PAP1083 - Portugueses na Galiza, cidadania diferenciada nun contexto transnacional
O Objetivo desta comunicação é o de apresentarmos a realidade da maior comunidade estrangeira na Galiza (Espanha) e os processos que este movimento migratório representa. O maior número de pessoas com nacionalidade não espanhola na aqui são os portugueses, no ano 2010, mais de 21000, segundo os dados do INE (instituto de estatística da Espanha), sendo isto unha particularidade da Comunidade Galega, pois no conjunto da Espanha não acontece tal. Este facto não é só destacável por si só, pois estes 21000 portugueses só representavam aproximadamente um 0,8% da população total da Galiza, e tendo em conta que Portugal é um país com uma forte tradição emigrante também não é este um número significativo em quanto aos dados totais de saídas. Mas, se o pensarmos este stock migratório em termos qualitativos si o é; já que poderemos atingir grande número de elementos teórico, para a análise a partir desta população trasladada; em primeiro lugar, é a origem duma serie de processos migratórios muito interessantes, assim como um espantoso elemento de analise para entendermos uma conceição antropológica, econômica e política em novidade e em trocas constantes, tanto num plano de conceição dum estado multinacional, a Espanha, como na conceição e criação de comunidades políticas transnacionais como é a U.E e alguns órgãos de integração da mesma.
Pelo que o objetivo principal da investigação foi reconhecer e estudar até que ponto se faz visível que estas pessoas com nacionalidade portuguesa e residentes na Galiza; a pesar de morarem numa comunidade muito próxima a nível cultural e geográfico e de compartirem um marco supraestatal comum com pretensões de criar uma cidadania comum européia, e sem uma fronteira fechada; não estão equiparadas a nível subjetivo com os cidadãos autóctones e estão abocados a sofrerem uma serie de passos de descapitalização, além de estarem, expostos a infinidade de estereótipos negativos que influem negativamente no seu assentamento.
É especialmente destacável como entre os dois territórios que fazem parte do processo que estudamos existe uma forte relação em diversos âmbitos, especialmente chamativo em termos culturais, podendo considerar tais territórios como um território dalgum jeito entendido como transnacional, entendendo por transnacional como “certos grupos vivendo em espaços transfronteiriços com interesses comuns de natureza cultural, desportiva, política ou doutro tipo, podendo ver-se a si próprios como comunidades” (Castels 2005),mas ainda assim a proximidade geográfica e cultural, etc; não é suficiente elemento integrador tamén a pesar das já citadas instituições européias; e das possibilidades legais no processo migratório. Pois a presença das alteridades criadas durante séculos pelos estados- nações tradicionais são superiores às próprias sinergias contemporâneas içadas com a construção duma difusa Cidadania Européias.
- José Daniel Arias Fernández, 28 anos, Licenciado em Ciencias Políticas e da Administração na Universidade de Santiago de Compostela; tenho feito Erasmus na Universidade do Minho no curso de Relações Internacionais.
- Mestrado Oficial em Migrações Internacionais na Faculdade de Sociologia da Universidade da Corunha. Atualmente estou a começar com os meus estudos de doutoramento, cuja tese terá por título "Migracións portuguesas á Galiza entre transnacionalismo e alteridade, ruralidade e urbanidade posicionamentos a debate."
- Experiencia laboral em várias organizações do terceiro setor entre as que destaco ter sido Co-Criador do site "africanews.es" e colaborador habitual e antigo bolseiro na organização italiana "africanews.it".
- Atualmente emigrante em Edinburgh (Escocia), onde trabalho como camareiro de evento, assim como tenho emigrado anterioriomente a Londres onde trabalhei como fregapratos durante 4 meses.
- Falo Galego, Espanhol, Português, Italiano e Inglês.