• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Populações, Gerações e Ciclos de Vida[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 6 - Envelhecimento, Políticas Públicas e Redes Sociais [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1483 - DIFERENÇAS DE GÉNERO E APOIO SOCIAL EM CONTEXTO CONJUGAL: AS REDES SOCIAIS EM ANÁLISE
    Resumo de PAP1483 - DIFERENÇAS DE GÉNERO E APOIO SOCIAL EM CONTEXTO CONJUGAL: AS REDES SOCIAIS EM ANÁLISE 
    • CRAVEIRO, Daniela CV de CRAVEIRO, Daniela
    •  MATOS, Alice Delerue CV - Não disponível 
    •  MARTINEZ-PECINO, Roberto CV - Não disponível 
    • SCHOUTEN, Maria Johanna CV de SCHOUTEN, Maria Johanna
    •  SILVA, Sara Gabriela CV - Não disponível 
    • PAP1483 - DIFERENÇAS DE GÉNERO E APOIO SOCIAL EM CONTEXTO CONJUGAL: AS REDES SOCIAIS EM ANÁLISE

      Vários estudos apontam a existência de diferenças de género na interação social, desde a adolescência até à idade adulta e velhice. As mulheres tendem a construir redes sociais mais extensas e variadas que os homens (Kalmijn, 2003) e contam mais frequentemente com alguém confidente (Elgar et al., 2011), despendem mais tempo do que os homens a prestar apoio a outrem (Pinquart e Sörensen, 2006) mas também recebem mais apoio (Kessleretal, 1985; Turner, 1994). A maioria dos estudos que têm posto em evidência estas e outras diferenças de género no que diz respeito às redes sociais, em geral, e redes de suporte, em particular, não têm em conta as dinâmicas familiares ou conjugais que suportam ou limitam a prestação de apoio social. A presente proposta pretende contribuir para a compreensão das diferenças de género no apoio social a outrem, tendo em conta precisamente o contexto conjugal, adoptando uma perspectiva comparativa que engloba 20 países europeus. Partindo dos resultados preliminares da quarta vaga (2010) do projecto SHARE (Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe), propõe-se pois a análise transnacional das diferenças de género ao nível das características das redes sociais de homens e mulheres casados/em união e suas implicações na prestação de apoio social, dentro e fora do agregado familiar. Comparam-se homens e mulheres casados/em união com 50 e mais anos quanto à composição e satisfação com a rede social (composição, frequência de contacto, nível de proximidade percebido, nível de satisfação pessoal percebido) e analisa-se o impacto da rede social na prestação de apoio social a outrem, atendendo a aspectos como o tipo de ajuda disponibilizado, a relação estabelecida com o receptor do apoio (filhos, netos, outros), o número de pessoas auxiliadas ou a frequência do apoio prestado. Em suma, visa-se a identificação de redes sociais mais e menos promotoras de comportamentos de apoio, ao mesmo tempo que se equacionam as diferenças entre homens e mulheres em união de diferentes países europeus. A análise contribui para o aprofundamento do estudo das diferenças de género na relação entre a rede social e a prestação de apoio, reflectindo sobre a variabilidade do contexto europeu.
  • Daniela Craveiro é membro integrado do Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho. Mestrada em Psicologia Social pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, tem trabalhado nos últimos 4 anos como assistente de investigação em projectos nas áreas da Educação, Psicologia e Sociologia. Actualmente desenvolve um projecto de doutoramento em Sociologia, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, sobre Desigualdade Social e Envelhecimento.
    Maria Johanna Schouten

    Universidade da Beira Interior;
    Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho.

    Áreas de formação: Antropologia, História, Sociologia.

    Interesses de investigação:
    Sociologia da família, sociologia do género, sociologia da saúde, sociologia do envelhecimento, relações interculturais, estudos sobre o Sudeste Asiático
  • PAP1446 - Conjugalidade e bem-estar mental de seniores em idade ativa face à perda de trabalho remunerado
    Resumo de PAP1446 - Conjugalidade e bem-estar mental de seniores em idade ativa face à  perda de trabalho remunerado 
    •  NEVES, Rita Borges CV - Não disponível 
    •  BARBOSA, Fátima CV - Não disponível 
    •  MATOS, Alice Delerue CV - Não disponível 
    • RODRIGUES, Victor Terças CV de RODRIGUES, Victor Terças
    • PAP1446 - Conjugalidade e bem-estar mental de seniores em idade ativa face à perda de trabalho remunerado

      Em Portugal, uma parte substancial dos desempregados que resultaram da actual conjuntura económica e social, terá mais de 50 anos. Particularmente para estes activos mais velhos o desemprego poderá resultar numa saída prematura do mercado de trabalho. Esta desvinculação precoce da vida activa, bem como a própria experiência de desemprego, acarretam riscos acrescidos também para a saúde. Desempregados e reformados em virtude de redundância, apresentam frequentemente sintomatologia depressiva, perturbações de ansiedade, comportamentos suicidas e de adição e têm maior risco de acidente cardiovascular (Wanberg, 2012) Sabemos ainda que a conjugalidade será um factor de proteção do bem-estar, pelo que aqueles que estão casados ou vivem em união, apresentam melhores níveis de bem-estar psicológico do que os solteiros, divorciados ou viúvos (Reneflot e Mamelund, 2011). Contudo, um evento complexo como a desvinculação do mercado de trabalho acaba por ter implicações negativas na vida familiar e conjugal, pelo que o divórcio/ separação é recorrente após o desemprego de um dos membros do casal. A experiência de desemprego tem efeitos a nível individual, social e familiar, ficando assim as relações conjugais mais expostas a efeitos colaterais. Segundo vários estudos o desemprego de um dos membros do casal tende a aumentar o divórcio (Rege et al., 2007), contudo há ter em atenção um conjunto de condições socais, económicas e culturais. Metodologicamente, procuraremos saber de que forma certas relações _nomeadamente de conjugalidade _ podem ser recursos/ ou afectadas numa situação de desemprego ou de afastamento prematuro do mercado de emprego. Para que se possa atingir este objectivo será utilizada a informação recolhida muito recentemente em Portugal através do SHARE (Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe) projeto europeu transnacional que compila informação sobre a população com 50 e mais anos em 14 países. De uma amostra de 1500 indivíduos procura comparar-se os que estão numa situação de conjugalidade com os que não estão. A satisfação com a relação será também considerada aquando da análise. Trataremos ainda de distinguir diversos clusters em função de um alargado número de características socioeconómicas. Wanberg, C. (2012), The Individual Experience of Unemployment, Annu. Rev. Psychol. 63:2.1–2.28 Rege,M., Telle, K., Votruba,M. (2007). Plant Closure and Marital Dissolution. Discussion Papers No. 514, Statistics Norway, Research Department. Reneflot, A., Mamelund, SE (2011)The Association Between Marital Status and Psychological Well-being in Norway European Sociological Review Vl.0 No. 0 1–11
  • Victor Rodrigues é docente no departamento de Sociologia da
    Universidade do Minho e investigador na linha População, Família e
    Saúde do Centro de Investigação em Ciências Sociais. Formou-se nas
    áreas da Sociologia, Demografia e Sociologia da Saúde. Tem
    desenvolvido trabalhos na área da Sociologia da saúde, saúde
    reprodutiva, saúde e bem-estar mental, migrações e envelhecimento.
    Neste momento é doutorando na área da saúde e do envelhecimento.
  • PAP1201 - Velhice, institucionalização e redes sociais
    Resumo de PAP1201 - Velhice, institucionalização e redes sociais  PAP1201 - Velhice, institucionalização e redes sociais
    • SILVA, Patrícia CV de SILVA, Patrícia
    •  MATOS, Alice Delerue CV - Não disponível 
    • PAP1201 - Velhice, institucionalização e redes sociais

      Palavras-chave: velhice, institucionalização, redes sociais, qualidade de vida Num contexto de envelhecimento demográfico é preocupação individual e colectiva juntar Qualidade de Vida aos anos de vida ganhos. Nesta perspectiva, as redes de suporte emocional desempenham um papel de relevo uma vez que contribuem para um envelhecimento individual bem-sucedido e traduzem potenciais recursos disponíveis em eventuais momentos de fragilidade dos idosos. A análise da literatura põe em evidência inúmeros estudos realizados pela Psicologia sobre as redes de suporte emocional dos indivíduos mas, a Sociologia só mais tardiamente e de forma menos incisiva passou a interessar-se pela questão. Este estudo visa caracterizar e comparar as redes sociais dos idosos em função do contexto institucional em que se encontram (Lar, Centro de Dia, Apoio Domiciliário). Apesar do reconhecimento generalizado da importância do apoio emocional aos idosos, poder-se-à afirmar que estes diferentes enquadramentos institucionais criam oportunidades/promovem idêntico suporte aos seniores? De acordo com alguns estudos, os idosos institucionalizados apresentam redes de apoio emocional menos densas e manifestam maior solidão que os indivíduos não institucionalizados (Barroso, 2008). A amostra deste trabalho é constituída por 64 indivíduos com idades compreendidas entre os 50 e os 90 anos, residentes na Região Norte de Portugal que, por apresentarem algumas limitações no desempenho das atividades da vida quotidiana, são enquadrados por diversas instituições na modalidade de Lar (19 indivíduos), Centro de Dia (20 indivíduos) ou Apoio Domiciliário (25 indivíduos). A informação foi recolhida com base num questionário de caracterização socio-demográfica, da rede social e relações entre os membros que a compõem, numa perspectiva egocêntrica. Enveredando por uma perspectiva de análise não convencional (Social Network Analysis) que difere da abordagem clássica em Ciências Sociais por adoptar como unidade principal de observação a própria relação social, caracterizam-se as redes de suporte emocional dos idosos pondo em evidência as regularidades e diferenças em função do contexto institucional. Os principais resultados obtidos convergem com a literatura consultada, evidenciando a dimensão mais reduzida das redes dos indivíduos em Lares, comparativamente às redes dos indivíduos em Centro de Dia e Apoio Domiciliário. Estes últimos possuem as redes sociais de maior dimensão e manifestam também o grau de satisfação mais elevado com a sua rede social. Estes e outros resultados do estudo fundamentam uma reflexão crítica sobre o impacto das redes sociais na qualidade de vida dos idosos e as suas oportunidades de interação social em função do tipo de enquadramento institucional de que são alvo.
  • "Patrícia Silva é mestranda de Sociologia na Universidade do Minho onde prepara uma dissertação sobre as redes de suporte emocional dos idosos portugueses. Tem colaborado em projectos de investigação do Centro de Investigação em Ciências Sociais, da Universidade do Minho."
  • PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento
    Resumo de PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento
    •  FERREIRA, Pedro CV - Não disponível 
    •  MARQUES, Tatiana CV - Não disponível 
    • PAP0976 - Redes sociais e Envelhecimento

      As redes sociais são as relações de afinidade que estabelecemos com os outros. Tais redes contribuem decisivamente para o bem-estar dos idosos, na medida em que exercem um papel relevante na actividade social dos mesmos. Explorando os aspectos positivos das redes, afirma-se que as suas funções de sociabilidade e de apoio recíproco/unilateral não só ajudam a combater o isolamento social dos idosos, como também contribuem para a promoção de um envelhecimento activo e saudável por via da intensificação da vida social. Como corolário, levanta-se a hipótese de as redes sociais exercerem um impacto diferenciador nos processos de envelhecimento; estando tal sustentação alicerçada num inquérito de 2011 sobre os Processos de Envelhecimento em Portugal: Usos do Tempo, Redes Sociais e Condições de Vida. Nesta comunicação propõe-se, assim, explorar os resultados dessa investigação com especial destaque para dois planos de análise, a saber: (a) Um primeiro que explora o impacto das redes sociais nas actividades e nos usos do tempo durante o envelhecimento, atendendo particularmente aos processos de transição na passagem para a reforma, para a viuvez e, ainda, para as situações dependência por motivos de saúde. Questiona-se também possibilidade de o afrouxamento dos laços sociais e a falta de suportes relacionais (resultante de redes precárias) estarem associados à baixa intensidade da vida social, conduzindo a um isolamento com efeitos negativos no estado de saúde física e mental dos indivíduos. (b) Um segundo plano que identifica as condições mais favoráveis ao desenvolvimento de redes sociais. De que dependem as redes sociais? Como se originam? Que condições as facilitam? Responder a estas questões implica reconhecer que as mudanças verificadas nas redes sociais ao longo da idade são configuradas por múltiplos factores, entre os quais: as condicionantes estruturais (género e classe social), devido ao seu efeito diferenciador na diversificação, extensão e intensidade das redes sociais; e os factores individuais (por exemplo, o estado de saúde). Admite-se ainda que participação associativa/cívica e a promoção de actividades e de espaços de sociabilidade destinados à terceira idade constituem outros factores potencialmente impulsionadores das redes sociais. E, dado que a função destas se encontra intimamente ligada às actividades que as suportam, importa evidenciar não só a natureza, a frequência e a envolvência institucional dessas actividades, como também as motivações individuais (busca de sociabilidade, apoio recíproco, influência, altruísmo) de quem as exercem. Em suma, procura-se mostrar como as redes sociais contribuem para colocar a terceira idade no espaço público, constituindo assim um instrumento importante tanto para a afirmação de um envelhecimento activo e saudável, como para a sua participação na sociedade.
  • PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
    Resumo de PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar? PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?
    •  MAIA, Berta CV - Não disponível 
    •  ROCHA, Maria Lúcia CV - Não disponível 
    • ALMEIDA, Maria Sidalina CV de ALMEIDA, Maria Sidalina
    •  GROS, Marielle CV - Não disponível 
    • PAP0525 - Viver até morrer: que modelos organizativos inventar?

      A transformação das estruturas da população segundo a idade tem fortes implicações na organização da vida colectiva. Nas sociedades em que o trabalho é factor crucial de integração social, a passagem à condição social de “idoso” representa, para muitos, a entrada num processo de vulnerabilidade social ou, até, de exclusão. A sociedade portuguesa é um caso de evolução contraditória. A progressiva integração económica dos reformados não impediu que grande parte da população envelhecida fosse remetida para condições objectivas de existência que os expõem a diversas formas de marginalização. São de destacar a pobreza, a perda dos laços sociais e de significado da existência, assim como do sentido da utilidade social. Um importante contingente dos activos envelhecidos que exerceram a sua actividade profissional com baixos níveis remuneratórios corre o risco de não contar com redes mínimas de protecção social. A nossa investigação propõe-se analisar as repostas sociais existentes e conceber e planear intervenções que diminuam o risco de pobreza e evitem que a reforma seja vivida como morte social. As profundas alterações que afectam as estruturas familiares têm um impacto directo sobre as relações de poder entre as gerações, nomeadamente sobre o conteúdo e intensidade das trocas entre filhos e pais e sobre a definição das suas obrigações recíprocas. Grande parte das tarefas e cuidados tradicionalmente assumidos pela família, e que contribuíam para a sua coesão, está a ser remetida para instituições e profissionais especializados. Esta mudança, que secundariza os mecanismos de resolução de problemas na base de trocas e negociações directas quer no quadro da família, quer na colectividade de vizinhança, está na base do isolamento social e da solidão, bem como do fechamento da identidade no passado. Neste quadro, a qualidade da protecção social dos idosos é crucial para preservar a sua dignidade social e para que possam viver até morrer. O contributo das organizações produtoras de serviços para criar redes de relacionamento social é crucial para prevenir ou corrigir o isolamento e a solidão, substituindo ou complementando os laços primários. A nossa investigação pretende, pois, conceber modelos organizacionais compatíveis com a valorização simbólica, a intensificação das relações sociais, a descoberta de interesses e o envolvimento na prestação de serviços à colectividade de modo a permanecerem integrados na vida social, demonstrando a sua utilidade social.
  • Nome: Maria Sidalina Almeida
    Afiliação institucional: Instituto Superior de Serviço Social do Porto
    Área de formação - licenciatura em serviço social; mestrado em serviço social e política social e doutoramento em ciências da educação.
    Interesses de investigação: diversos temas no campo da gerontologia social; transição dos jovens para a vida adulta.
  • PAP0524 - Diagnóstico gerontológico: um instrumento para influenciar a política social
    Resumo de PAP0524 - Diagnóstico gerontológico: um instrumento para influenciar a política social PAP0524 - Diagnóstico gerontológico: um instrumento para influenciar a política social
    • ALMEIDA, Maria Sidalina CV de ALMEIDA, Maria Sidalina
    •  GROS, Marielle CV - Não disponível 
    • PAP0524 - Diagnóstico gerontológico: um instrumento para influenciar a política social

      Apreciar as repostas sociais existentes para demonstrar as insuficiências da oferta de serviços face às necessidades da população mais velha é objectivo central da investigação. Para isso, começamos por determinar a incidência da pobreza na população envelhecida de uma área geográfica (Póvoa de Varzim) e por relacionar a taxa de risco de pobreza com as diferentes categorias etárias discrimináveis na população com mais de 55 anos. Interessa-nos determinar a sua incidência segundo o género, o nível de escolarização, a profissão e a classe social. Não menos importante é determinar o peso relativo dos idosos que permanecem nas suas famílias, dos que vivem isolados e dos que já se encontram institucionalizados. Quanto aos primeiros, procuramos esclarecer se existem (des)complementaridades entre os cuidadores das redes de sociabilidade primárias e os cuidadores institucionais e o mesmo a respeito dos idosos que vivem sozinhos. A dispersão geográfica da família e a autonomização das residências são indicadores que nos interessa medir para saber se estamos num concelho onde as redes de interacção familiar e de vizinhança conservam um potencial protector da velhice. No objecto de estudo cabe a análise crítica dos modos como as instituições definem as necessidades dos idosos residentes em lares, dos utilizadores de serviços domiciliários e dos frequentadores dos centros de dia. Mais concretamente, propomo-nos analisar até que ponto as práticas institucionais assumem que as necessidades dos idosos são mais amplas do que as inerentes às actividades básicas da vida diária. Se têm em conta, e como, que o envelhecimento tem uma dimensão relacional que agrava severamente a vulnerabilidade social dos indivíduos. Serão estas redes capazes de responder às exigências de protecção que decorrem do prolongamento da esperança de vida e dos inerentes riscos de deterioração da saúde e da autonomia dos idosos? Qual a disponibilidade dos membros da população envelhecida para se implicarem na prestação de serviços à colectividade para permanecerem integrados na vida social e demonstrar a sua utilidade social? Se o discurso das instâncias públicas assume que a humanização desta idade da vida exige serviços diversificados e disseminados no território, cabe ao diagnóstico explicitar os seus défices quer em quantidade, quer em diversidade e qualidade.
  • Nome: Maria Sidalina Almeida
    Afiliação institucional: Instituto Superior de Serviço Social do Porto
    Área de formação - licenciatura em serviço social; mestrado em serviço social e política social e doutoramento em ciências da educação.
    Interesses de investigação: diversos temas no campo da gerontologia social; transição dos jovens para a vida adulta.