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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Infância»

PAP0007 - Crianças: estilo de vida e vida com estilo
Resumo de PAP0007 - Crianças: estilo de vida e vida com estilo PAP0007 - Crianças: estilo de vida e vida com estilo
PAP0007 - Crianças: estilo de vida e vida com estilo

Por muito tempo, porventura confundível com a sua própria existência, as crianças puderam manter no seu quotidiano estilos de vida onde o uso informal e discricionário de um tempo próprio tinha lugar antecipadamente marcado, sobretudo para, em grupo, se devotarem a vivências que lhes são muito próprias e por onde se consubstanciam as culturas da infância e, dentro destas, a cultura lúdica, sua expressão primordial que a riqueza do folclore infantil passado como herança cultural intrageracionalmente alimentava em permanência. Era por aqui que ganhava expressão efetiva uma componente seminal do processo de socialização de cada criança, através do qual a destreza física, a autonomia, a aprendizagem da (con)vivência grupal, onde o papel do mais velho se constituía como importante veículo de transmissão cultural, o contacto com a natureza e a constante confrontação com o imprevisto e a consequente necessidade de ultrapassar, de per si, etapas cada vez mais exigentes que a cada instante se colocavam, fazia desse espaço-tempo um riquíssimo momento de apreensão das coisas do mundo em que a geração mais nova se ia, também por aí, paulatinamente, inserindo. O tempo de agora cassou positivamente esse outro que há pouco mais de uma dúzia de anos atrás ainda ocupava um bom pedaço da agenda diária das crianças, hoje cada vez mais ilhadas em instituições que lhes formatam por igual os seu quotidianos, sem deixar uma nesga sequer que seja para esse momento de liberdade de que ontem puderam usufruir. Neste modus vivendi estampa-se um estilo de vida que, paradoxalmente, interroga o que, por inquestionável pertinência, deverá conter uma vida com estilo. A partir dos resultados a que conduziram as investigações que desenvolvemos no decurso de um estudo empírico feito com quatro gerações, pretendemos discutir esta realidade que nos confronta e com isso começar a olhar as identidades e os valores que a adultez trará aos que hoje crescem dentro deste novo paradigma.
  • SILVA, Alberto Nídio CV de SILVA, Alberto Nídio
Alberto Nídio Silva é Doutor em Estudos da Criança, especialização em Sociologia da Infância, pela Universidade do Minho, Instituto de Educação. Pertence ao Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC, unidade 317 da FCT), do Instituto de Educação da Universidade do Minho. Tem desenvolvido investigação no domínio das culturas da infância, aqui com particular enfoque na cultura lúdica e no folclore infantil enquanto sua expressão primordial. É autor de vários livros, artigos e capítulos de livros. E-mail: albertonidio@hotmail.com

PAP1142 - O CONSUMO CULTURAL NA INFÂNCIA COMO UM APRENDIZADO PARA A FORMAÇÃO DE CIDADÃOS
Resumo de PAP1142 - O CONSUMO CULTURAL NA INFÂNCIA COMO UM APRENDIZADO PARA A FORMAÇÃO DE CIDADÃOS PAP1142 - O CONSUMO CULTURAL NA INFÂNCIA COMO UM APRENDIZADO PARA A FORMAÇÃO DE CIDADÃOS
PAP1142 - O CONSUMO CULTURAL NA INFÂNCIA COMO UM APRENDIZADO PARA A FORMAÇÃO DE CIDADÃOS

Investir em conquistar a preferência das crianças é investir no futuro. Garantir que elas tenham afeição por uma marca, desejo e identificação por determinado produto é certamente um dos objetivos de negócios de grande parte das empresas que atuam no mercado mundial, ainda que elas não tenham produtos exclusivamente desenhados aos pequenos consumidores. Esse cenário é recente, o reconhecimento das crianças como público consumidor, que teve início na década de 1980, foi o primeiro passo para que elas fossem incluídas em diversas discussões, como a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, estabelecida pela ONU, em 1989 reforçou a importância de incluir esse público nos debates sociais e também nos que se referiam ao consumo e às mídias. A relação entre consumo das crianças e a formação de futuros cidadãos parece uma proposta intrigante e por isso mesmo passível de ser estudada. Nestor Garcia Canclini, afirma que o consumo é que define como um indivíduo se integra à e se diferencia na sociedade e, a partir dele, cria e organiza novas identidades culturais. O espaço na esfera política está cada vez mais restrito, ou menos atrativo, aos cidadãos, que têm suas escolhas cada vez mais favorecidas no ambiente do mercado (2006), quando se trata das crianças então, essa possibilidade de atuação político-social é mais distante e a do mercado favorecida. Como, então, aprender com o exercício de uma atuação participativa no campo do consumo para gerar experiência e aprendizado para uma postura atuante no campo social e político? Isso é possível e, como em todos os aprendizados, quanto mais cedo acontecer, mais natural será, como ensina a sociologia do gosto, de Pierre Bourdieu (1999). O objetivo desse artigo é investigar como o consumo de um produto cultural por parte das crianças tem a possibilidade de incentivar o engajamento delas em causas voltadas ao coletivo, e conseqüentemente a formação de futuros cidadãos. Para isso foi estudado um produto cultural que esteve disponivel no mercado brasileiro em dois momentos diferentes, na década de 1970 e posteriormente em 2000. Esse produto é uma revista infantil cujo nome é Recreio que se propoe a divertir e isntruir seus leitores com uma abordagem diferenciada. Porém, após as análises é possivel identificar que utiliza o mesmo formato do mercado editorial destinado aos adultos.
  • CORREIA, Ligia Stella Baptista CV de CORREIA, Ligia Stella Baptista

Ligia Stella Baptista Correia
Mestre em Ciências Sociais: antropologia pela PUC-SP (2010). Especialista em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (2002). Bacharel em Comunicação Social: Publicidade e propaganda - habilitação Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2000). Áreas de pesquisa infância, mídia e educação, cultura e indústria cultural, práticas de consumo e consumo cultural.Atua no mercado de bens de consumo há 15 anos, dos quais a maior parte na área de marketing com foco em consumo infantil e conhecimento do consumidor.