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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Pesquisa:

Resultados da pesquisa por: «Rios»

PAP1350 - A construção da Identidade Profissional no decurso do Estágio Profissional: Um estudo com estudantes-estagiários de Educação Física
Resumo de PAP1350 - A construção da Identidade Profissional no decurso do Estágio Profissional: Um estudo com estudantes-estagiários de Educação Física PAP1350 - A construção da Identidade Profissional no decurso do Estágio Profissional: Um estudo com estudantes-estagiários de Educação Física
PAP1350 - A construção da Identidade Profissional no decurso do Estágio Profissional: Um estudo com estudantes-estagiários de Educação Física

O estágio profissional, no âmbito da formação de professores, é entendido como uma etapa fundamental no processo de construção da Identidade Profissional (IP). Deste modo, o propósito deste estudo foi percepcionar os traços da IP que emergem nos Estudantes-Estagiários (EE) durante o Estágio Profissional. Adicionalmente procurou-se identificar as características em que estes se distinguem enquanto professores e as características que os aproximam enquanto elementos de uma mesma classe, a de professores. Participaram neste estudo 12 EE (6 do sexo feminino e 6 do sexo masculino) da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), do ano letivo 2010/2011, pertencentes a 4 núcleos de estágio de escolas do Distrito do Porto. Para a recolha dos dados foram realizados 4 Focus Grupo com todos os EE subordinados às seguintes temáticas: i) partilha de experiências acerca do percurso formativo enquanto alunos; ii) construção do diário de bordo; iii) aprendizagens mais significativas em resultado da elaboração do diário de bordo; iv) conceções do que é ser professor e professor de educação física. As sessões foram gravadas em aúdio e transcritas verbatim. Na análise dos dados recorreu-se à análise temática com temas definidos a priori. Da análise efetuada ficou evidente que: i) a maioria dos EE refere que sempre quis seguir o curso de educação física, reconhecendo uma identidade distinta à sua faculdade, materializada em aspetos como a indumentária, a atitude e o vocabulário específico; ii) os EE descrevem aspetos positivos (conquista, vitória) e negativos (medo, receio) relacionados com o estágio. Os registos relacionam-se com a condução das aulas, sendo estas os elementos referidos como mais relevantes na construção da IP; iii) o registo no diário de bordo evoluiu para reflexões mais interpretativas e estratégicas, sendo que o foco que inicialmente era pedagógico, passou a incluir aspetos relacionais. Deu-se um alargamento da tipologia dos episódios relatados, por exemplo o desporto escolar e conselhos de turma, demonstrando uma maior consciencialização acerca da diversidade de papéis/funções do professor. O diário de bordo foi entendido como um veículo promotor da reflexão e da atribuição de significado às vivências na escola e aos episódios marcantes na construção da sua IP; iv) os EE referem que o professor não atua somente no espaço da sala de aula e que as suas responsabilidades transcendem o espaço da escola e o da su
  • FERREIRA, Ana CV de FERREIRA, Ana
  •  PEREIRA, Ana CV - Não disponível 
  •  GRAÇA, Amândio CV - Não disponível 
  •  BATISTA, Paula CV - Não disponível 
Ana Margarida Alves Ferreira

Mestre em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico eDoutoranda em Ciências do Desporto na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.Tema de investigação: construção da Identidade Profissional em professores de Educação Física.
Últimas publicações: Ferreira, A.; Pereira, A.; Silveira, G.; Batista, P. (2012). Discursos de professores cooperantes iniciantes e experientes acerca da função de orientação: um estudo com professores cooperantes da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. R. Min. Educ. Fís., Viçosa, Edição Especial, 1, 188-200.
Alves, M.; Pereira, A.; Graça, A.; Batista, P. (2012). Practicum as a space and time of transformation: self-narrative of a Physical Education pre-service teacher. US-China Education Review. [In Press]

PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
Resumo de PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa

As acções humanas têm sérias implicações negativas sobre os ecossistemas. Já há vários anos que a comunidade científica alerta para o facto de que a produção e consumo de bens e serviços são a grande causa dos problemas ambientais e que urge uma mudança de atitude. Dada a dimensão dos problemas ambientais e sociais que o consumo tem trazido e o aumento do acesso à informação sobre os mesmos, muitos consumidores começaram a preocupar-se com esses aspectos e a mudar os seus hábitos de consumo, numa tentativa de proteger o ambiente. Nasceu, assim, o consumo verde, ou seja, um consumo que se preocupa fundamentalmente com a protecção ambiental. Para além de ter um elevado poder de compra, a população juvenil representa o grupo de consumidores do futuro e, portanto, é importante perceber que ideias orientam as suas práticas. Assim, procurámos apreender os hábitos de consumo que pautam o quotidiano dos estudantes universitários face às suas preocupações de índole ambiental. No âmbito do projecto de investigação Making Science Work in Society (Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Strathclyde, Glasgow), que visa conhecer as atitudes pró-ambientais dos estudantes do ensino superior, foi aplicado um inquérito que partiu da adaptação da escala NEP (New Ecological Paradigm, Dunlap et al., 2000) em associação com questões relacionadas com padrões de consumo verde, gaps de comportamento pró-ambiental, ligação ao campus universitário e felicidade. Esta comunicação incidirá e reflectirá sobre os principais resultados desse mesmo inquérito, no sentido de perceber se existe ou não uma tendência para o consumo verde, por parte dos estudantes da FCSH – UNL.
  • RIBEIRO, Salomé Cosme CV de RIBEIRO, Salomé Cosme
Salomé Ribeiro

Licenciada em Sociologia, pelo ISCTE, trabalhou em Educação e Formação de Adultos nos últimos 4 anos. No passado, trabalhou com Organizações Não Governamentais de Desenvolvimento e de Ambiente, nomeadamente como investigadora, formadora e coordenadora de projectos. Frequenta actualmente o 1º ano do doutoramento em Ecologia Humana, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH-UNL), em Lisboa. Os seus interesses de investigação prendem-se com sociologia do consumo e sociologia do ambiente.
Votos de continuação de bom trabalho,

PAP0524 - Diagnóstico gerontológico: um instrumento para influenciar a política social
Resumo de PAP0524 - Diagnóstico gerontológico: um instrumento para influenciar a política social PAP0524 - Diagnóstico gerontológico: um instrumento para influenciar a política social
PAP0524 - Diagnóstico gerontológico: um instrumento para influenciar a política social

Apreciar as repostas sociais existentes para demonstrar as insuficiências da oferta de serviços face às necessidades da população mais velha é objectivo central da investigação. Para isso, começamos por determinar a incidência da pobreza na população envelhecida de uma área geográfica (Póvoa de Varzim) e por relacionar a taxa de risco de pobreza com as diferentes categorias etárias discrimináveis na população com mais de 55 anos. Interessa-nos determinar a sua incidência segundo o género, o nível de escolarização, a profissão e a classe social. Não menos importante é determinar o peso relativo dos idosos que permanecem nas suas famílias, dos que vivem isolados e dos que já se encontram institucionalizados. Quanto aos primeiros, procuramos esclarecer se existem (des)complementaridades entre os cuidadores das redes de sociabilidade primárias e os cuidadores institucionais e o mesmo a respeito dos idosos que vivem sozinhos. A dispersão geográfica da família e a autonomização das residências são indicadores que nos interessa medir para saber se estamos num concelho onde as redes de interacção familiar e de vizinhança conservam um potencial protector da velhice. No objecto de estudo cabe a análise crítica dos modos como as instituições definem as necessidades dos idosos residentes em lares, dos utilizadores de serviços domiciliários e dos frequentadores dos centros de dia. Mais concretamente, propomo-nos analisar até que ponto as práticas institucionais assumem que as necessidades dos idosos são mais amplas do que as inerentes às actividades básicas da vida diária. Se têm em conta, e como, que o envelhecimento tem uma dimensão relacional que agrava severamente a vulnerabilidade social dos indivíduos. Serão estas redes capazes de responder às exigências de protecção que decorrem do prolongamento da esperança de vida e dos inerentes riscos de deterioração da saúde e da autonomia dos idosos? Qual a disponibilidade dos membros da população envelhecida para se implicarem na prestação de serviços à colectividade para permanecerem integrados na vida social e demonstrar a sua utilidade social? Se o discurso das instâncias públicas assume que a humanização desta idade da vida exige serviços diversificados e disseminados no território, cabe ao diagnóstico explicitar os seus défices quer em quantidade, quer em diversidade e qualidade.
  • ALMEIDA, Maria Sidalina CV de ALMEIDA, Maria Sidalina
  •  GROS, Marielle CV - Não disponível 
Nome: Maria Sidalina Almeida
Afiliação institucional: Instituto Superior de Serviço Social do Porto
Área de formação - licenciatura em serviço social; mestrado em serviço social e política social e doutoramento em ciências da educação.
Interesses de investigação: diversos temas no campo da gerontologia social; transição dos jovens para a vida adulta.

PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.
Resumo de PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação. PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.
PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.

A partir de uma investigação de doutoramento em desenvolvimento, o objectivo deste artigo é, a partir e uma etnografia da rua, lugar onde se revela o sentido que a interacção urbana quotidiana tem para cada citadino, discutir as transformações que incluem o espaço urbano, mas que vão muito além dele. A rua é o recorte empírico que permite a análise destas dinâmicas citadinas. A partir da rua, é possível compreender o modo como se reestruturaram os sentimentos de pertença e como se reorganizam as redes de sociabilidade, as vivências quotidianas, as solidariedades e conflitos vicinais, mas também o(s) modo(s) como estas transformações afectam a cidade. Num tempo marcado pela ideia de globalização, a centralidade do bairro, não só não desapareceu como se viu reforçada. Assiste-se mesmo a um regresso ao bairro. No entanto, as políticas públicas, que parecem promover as vivências de rua tão características dos bairros de Lisboa, acabam por promover uma convivência marcada pela desigualdade. Assistimos hoje nas nossas cidades à reabilitação e revitalização dos centros históricos urbanos. Em muitos casos, esses processos de revitalização têm como objectivo claro o desenvolvimento da indústria turística nesses locais que passa pela ludificação do espaço. Conscientes da importância do turismo para o desenvolvimento das cidades, e numa lógica de competição global, os municípios apostam na reabilitação e requalificação dos centros urbanos, áreas que têm maiores potencialidades turísticas. Pela regulamentação procuram promover uma espécie de pastoral urbana, uma imagem harmoniosa onde nada destoa, onde nada está fora do seu lugar. O caso empírico é a Rua da Bica Duarte Belo, situada no bairro da Bica. A partir do final da década de 1990 este lugar sofreu uma profunda transformação. A juntar aos processos de reabilitação urbana surgem inúmeros bares e restaurantes que a transformaram num lugar privilegiado de diversão nocturna. Estas transformações tiveram impactos na vida local e parecem ter criado mundos distintos e separados: um, dos moradores mais antigos, das colectividades e das tascas; o outro, dos novos restaurantes, dos bares e daqueles que os frequentam. Esta coabitação implica necessariamente usos do espaço público que podem ser contrastantes e, por vezes até conflituosos. Esta, entre outras coisas, serão os aspectos analisados.
  • GOMES, Bruno CV de GOMES, Bruno
Bruno Gomes é licenciado e Mestre em Antropologia pelo ISCTE-IUL. Frequenta no mesmo instituto o programa de Doutoramento em Antropologia, onde se especializa em Antropologia Urbana. É investigador colaborador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e as suas principais áreas e interesses de investigação são a transformação urbana, as identidades e imaginários urbanos, os bairros, ruas.

PAP1482 - Doença psiquiátrica e Itinerários terapêuticos – contributos para uma reflexão sobre a reconfiguração dos cuidados formais de saúde mental
Resumo de PAP1482 - Doença psiquiátrica e Itinerários terapêuticos – contributos para uma reflexão sobre a reconfiguração dos cuidados formais de saúde mental PAP1482 - Doença psiquiátrica e Itinerários terapêuticos – contributos para uma reflexão sobre a reconfiguração dos cuidados formais de saúde mental
PAP1482 - Doença psiquiátrica e Itinerários terapêuticos – contributos para uma reflexão sobre a reconfiguração dos cuidados formais de saúde mental

Pese embora uma legislação pioneira, que desde a década de 60 preconiza um sistema de cuidados psiquiátricos de proximidade, integrados no seio da própria comunidade – por contraposição ao modelo tradicionalmente vigente, centrado nas grandes instituições psiquiátricas (“totais”) –, Portugal só muito recentemente iniciou o seu processo de desinstitucionalização. Trata-se de um processo de reconfiguração dos serviços formais de saúde mental que se tem traduzido num desigual andamento dos objectivos estabelecidos pelo Plano Governamental. Com efeito, tem-se assistido mais rapidamente ao desmantelamento dos hospitais psiquiátricos do que à criação dos correspondentes serviços alternativos na comunidade. No actual contexto de crise financeira (como se sabe, já traduzida em significativos retrocessos do Estado Social), é muito elevado o risco de que o processo de desinstitucionalização em curso venha a ser interrompido ou venha a concretizar-se de forma muito incompleta, potenciando o aprofundamento da vulnerabilidade das pessoas com doença mental e suas famílias. É este um risco tanto mais elevado quanto se sabe que, historicamente, estamos perante um domínio tendencialmente desvalorizado pelo investimento estatal, mesmo em tempos de relativa estabilidade económica. Assim sendo, perante um tal enquadramento, é acrescida a responsabilidade da Sociologia quanto à realização e disseminação de estudos empiricamente sustentados, capazes de contribuir para uma profícua reflexão sobre os desafios em causa. É precisamente neste sentido que se propõe a presente comunicação. Partindo dos resultados de um estudo recentemente concluído no Centro de Estudos Sociais, analisam-se os itinerários terapêuticos de um conjunto de homens e mulheres com diagnósticos de doença mental (esquizofrenia e doença bipolar). Tendo como referência as suas primeiras experiências de institucionalização hospitalar, a análise faz-se percorrendo as seguintes fases: fase que antecede o 1º internamento; fase coincidente com o 1º internamento; fase posterior ao 1º internamento. Do estudo empreendido, decorrem importantes conclusões quanto às características das modalidades de acompanhamento actualmente existentes, bem como à forma como estas se articulam (ou não) entre si. Numa última análise, pela forma como permite identificar quer os aspectos mais negativos, quer os aspectos mais positivos do modelo vigente, a análise dos itinerários individuais permite-nos escrutinar um conjunto de ilações para o futuro, não apenas sobre os caminhos que se devem abandonar, como também sobre os caminhos que se devem manter/desenvolver, como, finalmente, sobre os caminhos que se devem reinventar ou até mesmo inventar de novo no sentido de incrementar o mais possível os níveis de bem-estar e de autonomia de quem tem uma doença mental.

  •  NOGUEIRA, Cláudia CV - Não disponível 

PAP0488 - Em busca do anel de grau: universitários de direito bolsistas do PROUNI (BRASIL)
Resumo de PAP0488 - Em busca do anel de grau: universitários de direito bolsistas do PROUNI (BRASIL) PAP0488 - Em busca do anel de grau: universitários de direito bolsistas do PROUNI (BRASIL)
PAP0488 - Em busca do anel de grau: universitários de direito bolsistas do PROUNI (BRASIL)

De 2000 a 2010 conquistaram o diploma de Bacharel em Direito 776.995 estudantes no país e 14.020 em Mato Grosso (Amazônia Legal Brasileira), caracterizando-se como o terceiro curso de graduação mais procurado pelos estudantes brasileiros. Nesse universo encontra-se uma enorme diversidade cultural presente na expansão desse nível de ensino. O objetivo foi analisar os habitus herdados e adquiridos a partir das trajetórias de universitários e suas motivações para escolher uma profissão jurídica sob a luz da teoria bourdieusiana. Focou-se nos universitários do curso de direito matriculados na Universidade de Cuiabá (UNIC) por dois motivos: o primeiro por serem desprovidos de recursos financeiros e o segundo por terem sido contemplados com bolsas do Programa Universidade para Todos (PROUNI). O estudo teve como ponto de partida as seguintes indagações: quais são os habitus herdados da família e os novos habitus solicitados e adquiridos silenciosamente no campo universitário jurídico? Novos capitais são agregados? ou Há subtração dos antigos capitais? Se sim, em que medida ocorrem? A pesquisa empírica foi desenvolvida mediante a realização de entrevistas semiestruturadas e faz parte de uma pesquisa maior (tese de doutorado) denominada o processo de expansão do ensino jurídico. Como resultado preliminar constatou-se que as relações que os iniciados (universitários de direito) passaram a ter no campo oculto (ensino jurídico), através das práticas jurídicas voluntárias, contribui no aumento do capital social e cultural tendo como efeito secundário o estabelecimento de uma melhor relação com a sua família e com a sua própria comunidade.
  •  GIANEZINI, Quelen CV - Não disponível 

PAP1243 - Impulso externo e evolução da qualidade das águas superificias - cronologia de um problema ambiental ainda sem solução
Resumo de PAP1243 - Impulso externo e evolução da qualidade das águas superificias - cronologia de um problema ambiental ainda sem solução PAP1243 - Impulso externo e evolução da qualidade das águas superificias - cronologia de um problema ambiental ainda sem solução
PAP1243 - Impulso externo e evolução da qualidade das águas superificias - cronologia de um problema ambiental ainda sem solução

A adesão de Portugal à União Europeia, a 1 de Janeiro de 1986, induziu importantes mudanças, motivadas, por um lado, pela necessidade de adequação aos compromissos europeus e, por outro, pela aspiração do país em atingir novos patamares de qualidade de vida e bem-estar, mais próximos daqueles que se verificavam noutros estados-membros. A área do ambiente, até então negligenciada, foi uma das que sofreu maiores alterações. Em causa estava a necessidade de transpor novas regras e novas orientações políticas, e a necessidade de o país demonstrar capacidade para introduzir reformas profundas. No entanto, no que diz respeito à poluição das águas de superfície, e apesar de avultados investimentos, Portugal não deverá atingir plenamente, e nos prazos estabelecidos, as metas definidas pela Directiva Quadro da Água. Por outro lado, persiste a incapacidade de dotar o país de uma rede de recolha e tratamento de águas residuais completa e eficiente, e de cumprir as exigências das directivas europeias relativas ao tratamento das águas residuais urbanas. Nesta comunicação, focaremos a nossa atenção sobre as principais medidas e políticas que têm procurado resolver o problema da poluição das águas de superfície em Portugal e os resultados por elas produzidos. Apresentaremos um quadro geral daquilo que é o problema da degradação da qualidade ecológica das águas de superfície nas principais bacias hidrográficas nacionais a partir de uma perspectiva evolutiva e considerando as suas causas mais importantes. Abordaremos os principais instrumentos criados no sentido de combater a degradação ecológica dos cursos de água doce no nosso país, evidenciando a dupla importância que, para isso, teve a adesão à União Europeia, através da imposição de padrões de qualidade mais elevados por via das directivas comunitárias e da disponibilização de avultados meios financeiros para inverter a tendência negativa. Por fim, sem se rejeitar os progressos significativos verificados, avançaremos com algumas hipóteses que permitem perceber as razões que explicam porque é que, apesar de uma maior exigência relativamente à qualidade das águas de superfície e do importante investimento efectuado ao longo das últimas décadas, as metas comunitárias ainda não foram alcançadas e, provavelmente, não serão atingidas nos prazos propostos.
  • SILVA, José Pedro CV de SILVA, José Pedro
  • FERREIRA, José Gomes CV de FERREIRA, José Gomes
José Pedro Silva.
Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Doutorando em Sociologia pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Interesses de investigação actuais: ambiente, acção colectiva
José Gomes Ferreira, licenciado em Sociologia pelo ISCTE-IUL e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação pelo mesmo Instituto. Encontra-se actualmente a terminar o seu projecto de doutoramento em Ciências Sociais, especialidade de Sociologia, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com o título “Saneamento básico: factores sociais no insucesso de uma política adiada. O caso do Lis”, orientado pela Prof. Doutora Luísa Schmidt. Integra desde 1998 a equipa do Programa Observa – Observatório de Ambiente e Sociedade, onde tem colaborado em diversos projectos.

PAP0191 - O turismo como via de engrandecimento para as cidades: Dilemas e estratégias de desenvolvimento de quatro cidades médias da Península Ibérica
Resumo de PAP0191 - O turismo como via de engrandecimento para as cidades: Dilemas e estratégias de desenvolvimento de quatro cidades médias da Península Ibérica PAP0191 - O turismo como via de engrandecimento para as cidades: Dilemas e estratégias de desenvolvimento de quatro cidades médias da Península Ibérica
PAP0191 - O turismo como via de engrandecimento para as cidades: Dilemas e estratégias de desenvolvimento de quatro cidades médias da Península Ibérica

Os discursos que vêm sendo produzidos sobre as cidades no mundo ocidental tenderam a perpetuar a ideia de que as cidades deveriam ser coisas grandes, independentemente de serem extraordinárias ou terríveis na sua grandeza. A literatura produzida pela sociologia urbana concedeu desde cedo primazia a determinadas geografias centrais e privilegiadas do ponto de vista socioeconómico – a grandes cidades encaradas pelos teóricos como os casos mais tipicamente urbanos e, por isso, mais representativos das cidades de todo o mundo. A assunção desta possibilidade de generalização a outros contextos implicou, por seu turno, um esquecimento razoável das cidades de pequena e média dimensão. Nesta comunicação pretende-se, justamente, discutir um conjunto de interrogações teóricas sobre as cidades que não são grandes e as várias formas como tais conceptualizações são diversamente percetíveis nas realidades físicas e simbólicas destas cidades. Partindo de investigação em curso acerca do papel do turismo na (re)construção das paisagens, das imagens e da identidade cultural das cidades, equaciono a pequenez de tamanho por comparação ao engrandecimento que algumas cidades perseguem. Faço-o por referência a uma atividade específica – o turismo – nas suas componentes económica, cultural e simbólica, e com recurso a situações exemplares dos contextos urbanos português e espanhol – onde, a uma escala comparativa global, existem sobretudo pequenos aglomerados urbanos. Centrando a atenção em cidades que estão geralmente ausentes da literatura globalizada dos estudos urbanos, e considerando a componente turística de cada uma, discuto os modos como (re)inventam, justificam ou perseguem formas de grandeza ou pequenez. Defendendo a hipótese de que o turismo permite às cidades alcançar uma influência que supera o seu tamanho geográfico, considero alguns materiais de promoção turística que, descrevendo cidades idealizadas e apresentando-as de forma atrativa, as inscrevem em espaços mais vastos, enunciando formas de engrandecimento e valorização que as colocam para além da sua dimensão física e material mais imediata. Procura-se assim problematizar o estatuto, as funções e as possibilidades que o fenómeno turístico encerra em cidades pequenas – cidades que entre a grandeza cosmopolita das metrópoles e a proximidade ao rural mais localista, enfrentam constantemente desafios e dilemas entre a possibilidade de crescimento e a conservação da sua pequenez.
  • GOMES, Carina Sousa CV de GOMES, Carina Sousa
Carina Sousa Gomes
Investigadora do Centro de Estudos Sociais, integra o Núcleo de Estudos sobre Cidades, Culturas e Arquitetura. É licenciada em Sociologia, pela Universidade de Coimbra e mestre em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É doutoranda em Sociologia, no programa "Cidades e Culturas Urbanas", da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Os seus interesses atuais de investigação centram-se nas questões das cidades e seus centros históricos, turismo, imaginários turísticos urbanos, património e culturas urbanas.

PAP1331 - Os espaços de Pré-Vestibulares comunitários: busca por direitos sociais e cidadania?
Resumo de PAP1331 - Os espaços de Pré-Vestibulares comunitários: busca por direitos sociais e cidadania?  PAP1331 - Os espaços de Pré-Vestibulares comunitários: busca por direitos sociais e cidadania?
PAP1331 - Os espaços de Pré-Vestibulares comunitários: busca por direitos sociais e cidadania?

O presente trabalho surge da necessidade de se pensar os espaços de pré-vestibulares comunitários que tem como elemento fundamental o ingresso no nível superior. Tal temática se inicia quando há dois anos pude participar como coordenadora pedagógica de um projeto de extensão de uma universidade pública Federal no Rio de Janeiro, Brasil. Dentro desse espaço foi-nos (a mim e outros pedagogos) dado um desafio, tentar resolver o “problema” dos educandos não aprenderem, de tentar da melhor forma equacionar o problema tempo-ensino-aprendizagem, isto porque segundo os professores do curso pré-vestibular, os “alunos” teriam muitas dificuldades para apreensão dos conteúdos e o tempo que lhes é disponível não colaborava para que a aula fosse produtiva. Tal dado viria reforçado por estes alunos serem egressos de escolas públicas brasileiras, que trazem em si o estigma da má qualidade educacional, ou seja, escolas que não formariam adequadamente para continuação dos estudos os educandos. Vale frisarmos que pré-vestibulares são espaços de educação não formal que buscam a inserção na Educação Superior, investindo numa suposta “deficiência” oferecendo “reforço” de uma educação formal. Diante desta dualidade posta, refletimos sobre a importância não só de concepções político-filosóficas inerentes a estes espaços, em específico dos PV comunitários, mas como isto interfere na realidade e na prática dos agentes sociais que lá estão; sem excluir da discussão que tais PVC fazem parte de projetos de extensão de universidades públicas. Ainda pensado nos agentes sociais que estão nestes espaços, salientamos a presença (ou muitas vezes ausência) dos coordenadores pedagógicos, o que isto implica na dinâmica de atividades e formação destes espaços e como estes atores podem (re)agir diante das demandas assim solicitadas a eles. Pensar sobre o fazer pedagógico dentro de espaços comunitários, como os pré-vestibulares se enquadra em pensar sobre suas dinâmicas, contradições, dialogicidade e a ação pedagógica imbricada e inerente aos espaços educativos. Coordenação pedagógica e pré-vestibulares serão o foco deste trabalho, que será permeado por outras questões que também estarão ligadas a estes dois pontos; questões estas emergidas da nossa metodologia. Inclusive vale o debate por trazer a questão de que os pré-vestibulares são espaços educativos, logo, merecem uma discussão sobre sua parte pedagógica, além de seus princípios políticos e de busca por uma denominada cidadania. A metodologia consistiu em pesquisa qualitativa com a realização de duas entrevistas semiestruturadas. Por fim, vale a reflexão sobre a educação popular e sobre o processo de escolarização formal de qualidade, que exclui os sujeitos de direitos sociais básicos.
  • REGIS, Caren Victorino CV de REGIS, Caren Victorino
Pedagoga pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), sendo bolsista de iniciação científica por três anos, estudando o tema Ensino Superior e Gênero. Especialista em Administração Escolar e Gestão educacional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio), apresentando a monografia sobre Coordenação Pedagógica e Pré-vestibulares Comunitários. Mestra em Educação pela Unirio, pesquisando ainda sobre a temática Ensino Superior e Gênero.
Foi Professora de Educação Infantil pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e atualmente é Pedagoga da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

PAP0454 - Quando a unidade se divide: um olhar sociológico sobre a reforma dos cuidados de saúde primários
Resumo de PAP0454 - Quando a unidade se divide: um olhar sociológico sobre a reforma dos cuidados de saúde primários PAP0454 - Quando a unidade se divide: um olhar sociológico sobre a reforma dos cuidados de saúde primários
PAP0454 - Quando a unidade se divide: um olhar sociológico sobre a reforma dos cuidados de saúde primários

QUANDO A UNIDADE SE DIVIDE: UM OLHAR SOCIOLÓGICO SOBRE A REFORMA DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS Lurdes Teixeira CIES – ISCTE – IUL e CESPU – IPSN lurdesteixeira@clix.pt O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está estruturado em duas peças nucleares: o hospital e o centro de saúde (CS). Desde que foi criado, em 1971, que se vem repetindo a absoluta centralidade do CS no sistema global dos serviços de saúde. Porém, na realidade, o hospital destaca-se com uma função de primazia e o CS tende a ser remetido para a periferia do SNS. Em 2005 inicia-se uma reforma dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) para reconfigurar todo este sector e (re)coloca-lo no centro do SNS. Por mera coincidência, a investigação, cujos resultados agora se apresentam, começou a ser desenhada no mesmo ano, tornando-se, provavelmente, a única investigação sociológica portuguesa que decorreu em total simultaneidade com a implementação da reforma dos CSP, facto que possibilitou um acompanhamento in timmimg das medidas reformativas, dos seus efeitos no terreno, dos discursos políticos e ideológicos, bem como a monitorização da opinião dos profissionais sobre as mudanças que diariamente iam sendo produzidas. Desenvolveu-se um estudo de metodologia qualitativa, um estudo de caso, sobre um CS, representativo do modelo tradicional, e duas Unidades de Saúde Familiar (USF). A USF representa um novo modelo de organização do trabalho e de produção de cuidados e, para além de ser a primeira unidade a ser implementado no terreno, é também uma das principais novidades da reforma. Os resultados do estudo apontam para uma posição de menoridade científica e social do CS na estrutura global dos cuidados de saúde e para um desprestígio dos profissionais que ali trabalham em relação aos trabalhadores do hospital. O modelo USF inscreve-se na tendência New Public Management, assente na importação de princípios de gestão privada para aplicação às organizações públicas, o que origina um vasto conjunto de (novos) questionamentos sociológicos. A organização do trabalho e a produção de cuidados são baseados na contratualização de indicadores uniformizados que devem ser alcançados com níveis de desempenho padronizados e racionalizados. Como compatibilizar estas novas formas de trabalho, enraizadas em princípios de produtividade quantitativa e padrões de qualidade profundamente biomédicos, com as abordagens holísticas e biográficas da doença que a medicina familiar reclama como principal marca de distinção? A USF, enformada pela medicina holística, poderá, afinal, reforçar o pendor biomédico das práticas e dos cuidados prestados.
  • TEIXEIRA, Lurdes CV de TEIXEIRA, Lurdes
Lurdes Teixeira, doutorada em Sociologia pelo ISCTE – IUL, é Docente no Instituto Politécnico de Saúde do Norte – CESPU e Investigadora do CIES, ISCTE – IUL. Como principais interesses de investigação destaca a área da saúde, das organizações e das políticas de saúde e dos cuidados de saúde primários. Realizou mestrado em Relações Interculturais, no âmbito do qual desenvolveu um estudo sobre comunicação em medicina convencional e alternativa. Na investigação realizada para o curso de doutoramento, concluída em 2011, estudou a reforma dos cuidados de saúde primários. A tese foi recentemente publicada em livro com o título “A Reforma do Centro de Saúde: percursos e discursos”.

PAP0580 - Sair ou entrar? As características dos migrantes, dos movimentos migratórios e as dinâmicas regionais.
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PAP0580 - Sair ou entrar? As características dos migrantes, dos movimentos migratórios e as dinâmicas regionais.

Esta comunicação desenvolve-se no âmbito do Projecto de Investigação Demospin (Projecto financiado pela FCT PTDC/CS-DEM/100530/2008) cujo principal objectivo consiste na concepção de uma ferramenta de apoio à definição de políticas de desenvolvimento de regiões demograficamente deprimidas. Ora, a concepção deste tipo de ferramenta, bem como a perspectiva de intervenção política, pressupõe um conhecimento profundo das características demográficas regionais, bem como dos factores que desencadeiam quer os fluxos de saída quer os fluxos de atracção. Movimentos de entrada e saída – atracção e repulsão que por sua vez têm impactos diversos, contrastantes, nas dinâmicas populacionais e nas dinâmicas socioeconómicas regionais. Complementarmente, importa também perceber de que forma a atracção se exerce, ou seja, de que forma a dinâmica socio económica se repercute na dinâmica populacional. A este interesse/necessidade acresce um outro desafio que tem vindo a conquistar a atenção por parte da investigação internacional: o movimento de retorno de migrantes reformados. Estes movimentos têm revestido um interesse crescente pela percepção do seu contributo para o desenvolvimento económico e pelas necessidade de respostas sociais ao nível do planeamento de equipamentos e serviços como habitação, saúde e bem estar (Relatório Plurel 2010). A previsível chegada à idade de reforma dos baby boomers naturalmente avoluma a questão. Enquanto na literatura americana é possível, desde os finais dos anos 70, encontrar tentativas de enquadramento teórico relativamente às migrações dos mais velhos, na Europa e demais países desenvolvidos, a produção vai surgindo, de alguma forma, acompanhando o envelhecimento da população. Em Portugal esta é uma problemática um tanto sem resposta. Muitos dos pressupostos que são referidos, relativamente às migrações, muitas vezes não estão sustentados em dados são sobretudo apreciações de casos mais ou menos próximos de realidades familiares, de informação tornada pública sem que subjacente esteja informação consolidada. Com este trabalho procura-se, como se depreende pela exposição da problemática, encontrar respostas, discutindo as bases para uma matriz de análise que permita equacionar as dimensões da mobilidade demográfica e dos seus impactos socioeconómicos. Esta análise é feita com recursos aos dados do censo de 1991, 2001 – População residente segundo as migrações por concelho habitual de residência. É intenção da equipa de investigação que esta matriz de análise compreenda e venha a englobar os dados 2011, tanto mais importante para a compreensão da mobilidade em Portugal quanto a falta de dados persiste.
  •  GOMES, Maria Cristina Sousa CV - Não disponível 
  • MOREIRA, Maria João Guardado CV de MOREIRA, Maria João Guardado
  •  PINTO, Maria Luís Rocha CV - Não disponível 
Maria João Guardado Moreira
Mestre em Demografia Histórica e Social, Doutorada em Sociologia, especialidade Demografia, Professora Coordenadora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). Investigadora do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE) tem participado em projectos nacionais e internacionais na área da demografia. Autora de diversas publicações nas áreas da demografia, demografia histórica, demografia regional e envelhecimento. Algumas publicações mais recentes:
2009 - Rodrigues, Teresa, Moreira, Maria João Guardado, “Realidades Demográficas”, in Rodrigues, Teresa, Lopes, João Teixeira, Baptista, Luís, Moreira, Maria João Guardado (coord.), Regionalidade Demográfica e Diversidade Social, Porto, Ed. Afrontamento, pp.77-110
2010- Moreira, Maria João Guardado, “Environmental Changes and Social Vulnerability in an Ageing Society: Portugal in the Transition from the 20th to the 21st Centuries“.Volume 9, Issue 1: 397–409 http://www.ep.liu.se/ej/hygiea/v9/i1/a19/hygiea10v9i1a19.pdf
2010- Moreira, Maria João Guardado, “Quem são emigrantes portugueses emEspanha - uma primeira abordagem a partir da Encuesta Nacional de Inmigrantes (2007)”, Revista População e Sociedade, nº 18. pp.161- 175
2011-Rodrigues, Teresa, Moreira, Maria João Guardado, “ Portugal e a UniãoEuropeia: Mudanças Sociais e Dinâmicas Demográficas” in Rodrigues, Teresa, Pérez, Rafael Garcia, Portugal e Espanha. Crise e Convergência na União Europeia, Lisboa, Tribuna, pp.29-48

PAP0225 - Tolerância social e valores: uma exploração de modelos explicativos
Resumo de PAP0225 - Tolerância social e valores: uma exploração de modelos explicativos PAP0225 - Tolerância social e valores: uma exploração de modelos explicativos
PAP0225 - Tolerância social e valores: uma exploração de modelos explicativos

As pesquisas sobre a tolerância social e política tiveram origem os EUA, na sua génese dedicavam-se exclusivamente à tolerância face a grupos associados à esquerda do espectro político (comunistas, socialistas, ateus), posteriormente, a análise estendeu-se quer a grupos à direita como a outros grupos minoritários como grupos percebidos como etnicamente diferentes (judeus, muçulmanos, etc), como a grupos estigmatizados por motivos comportamentais (toxicodependentes, gays, etc). Os estudos empíricos sobre tolerância têm vindo a evidenciar um incremento da tolerância nas sociedades ocidentais (Muller, 1988). No mesmo sentido, alguns modelos teóricos de valores sociais defendem uma mudança nas orientações valorativas dos cidadãos nas sociedades contemporâneas, referimo-nos mais especificamente à mudança de valores materialistas para valores pós-materialistas defendida por Inglehart (1990; 1997) e a mudança de valores autoritários para valores libertários advogada por Flanagan e Lee (2003). Estes modelos, embora relativamente semelhantes a nível empírico, apresentam explicações relativamente distintas para a sua relação com a tolerância. Tomando como indicador de tolerância social uma das medidas de distância social de Bogardus (1933), a presente comunicação tem dois objectivos. Em primeiro lugar pretende-se expor a relação teórica entre os dois modelos teóricos de mudança de valores e a tolerância social. Num segundo momento, testa-se empiricamente esta relação de valores sociais com a tolerância social face a três grupos, minorias étnicas (pessoas de outra raça, famílias numerosas, muçulmanos, trabalhadores imigrantes, judeus, ciganos, cristãos) grupos estigmatizados (pessoas com passado criminal, alcoólicos, pessoas desequilibradas, pessoas com SIDA, toxicodependentes, homossexuais) e extremistas políticos (de esquerda e de direita). A verificação empírica recorre aos dados mais recentes do European Value Studies (EVS) cujo trabalho de campo decorreu no ano de 2008.
  • CANDEIAS, Pedro CV de CANDEIAS, Pedro
Pedro Candeias. Licenciado em Sociologia no ISCTE em 2008, mestrando em Sociologia na mesma instituição. Assistente de investigação no CIES-IUL (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia - Instituto Universitário de Lisboa) desde 2009. Principais áreas de investigação: migrações, tolerância social e reinserção social.

PAP0131 - Utilização dos novos media por três gerações de meio rural: apresentação de resultados dos focus groups e diários
Resumo de PAP0131 - Utilização dos novos media por três gerações de meio rural: apresentação de resultados dos focus groups e diários PAP0131 - Utilização dos novos media por três gerações de meio rural: apresentação de resultados dos focus groups e diários
PAP0131 - Utilização dos novos media por três gerações de meio rural: apresentação de resultados dos focus groups e diários

Será a utilização de novos media realizada de forma diferente dependendo das gerações, residentes em meio rural? Esta é a questão que serve de mote a uma investigação que pretende compreender que utilização os indivíduos nascidos nas décadas de 50, 70 e 90, e que se encontram inseridos no meio rural, fazem dos media, nomeadamente, da televisão, do computador e do telemóvel, os três ecrãs. Assim, e uma vez que estão em estudo três das principais tecnologias utilizadas no quotidiano, é importante compreender como se faz essa utilização nos diferentes contextos, como o/a trabalho/escola, o contexto familiar e de lazer. Esta comunicação pretende apresentar os resultados da primeira etapa da investigação em desenvolvimento, enquadrada no Programa Doutoral Informação e Comunicação em Plataformas Digitais, sob o tema mais vasto “Gerações de ecrã em meio rural. As práticas de utilização dos novos media no quotidiano rural de três gerações.” O estudo inicia-se com a realização de focus groups a três gerações diferentes (nascidos nos anos 50, 70 e 90), colocando-as em interação monogeracional (três grupos com nove elementos de cada década), mas também multigeracional (um grupo com três elementos nascidos em cada década), com o objetivo essencial de compreender as mudanças históricas na utilização dos media, assim como as práticas dos dias de hoje, quer nas gerações mais novas, como nas mais velhas. Como complemento à análise de conteúdo realizada a partir das discussões ocorridas nos focus groups, nos quais a posição é fruto da dinâmica discursiva e argumentativa desse grupo, pretende-se analisar uma perspetiva mais individual, através da solicitação aos participantes do focus group multigeracional do preenchimento de diários durante 15 dias, os quais se pretendem preenchidos com informações sobre o tipo de media que utilizam, quando (altura do dia e contexto – de lazer, laboral/escolar ou familiar), a duração da utilização, a finalidade e se o fazem sozinhos ou acompanhados e, neste caso, com quem. O preenchimento realiza-se em todos os dias da semana, incluindo os fins de semana para, dessa forma, se conseguir captar informações reativas a períodos que se consideram ter dinâmicas de trabalho/estudo, familiar e de lazer diferentes. A aplicação dos focus group e dos diários será realizada em freguesias rurais de Ponte de Lima, interior Norte de Portugal, durante os meses de novembro e dezembro, sendo a sua análise realizada entre dezembro e janeiro.
  • MELRO, Ana CV de MELRO, Ana
  • OLIVEIRA, Lídia CV de OLIVEIRA, Lídia
Ana Melro é aluna do doutoramento Informação e Comunicação em Plataformas Digitais, na
UA e na FLUP. Pertence ao CETAC.MEDIA e é bolseira de investigação na Escola de Engenharia,
da UM. É licenciada em Sociologia (2004) e mestre em Sociologia da Infância (2007), pela
Universidade do Minho, Braga. Os interesses de investigação são: a literacia e inclusão digital,
a utilização de ecrãs e as perspetivas socio-históricas da apropriação dos novos media.
Lídia Oliveira é Professora Auxiliar com Agregação da UA. Licenciada (1991) em Filosofia pela
UC, mestre (1995) em Educação Tecnológica pela UA, Valenciennes (França) e Mons (Bélgica) e
doutorada (2002) em Ciências e Tecnologias da Comunicação também pela UA. Os seus
interesses de investigação concentram-se na sociologia da comunicação, novos media,
ecologia dos media e cibercultura. Investigadora no CETAC.MEDIA e no CES.