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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Valores sociais»

PAP0225 - Tolerância social e valores: uma exploração de modelos explicativos
Resumo de PAP0225 - Tolerância social e valores: uma exploração de modelos explicativos PAP0225 - Tolerância social e valores: uma exploração de modelos explicativos
PAP0225 - Tolerância social e valores: uma exploração de modelos explicativos

As pesquisas sobre a tolerância social e política tiveram origem os EUA, na sua génese dedicavam-se exclusivamente à tolerância face a grupos associados à esquerda do espectro político (comunistas, socialistas, ateus), posteriormente, a análise estendeu-se quer a grupos à direita como a outros grupos minoritários como grupos percebidos como etnicamente diferentes (judeus, muçulmanos, etc), como a grupos estigmatizados por motivos comportamentais (toxicodependentes, gays, etc). Os estudos empíricos sobre tolerância têm vindo a evidenciar um incremento da tolerância nas sociedades ocidentais (Muller, 1988). No mesmo sentido, alguns modelos teóricos de valores sociais defendem uma mudança nas orientações valorativas dos cidadãos nas sociedades contemporâneas, referimo-nos mais especificamente à mudança de valores materialistas para valores pós-materialistas defendida por Inglehart (1990; 1997) e a mudança de valores autoritários para valores libertários advogada por Flanagan e Lee (2003). Estes modelos, embora relativamente semelhantes a nível empírico, apresentam explicações relativamente distintas para a sua relação com a tolerância. Tomando como indicador de tolerância social uma das medidas de distância social de Bogardus (1933), a presente comunicação tem dois objectivos. Em primeiro lugar pretende-se expor a relação teórica entre os dois modelos teóricos de mudança de valores e a tolerância social. Num segundo momento, testa-se empiricamente esta relação de valores sociais com a tolerância social face a três grupos, minorias étnicas (pessoas de outra raça, famílias numerosas, muçulmanos, trabalhadores imigrantes, judeus, ciganos, cristãos) grupos estigmatizados (pessoas com passado criminal, alcoólicos, pessoas desequilibradas, pessoas com SIDA, toxicodependentes, homossexuais) e extremistas políticos (de esquerda e de direita). A verificação empírica recorre aos dados mais recentes do European Value Studies (EVS) cujo trabalho de campo decorreu no ano de 2008.
  • CANDEIAS, Pedro CV de CANDEIAS, Pedro
Pedro Candeias. Licenciado em Sociologia no ISCTE em 2008, mestrando em Sociologia na mesma instituição. Assistente de investigação no CIES-IUL (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia - Instituto Universitário de Lisboa) desde 2009. Principais áreas de investigação: migrações, tolerância social e reinserção social.