduação, Inovações Pedagógicas e Ensino à Distância da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e Assistente Convidada na ESTeSL. Entre as publicações, destacam-se «Conciliação ou conflito entre o trabalho e as outras esferas da vida social na inserção profissional dos diplomados do ensino superior» (2011), «O brain drain associado aos migrantes universitários cabo-verdianos» (2009), «A construção da escola democrática. Uma reflexão a partir de Jacques Delors, Licínio Lima e Jaume Sebarroja» (2007) e «Recensão crítica Pedagogia do Oprimido», de Paulo Freire (2005). Áreas de interesse: Ensino superior; competências-chave; gestão e qualidade da formação superior.

PAP0811 - Reconfigurações do ensino superior e do mercado de trabalho: contributos teóricos para a análise da inserção profissional dos licenciados em Direito
Resumo de PAP0811 - Reconfigurações do ensino superior e do mercado de trabalho: contributos teóricos para a análise da inserção profissional dos licenciados em Direito  PAP0811 - Reconfigurações do ensino superior e do mercado de trabalho: contributos teóricos para a análise da inserção profissional dos licenciados em Direito
PAP0811 - Reconfigurações do ensino superior e do mercado de trabalho: contributos teóricos para a análise da inserção profissional dos licenciados em Direito

A presente proposta visa inscrever-se no Grupo de Trabalho submetido ao VII Congresso Português de Sociologia com a designação “Inserção de diplomados do ensino superior: relações objectivas e subjectivas com o trabalho”. Esta comunicação enquadra-se num projecto de investigação sobre inserção profissional de jovens licenciados e pretende contribuir para a articulação conceptual entre os estudos da inserção profissional e da sociologia das profissões, a partir da análise das reestruturações dos mercados de trabalho e do ensino superior e da forma como estas novas dinâmicas têm enformado as profissões e os percursos profissionais dos licenciados em Direito. Nas últimas três décadas, a expansão do ensino universitário, público e privado, especificamente da área do Direito, quer em termos do número de vagas quer em termos do número de cursos, conferiu o acesso generalizado ao ensino superior, aumentando substancialmente o volume relativo e absoluto destes diplomados. O curso em Direito, historicamente associado a um relativo fechamento social, foi-se tornando permeável ao progressivo alargamento da sua base de recrutamento potenciando diferentes estratégias e representações dos vários agentes envolvidos, como o caso dos representantes do ensino superior e dos grupos profissionais das áreas jurídicas. Em paralelo, têm ocorrido profundas recomposições dos mercados de trabalho e da estrutura socioprofissional, em particular das profissões jurídicas, mudanças estas associadas à emergência dos processos de globalização dos mercados económicos, como a concentração dos serviços jurídicos em grandes empresas, o progressivo assalariamento e a crescente especialização e segmentação interna dos profissionais. A estas tendências acresce a generalização das formas atípicas de emprego, visível na flexibilização e na precariedade, sobretudo com maior impacto junto dos jovens licenciados, como têm atestado os estudos na área da inserção profissional. Procura-se, no âmbito desta comunicação, sistematizar as tendências quer do ensino universitário quer do mercado de trabalho num esforço de deslumbrar pistas teóricas para a compreensão das trajectórias profissionais dos licenciados em Direito. Esta reflexão beneficiará do confronto entre as principais correntes teóricas da sociologia das profissões e dos trabalhos desenvolvidos no âmbito da inserção profissional e do recurso à análise de dados de fontes secundárias: indicadores e dados estatísticos sobre a evolução e a situação profissional destes licenciados. Prevê-se com este debate potenciar uma discussão profícua sobre os desafios com que se deparam os juristas na sociedade portuguesa contemporânea.
  • SANTOS, Mónica CV de SANTOS, Mónica
Mónica Santos, licenciada e mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia de Coimbra. Investigadora integrada do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia com projecto intitulado “As trajetórias profissionais dos licenciados em Direito: análise dos tipos de percursos e identidades sociais e profissionais e sociais” (SFRH/BD/75312/2010). Tem participado em diversos projectos de investigação nas áreas da inserção profissional de licenciados, das escolhas profissionais e escolares e do empreendedorismo social. Co-autora do livro “Licenciados, precariedade e família” (2009), Porto: Estratégias Criativas. Os seus interesses de investigação centram-se na Sociologia do trabalho e das profissões e na sociologia da educação.

PAP0472 - Sociologia no Ensino Médio: a Teoria de Gênero abordada no material didático e nas práticas educativas das escolas públicas de Uberlândia/MG/Brasil
Resumo de PAP0472 - Sociologia no Ensino Médio: a Teoria de Gênero abordada no material didático e nas práticas educativas das escolas públicas de Uberlândia/MG/Brasil  PAP0472 - Sociologia no Ensino Médio: a Teoria de Gênero abordada no material didático e nas práticas educativas das escolas públicas de Uberlândia/MG/Brasil
PAP0472 - Sociologia no Ensino Médio: a Teoria de Gênero abordada no material didático e nas práticas educativas das escolas públicas de Uberlândia/MG/Brasil

O presente projeto busca analisar conteúdo programático de Sociologia, presente no material didático, referente à questão de gênero, bem como as práticas pedagógicas estabelecidas entre professores e estudantes do Ensino Médio, nas escolas públicas da cidade de Uberlândia/MG/Brasil, no intuito de compreender e contribuir para diversas e distintas posturas em relação a temática em questão. Em conformidade com o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, cujo princípio fundamental é “assegurar direitos e melhorar a qualidade de vida das mulheres brasileiras em toda a sua diversidade, por meio da igualdade e respeito à diversidade, equidade na garantia dos direitos universais às mulheres, respeito à autonomia das mulheres com justiça social, aliadas à presença do Estado com Políticas Públicas direcionadas à elas, por meio de universalidadedas políticas e transparência dos atos públicos”, nosso estudo faz-se importante na busca do cumprimento desses princípios. Nos últimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana (violências praticadas nas ruas, como assaltos, seqüestros, extermínios, etc.); violência doméstica (praticadas no próprio lar); violência familiar e violência contra a mulher, que, em geral, é praticada pelo marido, namorado, ex-companheiro, etc., enfim relações de violência, preconceito, discriminação em relação às mulheres de todas as classes sociais, raças, etnias, profissões, etc. Dessa forma, as relações entre homens e mulheres encontram-se longe da complementaridade, da igualdade, da convivência pacífica. Compõem-se como relações de oposição, contraditórias, desiguais, muitas vezes violentas e por conseguinte justificamos a necessidade de refletir sobre o assunto de forma prática e teórica, a fim de realizarmos o enfrentamento dessas questões nos diferentes níveis. Embora esse projeto não trabalhe com a violência explícita, ao trabalharmos com processo educativo e material didático, estaremos trabalhando com a idéia de violência simbólica (Bourdieu) presente nas relações educativas e entre gêneros. Compreendemos ser de fundamental importância tratar sobre questões de gênero e violência nos conteúdos programáticos da disciplina de Sociologia no Ensino Médio. Sendo assim, o nosso projeto propõe-se a analisar o material didático, bem como as estratégias de trabalho pedagógico utilizados na disciplina de Sociologia, em escolas públicas de Ensino Médio de Uberlândia, a fim de compreender e propor alternativas de análise e trabalho pedagógico que contemplem as discussões clássicas e críticas de gênero e sua adequação a vida cotidiana.
  •  PAULA, Sandra Leila de CV - Não disponível 
  •  MACEDO, Miriam Rosa CV - Não disponível 
  •  MORAES, Karine Ferreira de CV - Não disponível 

PAP1007 - Tempos de trabalho e proteção social no Brasil
Resumo de PAP1007 - Tempos de trabalho e proteção social no Brasil PAP1007 - Tempos de trabalho e proteção social no Brasil
PAP1007 - Tempos de trabalho e proteção social no Brasil

Este artigo tem por objetivo a análise da relação existente entre os tempos de trabalho e a proteção social no Brasil. No caso brasileiro, diferentemente das sociedades industrializadas européias, a construção do Estado social não se estabeleceu através do caráter da universalidade, uma vez que se fez a partir de uma base social fundada na sociedade patrimonial, na qual o trabalho sempre foi visto de forma negativa, resultante da concepção de que a ordem social se constituiu a partir do acesso ou não à posse da terra. Essa acessibilidade significou, por sua vez, a determinação do estatuto social atribuído ao trabalho nessa sociedade. Este estatuto foi estabelecido através de uma divisão social que definiu, por um lado, a condição de direito ao usufruto do trabalho alheio (privilégio das famílias patrimoniais) e, de outro, a condição de obrigação ao trabalho (próprio daqueles que se encontravam privados de acesso à posse da terra). Essas características patrimoniais persistiram ao longo do tempo, se mantendo na sociedade capitalista, com conseqüências diretas no campo da proteção social. Com isso, mecanismos de proteção social passaram a ser institucionalizados através da exclusividade (privilégio de determinadas atividades e segmentos sociais) e pelo estatuto social do trabalho (obrigação e não direito social). A partir dessa percepção, é possível estabelecer uma conexão entre os tempos de trabalho em suas diversas modalidades – jornada, duração semanal, duração anual e duração na escala do ciclo de vida – e a configuração dos mesmos no campo da proteção social, partindo da premissa de que tais tempos não se estruturam enquanto mecanismos de proteção social, advindo daí a dificuldade dos trabalhadores brasileiros em reduzirem os tempos de trabalho, ampliarem as férias e as licenças (parentais, de formação, sabáticas) e reduzirem o tempo destinado à aposentadoria, posto que o a concepção patrimonial acerca do trabalho se mantém preservada na configuração social vigente e o mesmo deve ser explorado ao máximo, uma vez que a redução nos tempos de trabalho afronta a concepção do trabalho enquanto obrigação.
  • FREITAS, Revalino Antonio de CV de FREITAS, Revalino Antonio de
Revalino Antonio de Freitas
Graduado em Ciências Sociais, Mestre em Educação pela Universidade Federal de Goiás e Doutorado em Sociologia. Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Goiás. Tem investigado sobre Tempo de Trabalho, Tempos sociais, Proteção Social, Desemprego, Trabalho docente e Educação. Co-organizador do Dossiê “Políticas Públicas, Gênero e Trabalho”, em Sociedade e Cultura (v. 11, n. 2, 2008). Foi, ainda Co-organizador das coletâneas “Sociologia e educação em direitos humanos (2010), “Sociologia no ensino médio: experiências e desafios” (2010), “Ensino de Sociologia: currículo, metodologia e formação de professores” (2011) e “Trabalho e Gênero: entre a solidariedade e a desigualdade” (2011).

PAP0186 - The impact of diversity and team culture on the effectiveness of workgroups
Resumo de PAP0186 - The impact of diversity and team culture on the effectiveness of workgroups PAP0186 - The impact of diversity and team culture on the effectiveness of workgroups
PAP0186 - The impact of diversity and team culture on the effectiveness of workgroups

The central aim of the present research is to contribute for the clarification of the conditions under which teams can be successful analysing the direct and interactive effects of diversity and of the team cultural orientation towards learning on team outcomes (team performance, team member satisfaction, team member quality of life). Research developed on the way group composition affects group performance, cohesion, group members’ commitment, satisfaction and other indicators of effectiveness, is abundant but not conclusive. In fact, whereas some studies pointed to the existence of a significant effect of diversity on team results (Bantel & Jackson, 1989, Webber & Donahue, 2001) others found no significant, or even negative, relationships (Bowers, Pharmer, & Salas, 2000). Some scholars have been arguing the need to consider specific contextual variables when modelling the relationship between diversity and performance (Bowers et al., 2000; Williams & O’Reilly, 1998). In the present study the moderator role of a contextual variable that is significantly related to the way the group deals with knowledge and learning is considered: the team cultural orientation towards learning A learning culture can be defined as an orientation toward the promotion, facilitation, sharing and dissemination of individual learning (Rebelo, 2006). Openness, experimentation, error acceptance are some of the characteristics that are present in a team with this type of culture. We argue that teams with a culture oriented toward learning are more able than teams less oriented toward learning to process different kinds of information, ideas and knowledge that emerge as a result of the presence of different kinds of people. Thus, it is in a context of high team learning culture that diversity can promote effectiveness. To test our hypotheses a non-experimental research was conducted. Seventy-three workgroups from different industrial and services companies, that perform complex and non-routine tasks, were surveyed. Multiple regression analyses were conducted and results revealed that the team orientation towards learning improves team member satisfaction and team member quality of life. Diversity presented, as well, a positive impact on team member satisfaction and on team member quality of life, but the effect was just marginally significant. However no interactive effects were identified. This study highlights that the orientation of teams towards the promotion, facilitation, sharing and dissemination of learning constitutes a competitive advantage.
  • LOURENÇO, Paulo CV de LOURENÇO, Paulo
  • DIMAS, Isabel CV de DIMAS, Isabel
PAULO RENATO LOURENÇO
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Universidade de Coimbra
Rua do Colégio Novo
Apartado 6153
3001-802 Coimbra PORTUGAL

Paulo Renato Lourenço is an Assistant Professor of Work, Organizational and Personnel Psychology at the Coimbra University (Portugal). He earned his PhD in Work and Organizational Psychology from the University of Coimbra. His current research interests include work teams, effectiveness, conflict management and leadership. He has written several academic papers about these topics (Leadership and effectiveness: a revisited relationship, Conflict and group/team development: an integrated approach, From plurality to bi-dimensionality of group effectiveness) and he is a member of the Coordination Team of the European Master on Work, Organizational, and Personnel Psychology (WOP-P) - Erasmus Mundus Programme, in Coimbra, and also a member of the Coordination Team of the College Doctoral Tordesillas (CDT) in Work, Organizational, and Personnel Psychology.
ISABEL DÓRDIO DIMAS
idimas@ua.pt
Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda
Universidade de Aveiro
Apartado 473
3754 – 909 Águeda PORTUGAL
Phone: (+351) 234 611 500
Fax: (+351) 234 611 540

Isabel Dórdio Dimas is an Assistant Professor of Organizational Psychology at University of Aveiro (Portugal) and a collaborator and researcher at University of Coimbra. She earned her PhD in Organizational Psychology from the University of Coimbra. Her current research interests include workgroups, intragroup conflict, conflict management, diversity and emotions in the group. She has written several academic papers within these fields. She is also a member of the team of the Tordesillas Doctoral College in Work, Organizational, and Personnel Psychology.

PAP0438 - Trabalho e Parentalidade: A acomodação e custos da maternidade e da paternidade para os indivíduos e as organizações
Resumo de PAP0438 - Trabalho e Parentalidade: A acomodação e custos da maternidade e da paternidade para os indivíduos e as organizações PAP0438 - Trabalho e Parentalidade: A acomodação e custos da maternidade e da paternidade para os indivíduos e as organizações
PAP0438 - Trabalho e Parentalidade: A acomodação e custos da maternidade e da paternidade para os indivíduos e as organizações

O aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho, é acompanhado de uma maior exigência na definição dos termos da igualdade de oportunidades e de tratamento de mulheres e homens no mercado de trabalho, assim como de necessidades crescentes em termos de modalidades de trabalho flexíveis e de regimes de dispensas e licenças. Considerando que cada vez menos mulheres interrompem a sua actividade profissional quando se tornam mães e cada vez mais homens usufruem dos seus direitos de ausência ao trabalho para se ocuparem da família, o modo como o mundo do trabalho acolhe, especialmente a maternidade e a paternidade, surge como uma questão central. Com esta comunicação, na qual serão discutidos alguns dos resultados de um estudo conduzido pela autora no âmbito da sua dissertação de Mestrado, procura-se analisar, não só as condições de acomodação dos regimes de protecção da maternidade e da paternidade nos locais de trabalho, e os custos (materiais e imateriais) da parentalidade para os indivíduos, mas também o peso que os custos da parentalidade representam para as organizações que empregam as mães e os pais. Do ponto de vista metodológico, a prossecução destes objectivos implicou o recurso a uma diversidade de contributos teóricos, e compreendeu a condução de entrevistas individuais com 192 mães e pais trabalhadores/as, a realização de um estudo de caso em empresa de média dimensão, e a análise estatística dos dados relativos a Portugal contidos no Painel Europeu de Agregados Domésticos Privados (PEADP).
  • LOPES, Mónica Catarina do Adro CV de LOPES, Mónica Catarina do Adro
Mónica Lopes é Mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia da
Universidade de Coimbra e frequenta, actualmente, o programa de
doutoramento em Sociologia pela mesma Faculdade. Enquanto
investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES), tem participado em
diversos projectos de investigação/avaliação relacionados com
políticas e práticas de igualdade entre mulheres e homens,
responsabilidade social das organizações e organizações da sociedade
civil. Os seus interesses de investigação incluem avaliação de
políticas públicas, terceiro sector, políticas sociais e relações
sociais de sexo, políticas de conciliação trabalho/família, mercado de
trabalho e maternidade/paternidade.

PAP0682 - Trabalho e gênero no setor confeccionista brasileiro de Uberlândia - MG
Resumo de PAP0682 - Trabalho e gênero no setor confeccionista brasileiro de Uberlândia - MG PAP0682 - Trabalho e gênero no setor confeccionista brasileiro de Uberlândia - MG
PAP0682 - Trabalho e gênero no setor confeccionista brasileiro de Uberlândia - MG

Este trabalho apresenta resultados parciais de uma pesquisa intitulada “A feminização do setor confeccionista em Uberlândia: representações sociais e condições de trabalho”. O presente texto analisa os mecanismos que respondem pela feminização do setor de confecções, um dos mais importantes no cenário da produção industrial de Uberlândia, município brasileiro do interior do Estado de Minas Gerais, que responde pela produção média de 5500 peças/mês - constituído por 90% de mulheres e 10% de homens. Focaliza, ainda, aspectos da divisão sexual do trabalho nas unidades fabris do setor, as condições de trabalho dos(as) operários(as), e as estratégias utilizadas para conciliar as atividades fabris e domésticas. Procura elucidar a imbricação das relações de classe e de gênero que informam as relações estabelecidas no espaço profissional ora analisado, considerando que sua feminização contribui para a precarização do trabalho no setor, hipótese corroborada por denúncias de dumping social praticado por unidades fabris do município, e também pelo fato do setor terceirizar determinadas etapas da produção para reduzir seu custo e ampliar a margem de lucro; de utilizar-se, em larga medida, de atividades façonistas que perfazem 40% da produção local, nas quais também predomina o trabalho de mulheres que, não raro, veem nessas modalidades precarizadas de trabalho, a possibilidade de conciliar as atividades fabris e domésticas. Considera-se que o predomínio da mão-de-obra feminina no setor analisado resulta da trama de relações de gênero que transversam a totalidade social, entendidas estas, como construções histórico-culturais que, no intuito de justificar e legitimar relações desiguais, hierarquizadas, estabelecidas entre sujeitos sociais de sexos diferentes, naturalizam-nas. E o atual sistema de acumulação flexível delas se apropria, utilizando-as como um dos mecanismos potencializadores da produtividade, e geradores de formas específicas de exploração e dominação. O estudo, de natureza qualitativa, ancora-se em vertentes da Sociologia do Trabalho e dos Estudos das relações sociais de sexo/gênero, sobretudo, nas reflexões de Scott, Kergoat e Hirata. O texto resulta de pesquisas bibliográficas, documental, e de campo - por meio da observação dos espaços de trabalho, da aplicação de questionários e realização de entrevistas semi-estruturadas.
  • VANNUCHI, Maria Lúcia CV de VANNUCHI, Maria Lúcia
Maria Lúcia Vannuchi possui doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003), e mestrado em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Goiás (1990). É graduada em História e em Ciências Sociais. Atualmente é professora adjunta II do INCIS da Universidade Federal de Uberlândia - UFU. É membro do Colegiado do Curso de Graduação em Ciências Sociais - UFU, e integrante da linha 1 do PPGCS - Cultura, Identidades, Educação e Sociabilidade. Integra o NEGUEM - Núcleo de Estudos de Gênero,Violência e Mulheres - UFU, e o NUPECS - Núcleo de Pesquisa em Ciências Sociais - UFU. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia do Trabalho e das Relações de Gênero. Temas de investigação: gênero e trabalho, identidades de gênero e subjetividades.

PAP0058 - Trabalho na Modernidade: sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.
Resumo de PAP0058 - Trabalho na Modernidade:  sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores. PAP0058 - Trabalho na Modernidade:  sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.
PAP0058 - Trabalho na Modernidade: sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.

O presente texto tem como objectivo analisar os conceitos de modernidade e trabalho, abordando teorias que são essenciais para compreender como neste período se estabeleciam as relações de trabalho. A proposta central do trabalho consiste em discutir a regulamentação das relações de trabalho nos moldes capitalistas modernos, buscando demonstrar como a incerteza de obter trabalhos assalariados e o risco de precariedade nas condições trabalhistas afectam as relações de trabalho e as relações entre os indivíduos, para isso realizou-se previamente uma pesquisa bibliográfica, para que relacionando as bases teóricas de Ricardo Antunes, Zygmunt Bauman, Marshall Berman, Maria da Graça dos Santos Dias e Karl Marx, fosse possível captar e compreender a problemática moderna do ritmo do trabalho capitalista e a promoção da dignidade humana. O período da modernidade está estreitamente ligado ao modo de produção capitalista, já que a categoria do trabalho é central. Karl Marx aborda o conceito de trabalho em seu sentido amplo e económico, sendo de extrema relevância para esta pesquisa. Este período é marcado por paradoxos, ambiguidades e contradições, que estão intrínsecas no modo de produção capitalista. Embora haja a perspectiva de progresso, a revolução contínua da modernidade faz com que alguns indivíduos fiquem excluídos pela miséria e opressão advindos da separação de classes, o que desencadeia na redução das possibilidades de desenvolvimento individual, contrariando os preceitos iluministas. Portanto, a partir da discussão teórica conclui-se que a modernidade proporcionou o aumento das contradições existentes na sociedade, pois pela incessante exploração do trabalhador, visando o aumento da dominação burguesa e não a possibilidade de progresso individual pelo trabalho, faz com que embora o enriquecimento do trabalhador seja possível, se torne pouco provável; devido às condições materiais de existência serem destoantes entre os indivíduos, desencadeando a separação entre as classes, a alienação e a opressão.
  • SANTOS, Gabriela de Morais CV de SANTOS, Gabriela de Morais
Nome/ Gabriela de Morais Santos
afiliação institucional: Estudante da Universidade Tecnica de Lisboa do Instituto de Ciencias Sociais e Politicas no curso de Sociologia. Estuda em Lisboa pelo Convenio entre a universidade Federal de Uberlandia; instituicao de origem, com a universidade brasileira

Area de formação/ Estudante de Ciencias Sociais; abrangendo os cursos de Sociologia; antropologia e ciencia politica
Interesses de investigação/ Sociologia urbana; sociologia do trabalho e antropologia cultural: ja realizado investigacoes nas tres areas

PAP1022 - Trajectórias-tipo dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes: percursos laborais e de vida
Resumo de PAP1022 - Trajectórias-tipo dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes: percursos laborais e de vida PAP1022 - Trajectórias-tipo dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes: percursos laborais e de vida
PAP1022 - Trajectórias-tipo dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes: percursos laborais e de vida

O abstract que vimos por este meio submeter à apreciação dos coordenadores da Secção Temática Migrações, Etnicidade e Racismo tem por base o projecto Percursos laborais e de vida dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes nos novos sectores de serviços, o qual resulta de um protocolo SOCIUS / ACIDI. O fluxo de imigrantes para o nosso país nas últimas três décadas constitui um dos aspectos mais relevantes da demografia portuguesa. Neste quadro, assume particular importância conhecer a forma como é que a socialização e a integração vêm a processar-se. No contexto actual de crise e desregulamentação dos mercados de trabalho fortemente penalizadora da mão-de-obra jovem em geral, levanta preocupações sérias a situação dos imigrantes jovens e daqueles que embora tendo nascido já em Portugal, por razões culturais, possam estar a ser afectados por processos de marginalização e dumping social. A investigação incidiu sobre a área metropolitana de Lisboa, zona onde há uma maior concentração de imigrantes e, também, de actividades escolhidas para o estudo. Estas dizem respeito ao sector dos serviços, seleccionando, dentro destes, os subsectores portadores das novas tendências de uma economia de serviços avançados ligados às novas tecnologias de informação e comunicação (call centres), novas formas de comércio (centros comerciais) e restauração (nomeadamente fast-food). Foram realizadas 40 entrevistas semi-estruturadas: 10 a interlocutores privilegiados (dirigentes sindicais, representantes de associações de jovens e de associações de imigrantes) e 30 a jovens de ambos os sexos, com idades entre os 15 e os 29 anos, que trabalham nos subsectores acima mencionados, repartidos entre jovens nacionais, descendentes de imigrantes e imigrantes eles mesmo. A comunicação que propomos terá na sua base as respostas do projecto às seguintes questões: Serão os jovens imigrantes e os descendentes de imigrantes mais afectados do que os “jovens nacionais” por percursos laborais e de vida mais irregulares e problemáticos? Quais as «trajectórias-tipo» de uns e de outros? Qual a percepção destes jovens sobre as suas condições de trabalho e de vida? Apresentaremos as principais conclusões retiradas das entrevistas, sendo que existem indícios que a inserção no mercado de trabalho é afectada sobretudo por outros factores que não necessariamente a condição da nacionalidade (de onde destacamos a escolaridade e os recursos familiares). Concluímos também que os jovens imigrantes parecem ter uma perspectiva mais positiva face ao futuro do que os restantes. Por seu lado, os descendentes são os que aparentam ter menores possibilidades de saída de situações de trabalho e de vida mais precárias.
  • CERDEIRA, Maria Conceição CV de CERDEIRA, Maria Conceição
  • EGREJA, Catarina CV de EGREJA, Catarina
  •  KOVACS, Ilona CV - Não disponível 
Maria da Conceição Santos Cerdeira é licenciada em Sociologia pelo ISCTE e doutorada em Sociologia Económica e das Organizações pelo ISEG-UTL, instituição onde exerceu actividade docente durante cerca de duas décadas. Actualmente é Professora Associada no ISCSP, membro integrado do CAPP e membro associado do SOCIUS. Participou na elaboração do Livro Verde das Relações Laborais e integrou a Comissão do Livro Branco das Relações Laborais. Isoladamente ou em co-autoria publicou algumas dezenas de obras, destacando-se, entre as últimas (com J. Dias): “Trade Union Strategies, Precariousness and Sustainable Development: an Analysis of the Portuguese Case”, in Garibaldo, Francesco / Yi, Dinghong (eds.), (20012), Labour and Sustainable Development North-South Perspectives, Frankfurt am Main, Berlin, Bern, Bruxelles, New York, Oxford, Wien: Peter Lang International Academic Publishers, pp. 219-236.
Catarina Egreja, licenciada em Sociologia e Mestre em Economia Social e Solidária, pelo ISCTE-IUL. Tem colaborado em variados projectos em diferentes centros de investigação, encontrando-se actualmente no IN+ (Centro de Estudos em Inovação, Tecnologias e Políticas de Desenvolvimento), do Instituto Superior Técnico. A sua principal área de investigação tem sido a Imigração.

PAP0558 - Voluntariado e Emprego: similaridades e diferenças. Resultados de um estudo nacional sobre voluntariado
Resumo de PAP0558 - Voluntariado e Emprego: similaridades e diferenças. Resultados de um estudo nacional sobre voluntariado PAP0558 - Voluntariado e Emprego: similaridades e diferenças. Resultados de um estudo nacional sobre voluntariado
PAP0558 - Voluntariado e Emprego: similaridades e diferenças. Resultados de um estudo nacional sobre voluntariado

A análise parte da premissa de que, não obstante a existência de diferenças de índole objetiva entre o voluntariado e o emprego remunerado, ambas as realidades ostentam inequívocas similaridades. Da mesma forma, observa a existência de uma gradual interpenetração entre as duas esferas. Neste sentido, começando por especificar o que, em termos legais e conceptuais é considerado “voluntariado”,”emprego” ou “remuneração”, assim como algumas das principais discussões em torno dos conceitos, a análise traça um quadro comparativo entre o voluntariado e o emprego/trabalho remunerado, atendendo às suas principais especificidades. Logo, atende aos seguintes indicadores: relação entre voluntários e trabalhadores; relação entre voluntários e órgãos de direção; potenciais focos de conflitos na definição de papéis; tipologias e natureza das atividades desenvolvidas; processos de recrutamento e seleção; vínculos “contratuais”; e, por último, motivações e expectativas. A análise conclui a existência de uma inequívoca relação de proximidade entre voluntariado e emprego, destacando, como aspeto principal, o carácter complementar do trabalho de voluntariado face ao trabalho remunerado. No entanto, não deixa de chamar a atenção para as graduais tentativas de “instrumentalização” do voluntariado, emergentes quer de algumas propostas político-partidárias, quer do próprio mercado de emprego, apontando para o risco de lhe serem “retiradas” algumas das suas características intrínsecas, nomeadamente: o ser desinteressado, de iniciativa pessoal, não remunerado, em prol de um terceiro. Da mesma forma, aponta para um risco maior: o trabalho voluntário passar a substituir o trabalho remunerado, aspeto mais evidente nas áreas sociais e assistenciais, colocando, inclusive, em causa o papel do próprio Estado Providência.
  • SERAPIONI, Mauro CV de SERAPIONI, Mauro
  • MARQUES, Ricardo CV de MARQUES, Ricardo
  •  LIMA, Teresa Maneca CV - Não disponível 
Mauro Serapioni é licenciado em Ciências Políticas e Sociais pela Universidade de Bolonha (1983), obteve o mestrado em Gestão dos Sistemas Locais de Saúde pelo Instituto Superior de Saúde de Roma (1994) e possui o doutorado em Ciências Sociais e Saúde pela Universidade de Barcelona (2003). Atualmente é investigador do Centro de Estudos Sociais e docente do Doutorado “Democracia no Século XXI” da Universidade de Coimbra. Anteriormente foi Visiting Fellow da Universidade de Bolonha, professor da Universidade Estadual do Ceará, consultor da Organização Pan-Americana de Saúde e do Ministério de Saúde do Brasil, docente da Universidade de Bolonha (UNIBO) e da Universidade de Modena e Reggio Emilia (UNIMORE). Principais áreas de investigação: Participação dos cidadãos no sistema de saúde, Desigualdades sociais e saúde, Avaliação de serviços e políticas de saúde, Processo de reforma do sistema de saúde. É autor de vários trabalhos publicados em Brasil, Itália, Portugal e França, sobre essas temáticas.
Ricardo Marques é licenciado em Sociologia e Mestre em Sociologia
Cidades e Culturas Urbanas pela Faculdade de Economia da Universidade
de Coimbra e doutorando em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento
na Universidade Aberta. É sociólogo, colaborador do Centro de Estudos
Sociais da Universidade de Coimbra no âmbito do projeto “Estudo sobre
os Jovens do concelho de Coimbra”. Integrou, como bolseiro de
investigação, o projeto “Estudo sobre o Voluntariado, coordenado por
Mauro Serapioni, Sílvia Ferreira e Teresa Maneca Lima e financiado
pela Fundação Eugénio de Almeida.

PAP1327 - Voluntariado: complemento às aspirações do trabalho remunerado
Resumo de PAP1327 - Voluntariado: complemento às aspirações do trabalho remunerado PAP1327 - Voluntariado: complemento às aspirações do trabalho remunerado
PAP1327 - Voluntariado: complemento às aspirações do trabalho remunerado

Desejo inscrever a comunicação no GT "Inserção de diplomados do ensino superior: relações objectivas e subjectivas com o trabalho". Na presente comunicação identificamos a prática do voluntariado como uma forma de complementar aspirações satisfeitas ou não por meio do trabalho remunerado, principalmente aquelas ligadas à ajuda e à autonomia. Além disso, demonstramos como a realização de voluntariado varia de acordo com a área de formação acadêmica, sendo baixa na área de "Saúde e proteção social", identificada pelos profissionais da mesma como tendo um forte cariz altruísta. O universo de análise é a população licenciada no ano 2004-2005 de duas universidades públicas de Lisboa. Utilizamos uma matriz de dados quantitativos com base no inquérito realizado no âmbito do projeto de investigação "Percursos de inserção dos licenciados: relações objectivas e subjectivas com o trabalho" (PTDC/CS-SOC/098459/2008), aplicado a uma amostra de 1004 indivíduos. Conjugamos a esse material a análise temática de entrevistas aprofundadas com 8 destes, centradas na relação entre o trabalho remunerado e o voluntariado. Os dados apontam para uma alta apetência para o voluntariado entre a população em estudo, com 44% sendo ou tendo sido voluntário e 30% declarando-se interessados em sê-lo. Há entretanto uma distribuição marcadamente desigual pelas áreas científicas de formação, sendo maior na área de "Artes e Humanidades" e menor nas de "Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção" e "Saúde e proteção social". Analisando esse desequilíbrio, apresentamos então algumas formas pelas quais a atuação profissional se relaciona com a apetência para o voluntariado. À menor adesão ao voluntariado na área da "Saúde e proteção social" está relacionada a percepção de "dever cumprido" (tanto por parte dos próprios profissionais sobre si mesmos, quanto dos de outras áreas em relação àqueles) verificada por meio das entrevistas aprofundadas. Na área de "Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção", há menor apetência para o desenvolvimento de atividades ligadas ao altruísmo. Apresentamos por fim a distribuição do voluntariado entre onze indicadores de valores subjetivos do trabalho remunerado constantes do inquérito, com destaque para três deles: "ajudar aos outros", "progredir na carreira" e "adquirir novos conhecimentos por meio do trabalho remunerado".
  • CUNHA, Simone C. da CV de CUNHA, Simone C. da
Atua profissionalmente como jornalista, tendo iniciado a pesquisa em sociologia e o aprofundamento na investigação académica por meio do mestrado em Sociologia, concluído em 2011 na Universidade Nova de Lisboa. Em jornalismo, se especializou na área de economia, tendo trabalhado como correspondente freelancer desde Portugal para veículos brasileiros como o jornal O Globo e a revista Carta Capital e, no Brasil, na Folha de S. Paulo. Hoje trabalha no site de notícias G1, da TV Globo.
Por conta da experiência profissional voltada à economia, a sociologia torna-se uma ferramenta para compreender mais aprofundadamente o universo econômico, observado no dia a dia. Diante disso, a escolha específica do recorte do voluntariado sob a perspectiva do mercado de trabalho e, de uma forma mais abrangente, o estudo da influência do mercado de trabalho nas relações e aspirações pessoais são vistas como ponto de partida para a investigação académica sociológica e interessantes perspectivas para o futuro.